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segunda-feira, 01/06/2026

ONU debate avanço israelense no líbano após pedido da França

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O Conselho de Segurança da ONU vai se reunir na tarde desta segunda-feira (1º/6) para discutir o avanço do Exército de Israel no sul do Líbano. A reunião emergencial foi solicitada pela França após as forças israelenses tomarem a fortaleza medieval de Beaufort, um ponto estratégico importante no país.

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que “nada justifica a escalada significativa em curso no sul do Líbano” e considerou urgente o cessar-fogo na região. Macron ressaltou a necessidade de um acordo rápido entre os Estados Unidos e o Irã para evitar que o conflito se intensifique ainda mais.

Em sua mensagem, Macron destacou também conversas com líderes da Arábia Saudita, Omã, Emirados Árabes Unidos e Egito, mostrando a importância da situação para a estabilidade regional.

A França pediu que a ONU tome uma posição firme contra a continuação das operações militares israelenses, alertando que esses avanços não só violam compromissos assumidos, como podem aumentar o apoio ao grupo Hezbollah, aliado do Irã.

O Exército israelense, por sua vez, anunciou ter capturado a fortaleza de Beaufort, localizada no sul do Líbano, reforçando seu objetivo de enfraquecer o Hezbollah. Essa fortaleza é vista como uma posição decisiva para defesa dos assentamentos judeus na região da Galileia, no norte de Israel.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, comemorou a conquista e reafirmou o compromisso de garantir a segurança dos moradores do norte de Israel, garantindo a missão de conter o poder do Hezbollah.

Enquanto isso, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou a ofensiva israelense, acusando Tel Aviv de adotar uma estratégia de “terra arrasada” no país e alertando que a punição coletiva não trará estabilidade nem segurança ao Líbano. Apesar disso, Salam defende a continuação das negociações diretas com Israel para tentar resolver o conflito de forma pacífica.

A tensão na região permanece alta, e a reunião da ONU é vista como uma tentativa crucial de evitar uma escalada maior no conflito entre Israel e o Líbano.

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