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segunda-feira, 01/06/2026

Irã para negociações e acusa EUA de quebrar cessar-fogo

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O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou nesta segunda-feira (1º/6) que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo estabelecido entre os dois países após ataques realizados pelos americanos no fim de semana. O porta-voz do ministério, Esmaïl Baghaï, afirmou em coletiva de imprensa que o Irã tomará todas as medidas necessárias para proteger sua segurança nacional.

Durante o fim de semana, o Exército americano realizou ataques considerados “defensivos” e “moderados” contra instalações iranianas relacionadas ao controle de drones, em locais como a cidade de Goruk e a ilha de Qeshm, situada no estreito de Ormuz. Segundo o Comando americano para o Oriente Médio (Centcom), os bombardeios foram uma resposta às ações agressivas atribuídas a Teerã.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido uma base usada pelos Estados Unidos e ressaltou que a violação do cessar-fogo continua, incluindo na manhã desta segunda-feira. Baghaï também destacou que Israel desrespeita a trégua no Líbano, onde o Exército israelense ataca posições do Hezbollah, aliado de Teerã.

O porta-voz reiterou que o programa nuclear iraniano não faz parte das negociações atuais com os Estados Unidos, com prioridade no momento dada ao fim da guerra. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o Irã se comprometeu a não desenvolver armas nucleares e que deseja finalizar um acordo que seja benéfico para ambos os países e seus aliados.

Trump comentou que as declarações de autoridades iranianas dificultam as negociações, mas enfatizou que, apesar das críticas políticas, o processo de negociação seguirá e espera que tudo termine bem.

Os recentes conflitos do fim de semana fragilizam o cessar-fogo estabelecido há quase oito semanas. Teerã condiciona qualquer acordo a garantias concretas de respeito aos direitos do povo iraniano e não confia nas promessas do inimigo, conforme afirmou Mohammed Baqer Qalibaf, líder iraniano.

Conflitos e Diplomacia no Oriente Médio

Israel intensificou suas operações no sul do Líbano, atacando áreas controladas pelo Hezbollah pró-Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descreveu a captura da fortaleza Beaufort como um avanço importante e pediu expansão do controle israelense sobre territórios anteriormente dominados pelo Hezbollah.

Apesar do cessar-fogo acordado em 17 de abril, os confrontos seguem diários, com ataques israelenses aéreos e respostas do Hezbollah com drones. O Exército israelense ordenou a evacuação de nove vilarejos nas regiões de Saida e Jezzine, no sul do país.

Em meio à escalada, o Conselho de Segurança da ONU deve se reunir com urgência para analisar a situação. O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou preocupação com a crescente violência no sul do Líbano, elogiando os esforços do presidente Donald Trump para alcançar um acordo de paz com o Irã e destacando a disposição da França em apoiar as negociações e garantir a segurança marítima na região do estreito de Ormuz.

O conflito deixou milhares de mortos e deslocados, com fortes impactos tanto no Líbano quanto em Israel. As tensões e ataques constantes evidenciam a complexidade e fragilidade da situação atual, realçando a necessidade urgente de negociações eficazes para restaurar a paz.

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