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segunda-feira, 01/06/2026

Cartas de mulheres trans revelam grave situação na Colmeia

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Cartas enviadas por mulheres trans detidas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Colmeia”, revelam uma realidade de sofrimento e violência. Essas mulheres relatam que o espaço, criado para garantir sua integridade e dignidade, tornou-se um local de opressão após a entrada de homens cisgêneros que fingem ser trans para obter benefícios no sistema prisional.

As cartas evidenciam que a falta de critérios rigorosos para triagem permitiu a entrada desses indivíduos, que impõem dominação física e violência às internas. A recusa em manter relações sexuais com esses homens resulta em punições severas, incluindo espancamentos e ameaças constantes.

Além do sofrimento físico, as mulheres trans enfrentam um ambiente hostil nas celas e durante as visitas, onde o assédio e o constrangimento são frequentes. Muitas optam por reclusão voluntária para evitar agressões, abandonando atividades de ressocialização como aulas e oficinas.

O medo e o desespero são tão intensos que algumas internas preferem retornar ao sistema prisional masculino, acreditando estar mais seguras lá do que na Colmeia. As cartas pedem uma intervenção urgente do Ministério Público e órgãos de Direitos Humanos para garantir proteção adequada às mulheres trans.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) informou que todas as ocorrências são apuradas e medidadas conforme necessário. A Vara de Execuções Penais ressaltou que há um sistema consolidado de verificação e avaliação multidisciplinar para casos que envolvem identificação e custódia dos detentos trans.

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