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terça-feira, 28/04/2026

PF investiga malas sem fiscalização no voo de Motta e Ciro Nogueira

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A Polícia Federal está investigando a possibilidade de que um auditor da Receita Federal tenha cometido irregularidades ao permitir que bagagens de um voo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira entrassem no Brasil sem passar pela fiscalização adequada.

Na noite de 20 de abril de 2025, cinco volumes levados pelo piloto José Jorge de Oliveira Júnior entraram no país sem passar pelo raio-x, no retorno de uma viagem à ilha de São Martinho, conhecida como um paraíso fiscal no Caribe desde 2016.

O voo foi realizado em um avião particular de Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, que é investigado por ligação com plataformas de apostas ilegais. Em novembro de 2024, ele negou ser dono dessas plataformas durante depoimento à CPI das Bets.

Conforme a Polícia Federal, o auditor permitiu que todas as bagagens fossem transportadas sem fiscalização pelo detector de metais. O piloto estava com um carrinho contendo sete volumes: uma sacola plástica, uma caixa de papel, uma sacola de papel, um edredom, uma mala de viagem, uma caixa e uma mochila.

Em janeiro deste ano, a procuradora da República Ana Flávia Nóbrega Cavalcanti Ugatti comentou que não é possível descartar a participação de autoridades com foro privilegiado nas possíveis irregularidades investigadas.

Ela ressaltou a necessidade de encaminhar o caso ao Supremo Tribunal Federal para verificar se as evidências são suficientes para que parlamentares sejam investigados pela corte. Em março, a juíza Carolina Castro Costa, da 1ª Vara Federal de Sorocaba, determinou a remessa do processo ao STF.

Questionados sobre as investigações, alguns envolvidos não se manifestaram até o momento da publicação. O piloto José Jorge de Oliveira Júnior não foi localizado.

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