Especialistas destacam a importância de identificar cedo e começar logo o tratamento da esclerose múltipla, uma doença do sistema imunológico que pode causar sérios problemas neurológicos em jovens adultos. A mensagem foi reforçada no Dia Mundial de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, celebrado em 30 de maio.
No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), referência no Centro-Oeste para o tratamento da doença, pacientes são acompanhados há mais de seis décadas. Em 2025, foram realizados cerca de 1.200 atendimentos relacionados à esclerose múltipla na unidade.
Segundo o neurologista do HBDF Ronaldo Maciel, o tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico pode levar de cinco a sete anos, o que facilita o avanço da doença. Ele ressalta que a esclerose múltipla é a principal causa de incapacidade neurológica em jovens adultos, excluindo causas externas.
O desafio para identificar a doença está na diversidade dos sintomas, que às vezes desaparecem temporariamente, fazendo com que os pacientes acreditem que melhoraram sozinhos. A doença geralmente aparece entre 20 e 40 anos e pode ter sintomas parecidos com um AVC (acidente vascular cerebral).
Embora a esclerose múltipla não tenha cura, há tratamentos que ajudam a controlar os sintomas, diminuir crises e atrasar a progressão. No HBDF, os pacientes recebem suporte de uma equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapeutas, oftalmologistas, psicólogos e outros profissionais.
A paciente Marilene de Oliveira contou que passou por vários exames após sentir formigamento nas mãos e pés até ser diagnosticada no hospital. Com a orientação médica, ela mudou hábitos, melhorou a alimentação e começou a praticar exercícios, aprendendo a lidar com a condição.
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória que afeta o sistema nervoso central e pode causar fraqueza muscular, tremores, cansaço, dificuldades na fala, visão, movimentos e raciocínio. Se houver sintomas como formigamento, perda de força, problemas na visão ou tremores, o indicado é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que poderá encaminhar para especialistas.
Informações divulgadas pela Agência Brasília.

