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sábado, 06/06/2026

Indústria brasileira enfrenta risco maior com possível taxação dos EUA

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Em Brasília

A ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas sobre produtos brasileiros tem preocupado intensamente o setor produtivo do país. Entre os segmentos afetados, a indústria é apontada como o mais vulnerável às possíveis restrições para exportação.

Em resposta rápida, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma nota expressando sua preocupação com a situação.

Motivos para a taxação dos EUA

  • Comércio Digital e Serviços Eletrônicos: Tribunais brasileiros teriam emitido ordens secretas para que empresas americanas suspendessem conteúdos e perfis, além de não permitirem que essas empresas informassem os usuários afetados, situação que gerou processos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
  • Combate à corrupção: Os Estados Unidos avaliam que o Brasil não adota medidas eficazes contra o suborno e a corrupção.
  • Proteção da Propriedade Intelectual: Críticas dos EUA incluem a demora na análise de patentes e a insuficiência no combate à falsificação e à pirataria de produtos.
  • Acesso ao mercado de etanol: O Brasil interrompeu o tratamento tarifário equilibrado com os EUA em 2017, o que é um ponto de discordância.
  • Desmatamento ilegal: Apesar dos avanços legais e da redução recente, os EUA acreditam que o Brasil ainda não combate esse problema de maneira eficaz.

Posição da CNI

Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou que a adoção de tarifas adicionais poderá prejudicar tanto a indústria brasileira quanto o mercado norte-americano, enfatizando a necessidade de diálogo e análise técnica para resolver a questão.

Próximos passos e posicionamento do governo brasileiro

Duas medidas estão sendo consideradas: uma delas prevê uma taxa extra de 12,5% em razão da suposta falha do Brasil em coibir o uso de trabalho forçado na produção de bens manufaturados. Esta investigação envolve um total de 54 países.

Essas propostas passarão por consultas e audiências públicas previstas para julho, antes da decisão final do governo dos Estados Unidos.

O governo brasileiro emitiu uma nota oficial classificando as medidas como politicamente motivadas e destacou que as tarifas têm causado danos econômicos e diminuído a influência comercial dos EUA no Brasil. Fontes governamentais acreditam que ainda é possível negociar para reduzir os impactos dessas ações.

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