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domingo, 10/05/2026

Oms apoia desembarque de navio com hantavírus em Tenerife

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Passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro MV Hondius começaram a desembarcar em Tenerife neste domingo, em uma operação de saúde rigorosa liderada pelas autoridades espanholas e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O navio chegou às Ilhas Canárias após semanas navegando, enfrentando um surto de hantavírus que causou três mortes.

Sem pânico, diz diretor da OMS

Em Tenerife, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que o risco global de disseminação do vírus é baixo. Ele destacou que “não se trata de outra Covid-19” e que as pessoas não devem sentir medo ou entrar em pânico.

Até a última sexta-feira, oito casos relacionados ao navio foram registrados, seis deles confirmados como infecções pela variante Andes do hantavírus. Nenhuma nova morte ocorreu desde 2 de maio.

Desembarque por etapas

A operação de desembarque começou na manhã de domingo, com autoridades de saúde embarcando no navio para avaliação. O desembarque foi feito por etapas conforme a nacionalidade dos passageiros e a disponibilidade de voos.

Diana Rojas Alvarez, responsável pelas operações da OMS em Tenerife, informou que passageiros da Espanha, França, Canadá e Holanda foram os primeiros a sair do navio. Ela ressaltou que a operação foi intensa, mas bem organizada.

Estavam previstos desembarques de cerca de 46 passageiros e tripulantes no domingo, com continuidade na segunda-feira. Aproximadamente 30 tripulantes devem permanecer a bordo enquanto o navio retorna à Holanda acompanhado por equipe médica.

Voos de repatriação e monitoramento

A OMS informou que nenhum passageiro fará voos comerciais, sendo utilizados exclusivamente voos fretados de repatriação sob protocolos rigorosos de saúde. Maria van Kerkhove, diretora da OMS para Gestão de Epidemias e Pandemias, declarou que passageiros serão monitorados por até seis semanas devido ao período de incubação do vírus.

Ela explicou que o acompanhamento será diário, com verificação de sintomas como febre. A OMS recomenda quarentena em casa ou em locais especializados por 42 dias, medida cautelosa para evitar transmissão do vírus a outras pessoas.

Sobre o hantavírus

O hantavírus é uma doença rara, geralmente contraída pela exposição a roedores infectados e pode causar complicações respiratórias graves. A variante Andes, ligada ao surto, é a única que tem transmissão documentada entre humanos.

A operação em Tenerife contou com a colaboração da Espanha, Países Baixos, Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e equipes da OMS.

Maria van Kerkhove destacou o papel da OMS na coordenação de respostas internacionais a ameaças de doenças infecciosas, mesmo quando a atenção do público é limitada.

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