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segunda-feira, 01/06/2026

Junho terá menos frio, mas frio intenso pode chegar ao Brasil

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Em Brasília

O mês de junho marca a transição final do outono para o inverno no Brasil, que começa oficialmente no dia 21, às 5h24 no horário de Brasília. Durante esse período, o fenômeno El Niño começa a se desenvolver no Oceano Pacífico Equatorial, mas seu impacto no clima brasileiro ainda é inicial e deve ser pouco significativo nas próximas semanas.

Especialistas indicam que junho será um pouco menos frio do que maio na maior parte do país. A entrada de massas de ar frio pelo interior será mais limitada devido à predominância de massas polares com origem oceânica. Mesmo assim, duas ondas de frio com origem continental são esperadas, podendo causar quedas acentuadas na temperatura especialmente no Centro-Sul.

A primeira chegada de ar frio deve acontecer entre o final da primeira quinzena e o começo da segunda. A segunda onda, prevista para a última semana de junho, será mais forte, com possibilidade de temperaturas abaixo dos 10°C em várias regiões das áreas Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Geadas isoladas podem ocorrer em áreas elevadas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além das regiões próximas à fronteira com o Uruguai.

Na região Norte, espera-se friagem em estados como Acre, Rondônia e no sul do Amazonas, principalmente no final do mês. O Pantanal deve ter volumes de chuva acima da média histórica para esta época.

Apesar do inverno começar, junho continua sendo tradicionalmente um mês seco para grande parte do Brasil. As regiões Sudeste, Centro-Oeste e o interior do Nordeste devem ter pouca chuva e umidade relativa do ar abaixo de 30% durante as horas mais quentes do dia.

Por outro lado, o litoral do Nordeste e o extremo Norte do país continuarão com chuvas frequentes. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), juntamente com o aquecimento das águas do Atlântico Tropical, contribuirá para altos volumes de precipitação em áreas do Amapá, norte do Pará, Amazonas, Maranhão e em partes da costa leste do Nordeste.

No Sul, as chuvas estarão dentro da normalidade para o mês, sem os extremos vistos em junho do ano passado. Apesar disso, podem ocorrer pancadas de chuva fortes em alguns momentos.

Os meteorologistas ressaltam que junho será um mês de contrastes climáticos, com predomínio de calor e tempo seco no interior do Brasil, alternando com períodos de frio intenso e umidade elevada nas regiões litorâneas e no extremo Norte.

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