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Economia

Petrobras mantém preços estáveis de combustíveis apesar do conflito no Oriente Médio

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras informou que não planeja fazer grandes mudanças nos preços dos combustíveis no Brasil, mesmo com o aumento do petróleo no mercado internacional causado pela guerra no Oriente Médio. A presidente da empresa, Magda Chambriard, ressaltou que o foco da companhia é aumentar a produção de derivados do petróleo para garantir a segurança energética do país.

O conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026 entre Estados Unidos e Israel contra o Irã impactou uma região importante para a produção de petróleo, especialmente o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural. Isso provocou bloqueios e diminuição da oferta global, fazendo o preço do barril Brent subir de US$ 70 para mais de US$ 100, chegando a picos de US$ 120.

Para minimizar os efeitos no preço interno, o governo federal adotou medidas como isenção de impostos sobre combustíveis e apoio financeiro a produtores e distribuidoras. Desde o começo do conflito, a Petrobras ajustou o preço do óleo diesel e do querosene de aviação, mas manteve o preço da gasolina estável. Magda Chambriard também comentou que acompanham de perto os valores da gasolina, levando em conta a concorrência com o etanol, que teve redução de preço recentemente, além da grande quantidade de veículos flex no país.

Angelica Laureano, diretora de Logística e Comercialização, afirmou que a decisão sobre qualquer alteração no valor da gasolina não depende da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2026, que sugere a eliminação de alguns impostos sobre combustíveis. O projeto está em análise no Senado, e atualmente os preços estão equilibrados.

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No primeiro trimestre de 2026, a produção de óleo e gás da Petrobras alcançou um recorde, 16,1% maior que o mesmo período de 2025. As refinarias operaram acima de 100% da capacidade, um índice que não se via desde dezembro de 2014, graças a investimentos que melhoraram a confiabilidade e reduziram o número de manutenções programadas.

Financeiramente, a empresa teve lucro de R$ 32,7 bilhões, 110% maior que no último trimestre de 2025, embora 7,2% menor que no primeiro trimestre de 2025 devido ao impacto das variações cambiais. Os investimentos somaram R$ 26,8 bilhões, aumento de 25,6%, e a dívida ficou em US$ 71,2 bilhões, dentro do planejado para 2026-2030. O preço médio do barril de petróleo Brent foi de US$ 80,61, e o recente aumento dos preços deve influenciar as exportações no segundo trimestre.

Informações fornecidas pela Agência Brasil.

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