O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) promoveu um curso para ensinar profissionais de saúde e estudantes como cuidar melhor das pessoas que sentem dor. O evento, organizado pelo Núcleo de Educação Permanente, abordou não só os aspectos físicos da dor, mas também os impactos emocionais, sociais e espirituais que os pacientes enfrentam.
Durante a capacitação, os participantes aprenderam como o cérebro percebe a dor, os diferentes sintomas que os pacientes apresentam e a importância de ouvir com atenção para entender melhor o sofrimento. A enfermeira Gisele Bacelar ressaltou que a empatia é fundamental para compreender os sintomas, principalmente quando a dor não aparece nos exames. Ela explicou que é preciso ter conhecimento para conversar com o paciente e descobrir a causa da dor, e quando o paciente confia no profissional, ele se sente mais à vontade para relatar os sintomas.
Gisele Bacelar também apresentou métodos usados para avaliar a situação dos pacientes, como escalas numéricas e a análise das expressões faciais, especialmente em crianças que ainda não falam. Ela enfatizou que a dor afeta diretamente a qualidade de vida. Muitas pessoas não têm medo de morrer, mas têm medo de sofrer.
A psicóloga Leidiane Brandão falou sobre como a dor afeta as emoções e a espiritualidade das pessoas. Ela destacou que fatores sociais, como as condições econômicas, o acesso aos serviços de saúde, o estresse emocional e a cultura, influenciam a forma como cada pessoa lida com a dor. Segundo ela, a espiritualidade ajuda muitos a encontrar sentido e força para enfrentar o sofrimento. Algumas pessoas podem pensar que a dor é um castigo divino, e por isso é importante entender todo esse contexto para oferecer o melhor cuidado possível.
A técnica de enfermagem Tamires Verônica Silva Barbosa, do Hospital Regional de Santa Maria, elogiou a iniciativa, dizendo que os profissionais de saúde devem sempre buscar aprendizado e aprimoramento. Ela avaliou o curso como excelente.
As informações são do IgesDF.
