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terça-feira, 28/04/2026

De Bolívia ao Distrito Federal: ação contra tráfico interestadual atinge influencer

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Em Brasília

A prisão da Kauany Batista dos Santos, grávida e foragida, em uma maternidade de Porto Velho (RO), revelou um esquema de tráfico interestadual de drogas que envolvia mais de 1,5 tonelada de entorpecentes vindos da fronteira com a Bolívia. Essa droga abastecia estados da Região Centro-Oeste, como Goiás e o Distrito Federal.

A Operação “Desmame”, conduzida pelo Departamento de Narcóticos (Denarc), visa desarticular uma organização criminosa responsável pela logística de transporte e distribuição das drogas em larga escala.

Durante a operação, foram cumpridas 81 medidas cautelares, incluindo 24 mandados de prisão preventiva e 57 de busca e apreensão, nos estados de Rondônia, Goiás e no Distrito Federal. As ações ocorreram em cidades como Porto Velho, Guajará-Mirim, Vilhena, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Brasília e Ceilândia.

Buscas na casa de influencer digital

Entre as diligências, foi realizada uma busca na casa da influenciadora digital Iza Paiva, de 26 anos. A polícia apreendeu um carro, o celular da jovem e uma agenda com anotações relevantes para a investigação, que passarão por perícia.

Até o momento, 15 pessoas foram presas, incluindo Kauany, enquanto outros nove investigados seguem foragidos. A polícia solicita que informações sejam repassadas através dos contatos oficiais.

Ocorrência da prisão na maternidade

Kauany dos Santos foi capturada ao buscar atendimento na Maternidade Municipal de Porto Velho, acompanhada do marido. Durante o cadastro, o sistema indicou que havia um mandado de prisão em aberto contra ela.

Devido a complicações na gravidez de risco, Kauany foi transferida para o Hospital de Base, sob escolta policial, e segue sob custódia da Polícia Civil, que investiga sua participação no esquema.

Detalhes da Operação Desmame

As investigações começaram em abril de 2025 e revelaram que a organização usava métodos sofisticados, como caminhões com compartimentos ocultos e linhas telefônicas estrangeiras para dificultar o trabalho das autoridades.

Também foi constatado o uso de “laranjas” para esconder valores ilícitos, e um dos investigados movimentou cerca de R$ 500 mil em um ano, valor incompatível com sua renda declarada. As ações judiciais incluem bloqueio de bens e aprofundamento da investigação patrimonial.

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