NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)
A mineradora Vale teve um lucro líquido de R$ 9,9 bilhões no início de 2026, representando um aumento de 22% comparado ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é resultado do aumento nas vendas em todos os setores da empresa e da elevação dos preços dos principais produtos.
A empresa informou que a guerra no Irã tornou o ambiente internacional mais complicado, mas espera que isso não afete suas operações de forma significativa.
No trimestre, a produção de minério de ferro foi de 69,7 milhões de toneladas, 3% maior que no ano anterior, destacando os recordes nas minas S11D, no Pará, e Brucutu, em Minas Gerais.
As vendas de minério de ferro subiram 4%, atingindo 68,7 milhões de toneladas, acompanhando o aumento da produção. O preço por tonelada cresceu 5,5%, chegando a US$ 95,8 (R$ 497,50).
A produção de cobre aumentou 13%, alcançando 102,3 mil toneladas, com recordes nas minas Salobo e Sossego, também no Pará. A produção de níquel cresceu 12%, totalizando 48,3 mil toneladas, impulsionada pela ampliação da mina Onça Puma, no Pará.
A receita total da Vale cresceu 3%, chegando a R$ 48,7 bilhões no trimestre, e o Ebitda ajustado subiu 11%, para R$ 20,1 bilhões.
Gustavo Pimenta, presidente da Vale, afirmou que a empresa teve um começo sólido em 2026, resultado de execução disciplinada, excelência operacional e desenvolvimento contínuo de projetos estratégicos.
O fluxo de caixa livre recorrente da empresa aumentou 61%, chegando a US$ 813 milhões. A dívida cresceu para US$ 17,8 bilhões devido ao pagamento de remuneração aos acionistas pelo desempenho de 2025, mas permaneceu abaixo do limite de US$ 20 bilhões.
Pimenta acrescentou que esses resultados reforçam a confiança no ano e o compromisso com retornos sustentáveis a longo prazo para os acionistas.
No início do ano, algumas operações em Minas Gerais foram paralisadas após fortes chuvas causarem vazamento de água e sedimentos em uma cava, provocando enchente de lama que atingiu a área de escritórios da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
A empresa comunicou que houve extravasamento de água com sedimentos na mina de Fábrica, em Ouro Preto, afetando áreas da CSN, mas sem impactar pessoas ou comunidades locais.
No dia seguinte, estruturas de armazenamento de água em outra mina transbordaram após receberem sedimentos do vazamento inicial. Por conta desses incidentes, o governo estadual aplicou uma multa de R$ 3,3 milhões à mineradora.
