O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, respondeu às críticas feitas pelo presidente do Líbano, Joseph Aoun. Araghchi afirmou que, se o Líbano fosse mero objeto de negociação, um acordo já teria sido alcançado há muito tempo.
Joseph Aoun havia declarado que o país é usado como moeda de troca pelo Irã nas negociações com os Estados Unidos, acusando o governo iraniano de não ajudar o povo libanês e que os interesses do Líbano não coincidem com os do Irã. Ele destacou também que o interesse do Líbano deve estar acima de qualquer conflito externo e que o país não pode continuar sendo o palco para guerras alheias.
Em resposta, Araghchi lembrou que o território libanês está ocupado por tropas de Israel e criticou o presidente libanês, dizendo que quem realmente ameaça o país são essas forças estrangeiras, e não o Irã.
O conflito no Líbano aumentou após o Hezbollah, que controla parte do território, atacar Israel em retaliação ao início das hostilidades entre Irã e Israel. Na quinta-feira, o Hezbollah rejeitou um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre os governos libanês e israelense.
Naim Qassem, líder do grupo islâmico xiita Hezbollah, afirmou que desarmar o grupo seria destruir a força do Líbano e uma ameaça ao povo que resiste. Abbas Araghchi apoiou publicamente o Hezbollah, afirmando que a guerra só terminará quando acabar também no Líbano.

