O consumo de energia elétrica no Brasil aumentou 3,8% em abril em comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 49.591 gigawatts-hora (GWh). Esse crescimento reverte a queda registrada nos dois meses anteriores.
Todas as regiões do país apresentaram aumento no consumo, com a Região Norte liderando com crescimento de 7,6%, seguida pelo Nordeste com 4,9%, Sudeste com 3,3%, Sul com 2,9% e Centro-Oeste com 1,6%, informa a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Entre as categorias de consumo, a residencial teve a maior alta, com um aumento de 8,7%, atingindo 16.153 GWh. Este é o maior crescimento observado desde junho de 2024, possivelmente influenciado pelas temperaturas mais altas e ondas de calor que estimularam o uso de aparelhos de climatização. Além disso, o ciclo de faturamento de algumas distribuidoras também pode ter contribuído para esse aumento.
A categoria comercial apresentou expansão de 5,6%, chegando a 9.584 GWh, o maior valor mensal desde o início da série histórica da EPE em 2004. Esse resultado reflete a melhora na atividade econômica, temperaturas mais elevadas e a vigência da bandeira tarifária verde, que não cobra taxa extra nas tarifas de energia.
No setor industrial, o consumo aumentou 1,4%, totalizando 16.905 GWh. Dos 37 setores monitorados, 22 registraram crescimento, especialmente os setores eletrointensivos como Extração de Minerais Metálicos (+7,4%) e Fabricação de Produtos Alimentícios (+4,6%). Outros setores com aumento incluem Produtos de Borracha e Material Plástico, Automóveis, Produtos Têxteis, Produtos de Minerais Não-Metálicos, Produtos de Metal e Produtos Químicos. Por outro lado, os setores de Metalurgia e Papel e Celulose tiveram queda no consumo.
Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre respondeu por 44,9% do consumo nacional, com um aumento de 4,5%. O número de consumidores nesse mercado teve crescimento de 22,5%. O mercado regulado, atendido pelas distribuidoras, representou 55,1% do consumo, com alta de 3,1% e crescimento de 1,7% no número de consumidores.
A EPE destaca que, desde a abertura do mercado livre para todos os consumidores de alta tensão em janeiro de 2024, mais de 47 mil consumidores migraram para esse mercado. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê que mais de 10 mil consumidores migrem ainda em 2026.

