O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda acredita que é possível dialogar com a administração de Donald Trump para impedir a aplicação de novas taxas sobre produtos brasileiros. Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu duas investigações comerciais e sugeriu tarifas adicionais para o Brasil.
Apesar da apreensão causada por essas medidas, membros do Palácio do Planalto veem chances de negociação para reverter as taxações. A proposta de tarifas ainda está em fase de discussão e depende de audiências públicas, além da aprovação final de Donald Trump.
Disposição para negociar
O governo brasileiro considera que as tarifas não serão impostas antes de 15 de junho, data em que os Estados Unidos devem concluir seus processos internos para a implementação dessas taxas. Representantes do governo afirmam estar abertos a negociar alternativas, desde que a iniciativa parta dos Estados Unidos.
Até o momento, a Casa Branca não deixou claro quais são suas demandas específicas, o que dificulta a formulação de propostas pelo Brasil. No entanto, o governo já informou que qualquer negociação envolvendo o sistema Pix está fora de questão.
Há expectativa de que a pressão de empresários e interlocutores da Casa Branca possa levar a uma reaproximação entre os dois países. Outra possibilidade é um novo encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que deve ocorrer durante a Cúpula do G7 em Paris, França, no final da próxima semana.

