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Ocupação de leitos de UTI no DF é de 87,5%; No Entorno, chega a quase 100%

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Dos 162 leitos disponíveis para o tratamento de covid-19 disponibilizados pela secretria de Saúde no DF, 140 estão ocupados

A secretaria de Saúde diz que vai abrir mais leitos de UTI nos próximos dias – (crédito: Breno Esaki)

O Distrito Federal opera, nesta quinta-feira (18/2), com 87,5% de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) voltados para o tratamento da covid-19. No total, são 162 leitos disponíveis em hospitais da rede pública e contratados pela secretaria de Saúde na rede particular, sendo que 140 estão ocupados, 20 vagos e dois bloqueados aguardando liberação.

Alguns hospitais estão com quase 100% de ocupação, como o Hospital de Campanha da Polícia Militar, que tem apenas nove leitos disponíveis de um total de 80. Também é o caso do Hospital Universitário de Brasília (HUB), que teve dois leitos contratados pela SES, ambos ocupados.

Além disso, segundo dados da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), há, pelo menos, nove pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus aguardando encaminhamento para uma UTI.

Entorno

No Entorno do DF, a situação é mais crítica. Muitos dos 33 municípios — 29 de Goiás e quatro de Minas Gerais — sequer dispõem de leitos de UTI para o tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. É o caso de Águas Lindas de Goiás, Alvorada do Norte (GO), Cidade Ocidental(GO), Corumbá de Goiás, Niquelândia (GO), Pirenópolis (GO), Santo Antônio do Descoberto (GO), São João d’Aliança (GO), Simolândia (GO), Vila boa (GO), Cabeceira Grande (MG), Buriti (MG) e Arinos (MG).

Outros, como Unaí (MG) e Luziânia (GO) — município onde a cepa britânica já está em circulação —, operam com 56% e 90% dos leitos de UTI ocupados por pacientes com covid-19. Os dados são das secretarias estaduais e alguns municípios, como Formosa (GO), Cristalina (GO), Flores de Goiás (GO), Cocalzinho (GO), Cabeceiras (GO) e Alexânia (GO), não atualizaram os dados nas últimas 24h.

Mais leitos

Como o Correio antecipou, a SES-DF vai abrir 36 novos leitos  na próxima semana e 60 em até 10 dias, para auxiliar no atendimento de pacientes não só residentes no DF, mas também em outros Estados que são transferidos para a capital federal. Nesta quarta-feira (17/2), houve a abertura de cinco leitos contratados pela Secretaria de Saúde no Hospital Daher, no Lago Sul.

 

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Governo entregará doses da CoronaVac aos estados semanalmente em março

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Ministério da Saúde receberá este mês, no total, 22,7 milhões de doses do imunizante produzido no Brasil pelo Instituto Butantan

(crédito: Carl de Souza/AFP – 6/2/21)

O Ministério da Saúde receberá durante todo o mês de março 22,7 milhões de doses da CoronaVac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan no Brasil. As entregas, que começaram na última quarta-feira (3/3) com o repasse de 900 mil vacinas, serão feitas duas vezes na semana durante o mês.

Com isso, o governo federal decidiu também repassar as doses aos estados semanalmente ao longo de março. A primeira transferência será feita na próxima semana, quando 2,6 milhões de vacinas serão enviadas aos estados brasileiros.

“Por conta das entregas semanais, a distribuição das vacinas do laboratório (Butantan) também será feita pelo Ministério da Saúde a cada semana ao longo de março, de acordo com o real quantitativo de doses entregues à pasta”, disse o ministério, em nota.

A pasta também informou que espera receber mais 3,8 milhões de doses da vacina Covishield, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil, na segunda quinzena de março. A quantidade é menor do que a prevista pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em fevereiro.

Em cronograma apresentado em reunião com governadores, Pazuello informou que a Fiocruz entregaria 4 milhões de doses prontas trazidas da Índia, mais 12,9 milhões de doses produzidas no Brasil com a matéria-prima importada, ainda em março. O novo cronograma, obtido pelo Correio nesta quinta-feira (4), indica, entretanto, que a Fiocruz só entregará 3,8 milhões de doses produzidas no país.

No total, o novo documento indica que o governo federal terá este mês 37,4 milhões de vacinas disponíveis, o equivalente a 81% do previsto anteriormente.

Confira o cronograma de entregas semanais previsto pelo Butantan ao Ministério da Saúde:

3/3 – 900 mil (entregue)
8/3 – 1,7 milhões
10/3 – 1,2 milhões
15/3 – 3,3 milhões
17/3 – 2 milhões
22/3 – 3 milhões
24/3 – 2,2 milhões
29/3 – 6 milhões
31/3 – 2,4 milhões

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Estado de SP interna 3 pacientes por covid a cada 2 minutos

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“Nós vamos continuar abrindo leitos e vagas dentro dos hospitais. Abriremos em qualquer local desses hospitais, seja nos anfiteatros, seja nos laboratórios e seja nos corredores”, declarou secretário de Saúde

(crédito: AFP / Nelson ALMEIDA)

O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, voltou a manifestar preocupação sobre um possível colapso na saúde paulista por causa do aumento de casos, óbitos e internações por covid-19. Segundo ele, três pacientes são hospitalizados a cada dois minutos em leitos de enfermaria e UTI de hospitais públicos e particulares paulistas por causa da doença.
“Algumas unidades, infelizmente, já colapsaram”, lamentou, sem detalhar o nome e a localização dos hospitais. “Não queremos que as pessoas morram sem assistência. O mínimo que podemos dar é dignidade. Nem que a gente coloque em qualquer lugar o cilindro do oxigênio, que distribua a pessoa até mesmo nos corredores. Nós vamos garantir a assistência”, disse durante coletiva de imprensa do governo João Doria (PSDB), realizada nesta sexta-feira, 5.
“Nós vamos continuar abrindo leitos e vagas dentro dos hospitais. Abriremos em qualquer local desses hospitais, seja nos anfiteatros, seja nos laboratórios e seja nos corredores. Ah, paciente no corredor? Vai ter paciente no corredor. O que nós não queremos é paciente desassistido. Nós vamos dar oxigênio, ampliar a distribuição de respiradores, como nós já temos feito.”
Ao falar dessa situação, Gorinchteyn fez um apelo para que conselhos de classe chamem profissionais de saúde a serem voluntários para atuar na linha de frente contra a covid-19. “Nós precisamos (de) ajuda, porque estamos em guerra.”
No caso de hospitalizações relacionadas ao novo coronavírus, houve um aumento de 13,5% na média diária nesta semana, que chegou a 2.066 novos pacientes por dia. Em comparação a três semanas atrás, isso representa uma elevação de 42,4%.
Em óbitos, a média diária da semana é de 273, um aumento de 13,2% em relação à semana anterior. As médias são consideradas parciais, pois não incluem os dados desta sexta e do sábado, os dois últimos dias da atual semana epidemiológica.
Também na coletiva, Doria destacou que um novo hospital de campanha montado dentro de uma unidade hospitalar já existente será anunciado na segunda-feira. 8. Ele destacou que o espaço não será nos moldes de outros do ano passado, como os montados em estádios de futebol e com leitos majoritariamente de enfermaria, mas sim voltado a pacientes graves, que exigem uma estrutura mais robusta.
“Nós precisamos de quartos com equipamentos de UTI. Essa é a razão fundamental pela qual não optamos pelas tendas”, comentou. Ele também completou a fala do secretário ao dizer: “Nós não queremos atender pacientes em corredores. Vamos atender em quartos e de forma digna.”
Na última semana, o governo já havia adiantado que negociava a contratação de 130 leitos nas dependências de uma instituição privada na região central da capital paulista. Outros detalhes serão divulgados apenas na segunda.
“A saúde pública está na iminência de viver um completo colapso”, lamentou Doria. “Nosso País virou uma ameaça sanitária não apenas aos brasileiros, mas ao mundo. É uma situação trágica, dramática”, disse ao criticar a atuação do presidente Jair Bolsonaro e do Ministério da Saúde.
São Paulo soma 2.093.924 casos e 61.064 óbitos pelo novo coronavírus. A ocupação é de 77,4% em leitos de UTI, média que é de 79,1% na Grande São Paulo. Nas enfermarias, a ocupação é de 59,6% e 66,9%, respectivamente.
O número de pacientes internados chegou a 17.802 na quinta-feira, 4, dos quais 9.910 estão em enfermaria e 7.892 em unidades de terapia intensiva. Na terça-feira, 2, o Estado teve o maior registro de confirmações de mortes pela doença de toda a pandemia, chegando a 468. Na quinta-feira, 313 óbitos foram confirmados.
Para conter o avanço da doença, o Estado entrará na fase vermelha do Plano São Paulo a partir deste sábado, 6. A classificação é a de maiores restrições, com funcionamento exclusivamente de estabelecimentos e serviços considerados essenciais, como supermercados, hospitais, farmácias e açougues. A inclusão de templos religiosos na lista de essenciais trouxe críticas ao longo da semana.
São Paulo também está com um “toque de restrição”, das 20 horas até as 5 horas diariamente. A medida consiste especialmente em uma força-tarefa para evitar e autuar aglomerações, lançada na semana passada. “São Paulo não está em lockdown. Não se descarta, mas não estamos em lockdown”, destacou Doria.
Mesmo na fase vermelha, as escolas públicas e particulares seguirão abertas, com foco nos alunos mais vulneráveis, com deficiências, dificuldades de aprendizagem e crianças menores. A presença é optativa. Os colégios particulares que não quiserem oferecer aulas presenciais podem fechar.
Saiba quais estabelecimentos e serviços são considerados essenciais em São Paulo
São considerados essenciais: supermercados, mercados, padarias (sem consumo no local), postos de gasolina, clínicas, hospitais e consultórios médicos, escolas, templos religiosos, açougues, clínicas odontológicas, estabelecimentos de saúde animal, farmácias, lojas de suplementação, feiras livres, serviços de segurança pública e privada, meios de comunicação, construção civil, indústria, hotéis, lavanderias, serviços de limpeza, manutenção e zeladoria, bancos, lotéricas, call center, assistência técnica de eletrônicos, bancas de jornal, serviços de delivery e drive-thru de alimentos, empresas de logística e locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega, estacionamento, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns de abastecimento e lojas de materiais de construção.

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Saúde

HUB abre mais 11 leitos de enfermaria para pacientes com covid-19

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O hospital oferece 23 leitos destinados a pacientes com covid-19, sendo 21 de enfermaria e 2 de UTI

O HUB também realizou a contratação emergencial de profissionais para trabalhar no hospital – (crédito: Esaki/Agência Saúde DF)

A enfermaria do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) voltada para atendimento de pacientes com covid-19 abriu mais 11 leitos, totalizando 21. Desse total, 19 são para pacientes encaminhados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e dois para uso interno do HUB. Além da enfermaria, o HUB continua com dois leitos de terapia intensiva (UTI) dedicados a casos do novo coronavírus. A abertura ou desmobilização de leitos é realizada de acordo com o aumento ou a diminuição do número de casos da doença no DF. Desde de abril do ano passado, o HUB já realizou aproximadamente 800 internações nos leitos covid.

A ampliação visa apoiar a abertura de vagas de internação no DF após o avanço da pandemia registrado nas últimas semanas. O serviço é destinado a pacientes que receberam alta da UTI, mas ainda precisam de atendimento hospitalar, ou pessoas no início dos sintomas e com a doença já diagnosticada que necessitam de assistência mais complexa e especializada.

Todos os leitos têm suporte de oxigênio e equipamentos para realização de diálise. Para os casos que se agravarem, o HUB conta com sete ventiladores mecânicos e insumos para a estabilização do quadro até que seja possível a transferência para uma UTI. A equipe que cuida do setor é formada por cerca de 140 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas.

Para preparar essa estrutura e garantir o atendimento, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) repassou ao HUB, em 2020, R$ 1,7 milhão para ações de custeio como compra de medicamentos e equipamentos de proteção individual (EPI), e R$ 2,7 milhões para a aquisição de equipamentos como respiradores e monitores. A empresa também realizou processos seletivos emergenciais, o que garantiu a contratação temporária de 199 profissionais de saúde somente no Hospital Universitário de Brasília.

 

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Pico da pandemia: saiba como estão as restrições nos estados

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Com UTIs lotadas e recorde de mortes em 24 horas, país endurece as restrições para tentar conter o avanço da covid-19

(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

No pior momento da pandemia no Brasil, vários estados endureceram as medidas para conter o vírus nos últimos dias. Nesta quarta-feira (3/3), o país bateu um novo recorde, foram 1.910 mortes em 24 horas. Pelo menos 19 unidades da federação estavam com a ocupação nos leitos de UTi acima de 80%, segundo a Fiocruz, nesta quarta.

A partir desta quarta, São Paulo, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco anunciaram novas medidas para conter o coronavírus. Outra unidades da federação, também já tinham aumentando as restrições, como é o caso do Distrito Federal que desde domingo (28/2) está em lockdown pelo menos até 14 de março.

Saiba como está cada estado

São Paulo

O governo de São Paulo colocou todo o estado na fase vermelha da quarentena por 14 dias começando a partir deste sábado (6/3). Somente serviços essenciais estão autorizados a funcionar. O estado mais populoso do Brasil, bateu recorde de internações por covid-19. Foram 2.255 em 24 horas. A taxa de ocupação nas UTIs chega a 76,3%. Só na cidade de São Paulo, a fila de espera por um leito tem 150 pacientes.

Minas Gerais

O governo de Minas Gerais colocou 80 municípios na chamada onda roxa, a mais restritiva. As cidades estão nas regiões do Triângulo Norte e Noroeste do estado. As medidas incluem toque de recolher das 20h às 5h e restrição à circulação de pessoas. Com a superlotação das UTIs do estado, pacientes já tiveram que ser transferidos para o interior de São Paulo.

Pará

No Pará, terá toque de recolher das 22h às 5h por sete dias. Nesse período, o descolocamento de pessoas só será permitido para serviços essenciais.

Piauí

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), prorrogou a suspensão das atividades não-essenciais aos fins de semana e determinou toque de recolher a partir das 22h até 15 de março.

Ceará

A partir de sexta-feira (5/3), atividades em academias, celebrações em igrejas, atendimento presencial em restaurantes e aulas presenciais, serão suspensas por 14 dias, em Fortaleza. A cidade também colocará barreiras na entrada, para sair ou entrar será necessário comprovar a necessidade.

Pernambuco

Desde quarta-feira (3/3) até 17 de março, todo o serviço não-essencial deve fechar após as 20h em Pernambuco. No sábado e domingo somente serviços essenciais podem funcionar. No Recife, a prefeitura colocou um contêiner ao lado do Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, na Zona Oeste da cidade, para armazenar corpos de vítimas da covid-19.

Maranhão

O Maranhão anunciou a suspensão de festas e aulas presenciais, diminuição do horário de funcionamento do comércio a partir desta sexta-feira (5/3) até 14 de março.

Goiás

O estado vizinho do DF registrou recorde de mortes em 24 horas. 13 hospitais do estado estão com as UTIs 100% ocupadas. O Entorno do DF está com toque de recolher entre 20h e 5h e, em Goiânia, desde segunda-feira (1°/3), bares, restaurantes, comércios de rua, academias e igrejas não podem funcionar. Caldas Novas colocou uma barreira sanitária para controlar a entrada de turistas e Pirenópolis colocou toque de recolher.

Mato Grosso

Em Cuiabá, o toque de recolher é das 21h às 5h. Todo o comércio deve fechar às 19h.

Rio Grande do Norte

O estado suspendeu o funcionamento do comércio após as 18h até 10 de março. O estado registrou nesta quarta-feira o maior número de pessoas internadas com covid-19 desde o início da pandemia, são 871.

Acre

No estado, o comércio não-essencial deve fechar nos fins de semana. Durante a semana, os estabelecimentos devem ficar fechados das 22h às 5h.

Roraima

Boa Vista restringiu o funcionamento de serviços não-essenciais neste fim de semana (6 e 7 de março).

Tocantins

A partir de sábado (6/3), as atividades não-essenciais e realização de eventos estão suspensos em Palmas. As restrições vão até 16 de março.

Rio de Janeiro

A capital fluminense enrijeceu as medidas nesta quinta-feira (4/3) e proibiu também, até 11 de março, a circulação de pessoas entre 23h e 5h. Além de proibir o funcionamento de quiosques, boates e feiras de artesanato.

Rio Grande do Sul

O litoral norte do estado suspendeu o funcionamento de toda atividade econômicos nos fins de semana. Até supermercados não poderão funcionar.

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Saúde

Vacina Covaxin contra covid-19 é 81% eficaz, apontam dados preliminares

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A vacina contra covid-19 da farmacêutica indiana Bharat Biotech é 81% eficaz na prevenção de casos sintomáticos da doença

Covaxin: os resultados vêm em um momento em que a Índia luta para convencer seus profissionais de saúde e da linha de frente a tomarem a vacina da Bharat Biotech (Vishal Bhatnagar/NurPhoto/Getty Images)

A vacina Coxavin contra covid-19 da farmacêutica indiana Bharat Biotech é 81% eficaz na prevenção de casos sintomáticos da doença, mostraram dados preliminares de um estudo clínico em larga escala de estágio avançado nesta quarta-feira.

A análise preliminar se baseou em 43 casos registrados de covid-19 em um estudo de Fase 3 que envolveu 25.800 voluntários e foi realizado pelo órgão de pesquisa médica do governo da Índia. O estudo incluiu 2.433 voluntários com mais de 60 anos e 4.500 participantes portadores de comorbidades.

Trinta e seis dos 43 casos da doença aconteceram em voluntários que receberam um placebo, contra sete casos de participantes que receberam a vacina da Bharat Biotech, apontando para uma eficácia de 80,6%, disse a empresa.

A análise preliminar também mostrou que efeitos adversos graves, sérios e que precisaram de atendimento médico “ocorreram em níveis baixos e foram equilibrados entre os grupos vacina e placebo”, disse a Bharat.

Os resultados vêm em um momento em que a Índia luta para convencer seus profissionais de saúde e da linha de frente a tomarem a vacina da Bharat Biotech, que foi aprovada de forma polêmica em janeiro sem os resultados da Fase 3.

Somente 11% dos mais de 10 milhões de indianos vacinados receberam o imunizante da Bharat, conhecido como Covaxin, até a semana passada, de acordo com a Reuters.

Apesar disso, muitos políticos da Índia, incluindo o primeiro-ministro Narendra Modi, foram inoculados com a Covaxin nesta semana.

Na semana passada, o Ministério da Saúde do Brasil anunciou acordo para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin.

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Fiocruz: 18 estados e DF têm ocupação de leitos de UTI acima de 80%

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No Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, a entidade chama a atenção para a gravidade do momento no país

Leitos de UTI: os pesquisadores disseram ser necessária a adoção de medidas não farmacológicas mais rigorosas (SILVIO AVILA / AFP/Getty Images)

Dezoito estados e o Distrito Federal têm ocupação de leitos de UTI para covid-19 acima de 80%. Desses, 10 estão com lotação acima de 90%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (2) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No Boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, a entidade chama a atenção para a gravidade do momento no país, com um forte crescimento no número de casos de contaminações e óbitos causados pela doença e classifica a situação como a ponta de um iceberg.

“Verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de SRAG [Síndrome Respiratória Aguda Grave], a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais. No momento, 19 unidades da Federação apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI acima de 80% – no boletim anterior eram 12. O cenário alarmante, segundo a análise, representa apenas a ponta do iceberg de um patamar de intensa transmissão no país”, destacou a Fiocruz.

 

Mapa da ocupação de leitos de UTI no Brasil

 (Fiocruz/Reprodução)

Diante desse quadro, os pesquisadores disseram ser necessária a adoção de medidas não farmacológicas mais rigorosas, incluindo a manutenção de todas medidas preventivas, como distanciamento físico, uso de máscaras e higiene das mãos, até que a pandemia seja declarada encerrada.

Além disso, são recomendadas medidas de supressão, como restrição da circulação e das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região, avaliadas semanalmente a partir de critérios técnicos como taxas de ocupação de leitos e tendência de elevação no número de casos e óbitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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domingo, 7 de março de 2021

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