26.1 C
Brasília
segunda-feira, 13/04/2026

Segredos da Adega do Chucky: Drogas, Dinheiro e Poder

Brasília
nuvens quebradas
26.1 ° C
26.1 °
26.1 °
62 %
2.7kmh
53 %
seg
26 °
ter
24 °
qua
24 °
qui
25 °
sex
25 °

Em Brasília

Escondida em uma área simples de Aparecida de Goiânia, a Adega do Chucky não chamava atenção por fora. Mas, por trás da fachada simples, havia um grande esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, conforme mostram as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Segundo a Coordenação de Repressão às Drogas, a adega era usada para misturar dinheiro lícito com recursos da venda de entorpecentes, principalmente crack, dificultando o trabalho das autoridades para rastrear o dinheiro.

A operação contra o grupo

Na manhã do dia 7 de abril, a segunda fase da Operação Monopólio foi deflagrada, mirando uma organização criminosa muito estruturada no Distrito Federal. A ação resultou em 13 prisões preventivas e 16 mandados de busca, com ações concentradas na Cidade Estrutural, Ceilândia, Aparecida de Goiânia e São Paulo.

No total, 19 pessoas foram indiciadas por organização criminosa, tráfico e lavagem de dinheiro. O líder da quadrilha é Fabiano da Silva Lira, conhecido como “Chucky”, apelido que reflete sua fama violenta e seu controle forte sobre o território.

Movimentações e métodos

O grupo movimentou cerca de R$ 60 milhões nos últimos quatro anos, relacionados à venda de cocaína, maconha e crack. Considerando todas as etapas da operação, o total ultrapassa R$ 150 milhões, com atuação em cerca de 25 pontos de venda, principalmente na Cidade Estrutural.

Chucky do Crack teria movimentado mais de R$ 12 milhões. Para dar aparência legal a esse dinheiro, usavam empresas de fachada, distribuidoras de bebidas e notas fiscais falsas.

Uma das empresas movimentou mais de R$ 14 milhões, mostrando o uso intenso de pessoas jurídicas no esquema. Também foi usada a técnica de “smurfing”, dividindo grandes valores em pequenos depósitos para evitar alertas do sistema financeiro e dificultar a investigação.

Histórico e consequências

A primeira fase da Operação Monopólio aconteceu em 2025, com 22 prisões temporárias, 29 buscas, bloqueio de contas e sequestro de bens. Mesmo com a prisão de Chucky, o grupo tentou se reestruturar, levando à nova fase da ação policial.

As penas para os crimes investigados são altas: até oito anos para organização criminosa, 15 anos para tráfico de drogas e dez anos para lavagem de dinheiro, podendo resultar em longas penas de prisão para os envolvidos.

Veja Também