Beatriz Gomes
UOL/Folhapress
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (28) que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado do assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, e de fraude processual, deve ser julgado pela Justiça comum, e não pela Justiça Militar.
O julgamento será realizado pela 5ª Vara do Júri de São Paulo, conforme decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que considerou essa vara como a competente para julgar o caso, em vez do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.
Na Justiça comum, o julgamento será feito pelo Tribunal do Júri, onde sete jurados escolhidos entre cidadãos comuns irão decidir, de forma sigilosa, se o acusado será condenado ou absolvido. O julgamento será presidido por um juiz.
A defesa do tenente-coronel comemorou a decisão. O advogado Eugênio Malavasi afirmou ao UOL que a decisão do STJ foi correta e que já havia questionado desde a audiência de custódia a incompetência da Justiça Militar para esse caso.
Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em São José dos Campos (SP) no dia 18 de março. Desde então, está detido no Presídio Militar Romão Gomes, localizado na zona norte de São Paulo.
