A Prefeitura do Rio de Janeiro revogou a licença de funcionamento do Bar Partisan, localizado na Lapa, após o estabelecimento viralizar por proibir a entrada de clientes dos Estados Unidos e Israel. A decisão foi publicada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública no Diário Oficial.
O bar chamou atenção ao colocar uma placa dizendo que cidadãos dos EUA e de Israel não eram bem-vindos. Essa ação gerou forte repercussão nas redes sociais, levando vereadores da cidade a tomarem medidas contra o local.
Pedro Duarte, vereador do PSD, protocolou uma notícia-crime contra o bar no Ministério Público e acionou a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor. Paralelamente, Flávio Valle, presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo, pediu investigação e a cassação da licença do estabelecimento.
Após a polêmica, o bar substituiu a placa original por outra que pedia a entrega do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao Tribunal Penal Internacional, devido a crimes de guerra durante o conflito na Faixa de Gaza.
Posição do Bar Partisan
A defesa do Bar Partisan emitiu nota afirmando que a decisão da Prefeitura configura uma sanção política. Os advogados de Thiago Vieira, proprietário do bar, esclareceram que a placa tinha caráter simbólico e político e que não houve crime de racismo ou xenofobia.
Segundo a nota, manifestações políticas contra ações de Estados são protegidas pela liberdade de expressão e que o bar nunca impediu a entrada de clientes. O estabelecimento afirma que frequenta pessoas de origem israelense e americana, inclusive membros da comunidade judaica, o que refuta acusações de xenofobia.
