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terça-feira, 12/05/2026

CLDF aprova tabela para pagamento por leitos em hospitais privados

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A Câmara Legislativa aprovou, nesta terça-feira (12), o Projeto de Lei nº 2.144/2026, apresentado pelo deputado Roosevelt Vilela (PL), que cria a “Tabela SUS Candanga”. Esse projeto permite que o Governo do Distrito Federal (GDF) complemente os valores pagos por procedimentos médicos à rede privada e filantrópica, buscando resolver a crise financeira que dificulta o atendimento à população.

A proposta enfrentou críticas da oposição e dividiu opiniões entre os deputados da saúde. Dayse Amarílio (PSB) foi contra, enquanto Jorge Vianna (Democratas) apoiou a iniciativa.

O projeto surge por causa da defasagem da tabela nacional do SUS, que atualmente cobre apenas cerca de 60% do custo real dos procedimentos hospitalares. Essa situação tem afastado prestadores de serviço e sobrecarregado os hospitais públicos, causando filas de espera prolongadas.

Valor Justo

Os hospitais conveniados atualmente recebem valores determinados pela União que não acompanham o aumento dos custos médicos, como insumos importados, novas tecnologias e medicamentos.

Roosevelt Vilela explica que o modelo atual não é sustentável e que a tabela do SUS está desatualizada, tornando-se um problema para os prestadores de serviços.

Com a Tabela SUS Candanga, o DF usaria recursos do Tesouro Distrital e emendas parlamentares para pagar um adicional aos hospitais. Essa ideia é inspirada na Tabela SUS Paulista, que complementa em até cinco vezes o valor federal para garantir a realização de cirurgias eletivas.

Evitar a Judicialização

Um ponto importante defendido por Vilela é a redução da judicialização. Quando o Estado não oferece o procedimento, o cidadão recorre à Justiça, e o GDF acaba pagando preços mais altos em hospitais privados, acima do valor que seria pago com a tabela complementar.

Além disso, o deputado destaca o impacto econômico: um trabalhador que espera por uma cirurgia, como de catarata ou quadril, gera custos para a previdência e perda de produtividade. Pagar um preço justo pela cirurgia rápida é um investimento que ajuda o cidadão a voltar ao trabalho e à vida ativa.

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