O cruzeiro MV Hondius, que enfrentou um surto de hantavírus que resultou na morte de três pessoas, realizou a repatriação de 94 dos 150 passageiros e tripulantes a bordo no primeiro dia de operação. A ação de retirada será retomada nesta segunda-feira (11/5) e deve ser concluída até as 19h no horário local (15h em Brasília).
Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, 94 pessoas de 19 nacionalidades desembarcaram com total segurança e normalidade no porto de Granadilla. Após o término das operações do segundo dia, o navio seguirá para os Países Baixos com 30 passageiros a bordo.
Na segunda-feira, estão previstos dois voos de repatriação em Tenerife, na Espanha, um para a Austrália e outro para os Países Baixos, país ao qual pertence a bandeira do navio.
Operação de repatriação
A embarcação, com cerca de 150 pessoas, foi acompanhada pela Guarda Civil espanhola até a atracação. Todos os passageiros e tripulantes passaram por exames médicos ainda a bordo do navio.
Mais de 360 agentes participaram da operação, utilizando meios aéreos e marítimos. Especialistas de diversas áreas, como biólogos, químicos e radiologistas, foram convocados para colaborar com a ação.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve presente em Tenerife para supervisionar a chegada dos passageiros.
Após uma controvérsia com o governo das Ilhas Canárias, que inicialmente se negou a receber o navio, o cruzeiro atracou por volta das 4h no horário de Brasília. Em entrevista coletiva, a ministra Mónica García classificou a operação como um sucesso, apesar dos desafios enfrentados.
