Os casos de roubos em ônibus no Distrito Federal diminuíram 52% em 2025, com 111 registros ante 230 no ano anterior, conforme o 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Nos últimos dez anos, essa queda acumulada chegou a 96%, beneficiando 15 regiões administrativas que não tiveram ocorrências.
O secretário interino de Segurança Pública, Alexandre Patury, atribui esse avanço a uma série de medidas, incluindo tecnologia e trabalho de inteligência para identificar quadrilhas que realizam furtos e roubos de celulares nos coletivos. Ele explicou que o foco tem sido em grupos que agem dentro dos ônibus usando até armas brancas.
Uma mudança fundamental foi o fim do pagamento em dinheiro nas passagens a partir de 2024, adotada pelo Governo do Distrito Federal. Antes, cerca de 29% das passagens eram pagas em espécie. Agora, todo pagamento é digital, feito por cartões de transporte, cartões bancários ou benefícios para idosos, pessoas com deficiência e estudantes.
A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) trabalha junto à Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) para combater e prevenir crimes. Câmeras instaladas em ônibus e terminais monitoram as ações, e tecnologias como reconhecimento facial ajudam a agir rápido contra suspeitos com mandados de prisão.
Patury ressaltou que o trabalho continuará para reduzir ainda mais os crimes e melhorar a sensação de segurança da população. Ele também incentiva a instalação de câmeras residenciais conectadas ao sistema DF 360 para ajudar a identificar criminosos.
Motoristas e usuários sentem os efeitos positivos. Wemerson Guimarães, motorista com 14 anos de profissão, lembra os riscos antigos, como assaltos com arma de fogo, e vê melhorias com a retirada do dinheiro dos ônibus. Ele afirmou que isso aumentou a segurança e diminuiu os assaltos.
A usuária Rosa de Sousa, diarista de 51 anos, diz que o uso do cartão facilitou sua vida e que os relatos de assaltos sumiram. Ela comentou que hoje viajar de ônibus está bem mais seguro e sem o medo antigo.
O aposentado Edson dos Santos, 65 anos, também confirma: “Nunca presenciei nada de errado dentro dos coletivos. Rodar pelo Distrito Federal está tranquilo.”
