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Governo tem até esta segunda para aprovar MP de combate a fraudes no INSS

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Matéria, considerada pilar da Nova Previdência, perde validade se não passar no Senado; Bolsonaro diz que ‘está mobilizando’ parlamentares

O Senado Federal (Marcos Oliveira/Agência Senado)

O governo tem até esta segunda-feira 3 para aprovar no Senado a medida provisória que faz um “pente-fino” em benefícios previdenciários e assistenciais, conhecida como MP Antifraude

do INSS. A matéria corre risco real de caducar, sobretudo por falta de quórum para a votação, marcada para um dia em que vários parlamentares não costumam estar de volta à capital federal. No entanto, o Planalto mapeia que entre 55 e 65 parlamentares estarão no Senado. Para que a votação seja realizada, é necessária a presença de no mínimo 41 dos 81 senadores no plenário.

Neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro comentou a importância do tema em conversa com jornalistas no Palácio da Alvorado. “Estamos mobilizando os senadores para comparecerem. Se Deus quiser, vai

dar certo”, disse. A aprovação da MP é considerada item importante para o sucesso da reforma da Previdência.

Na última quinta-feira, senadores adiaram a votação do tema alegando desconhecimento do texto completo.

“Esperamos que haja quórum por volta das 17h30 e possamos votar a matéria e aprová-la. Não há risco, vamos votar”, declarou, ao fim da última semana, o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). A sessão está marcada para as 16h, quando também deverá ser votada uma outra MP, a que prorroga o pagamento de gratificações de servidores da Advocacia-Geral da União (AGU).

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que o governo está fazendo um esforço para garantir o quórum necessário à votação da medida. “A expectativa é aprovar”, disse.

Ele e sua equipe estarão no plenário para auxiliar o líder do governo no Senado na tarefa de convencer os demais parlamentares e também para tirar dúvidas de última hora sobre a iniciativa, considerada um dos pilares da estratégia do governo para enfrentar a questão previdenciária. Quando enviou sua proposta de reforma, o governo Michel Temer foi cobrado pelo combate a fraudes no INSS.

A mobilização para conseguir o quórum também está sendo feita por senadores governistas, que neste fim de semana telefonam para os colegas e fazem um apelo para que estejam em Brasília e garantam a votação da medida. Se não for aprovada até esta segunda, a MP 871, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro para combater fraudes em pagamentos do INSS, perde a validade e ameaça um ajuste de quase 10 bilhões/ano, projetado pela equipe econômica.

Descontentes

Mesmo se houver quórum, as matérias correm risco também pela ameaça de parlamentares de barrarem a votação por causa de insatisfações com o Planalto. Descontente com a articulação política do governo, o MDB – que tem a maior bancada do Senado, com 13 integrantes – pretende comprometer a votação da MP reagindo à declaração do presidente Bolsonaro de que vai vetar o despacho gratuito de bagagem aérea que o Congresso aprovou. A franquia foi incluída em outra medida provisória aprovada no Congresso, a que abriu o setor aéreo para o capital estrangeiro, e já foi para a sanção do presidente.

Para o líder do MDB, Eduardo Braga (AM), não adianta os senadores atenderem o apelo do governo se o presidente Bolsonaro não faz o mesmo quando se trata de demanda dos congressistas.

“Estamos pedindo para os senadores irem para Brasília porque nós não queremos ser omissos, agora o que não pode acontecer é a gente continuar contribuindo para encontrar soluções para o Brasil, atender os apelos do presidente e ele não ter um gesto de afirmação dessa relação na hora em que estamos salvando as medidas provisórias”, declarou, acrescendo que o cenário “pode impactar” na votação da MP Antifraude.

Ao longo desta segunda-feira, líderes partidários devem conversar para tentar acertar uma estratégia. As bancadas do PSD e do PT cogitam não registrar presença na sessão até que o governo consiga levar 41 senadores para plenário e viabilizar o início da deliberação.

“Vamos para Brasília, mas, por nós, não vai ter quórum. Se aprovar como está essa medida provisória, não precisa aprovar a reforma da Previdência para acabar com aposentadoria rural e benefício assistencial”, disse o líder do PSD, Otto Alencar (BA). Uma das resistências no texto é a exigência de que trabalhadores rurais estejam em um cadastro nacional para ter acesso à aposentadoria rural, aumentando os parâmetros de comprovação para o benefício. Se algum ponto for alterado, o texto voltaria para a Câmara – o que praticamente eliminaria a chance de aprovação do texto no prazo.

“Não somos nós que vamos dar presença para o governo. Acho que o governo vai conseguir se mobilizar para levar senadores, mas, talvez, vários partidos entrem em obstrução e isso pode ser que derrube a medida provisória”, afirmou o senador Rogério Carvalho (PT-SE). “Essa medida é desnecessária, o desejo de tirar benefícios é uma questão ideológica para dificultar acesso a um direito conquistado pela população. Não há argumento para dizer que uma medida provisória vai combater fraudes.”

Nos cálculos do governo, a oposição não conseguiria ter votos para cancelar a MP, mas há preocupação com a obstrução e o prazo apertado para o Congresso chancelar o texto. Além do descontentamento com o Planalto, senadores ameaçam impedir a votação em resposta à Câmara, que tem votado algumas medidas perto do limite de validade, emparedando o Senado a apenas “carimbar” o conteúdo dos deputados federais. “O País não tem nada a ver com isso, é verdade, mas esse aborrecimento só foi se generalizando”, comentou o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP).

Na avaliação do líder do PSL, partido de Bolsonaro, a MP Antifraude corre risco por falta de articulação do governo. Ele calcula que 64 senadores estarão na sessão, mas observa que não há garantia de registro de presença. “Houve uma ‘pixotagem’ geral do governo, que não conseguiu se mobilizar para que a Câmara votasse essa medida antes. Quem está funcionando como grande articulador do governo e único é o Davi Alcolumbre (presidente do Senado – DEM-AP), mais ninguém do governo fez esforço”, disse.

Olimpio avaliou a situação como “delicada” para a votação nesta segunda. “O problema hoje do governo não é a oposição, são os aliados. Não temos certeza inequívoca de dizer que vai votar. Com 41 presentes, te dou a certeza que a maioria vota favoravelmente, mas precisamos ter 41 para abrir, aí é o desafio maior.”

(Com Estadão Conteúdo)

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UBSs recebem 300 mil testes sorológicos; saiba quando fazê-lo

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Doados pela Receita Federal e aprovados pela Fiocruz, esses exames já estão disponíveis nas regiões Norte, Central, Centro-Sul e Leste

As unidades da rede pública de saúde do Distrito Federal dispõem de dois tipos de testes para detectar a Covid-19: o RT-PCR (swab nasal), considerado pelos especialistas a técnica padrão-ouro no diagnóstico da doença, e o sorológico, que detecta anticorpos IgM em plasma ou soro. Os dois testes são feitos em pessoas que apresentam sintomas da Covid-19.

O exame que requer a coleta de sangue estará disponível, a partir desta terça-feira (4), em todas as UBSs das regiões de saúde Norte, Central, Centro-Sul e Leste. Nas regiões de Saúde Sul e Sudoeste, os exames não serão feitos em todas as unidades. Desta forma, quem reside nessas regiões deve procurar a unidade básica referência de sua quadra e, caso essa UBS não faça o teste, haverá o encaminhamento para fazê-lo em outra unidade, ou hospital.

Quem tiver sintomas da Covid-19 e residir em Ceilândia ou Brazlândia deve procurar a UBS mais próxima de sua casa onde será atendido, avaliado e, caso necessário, poderá ser encaminhado para fazer o teste na UPA ou hospital.

Quando pode ser feito
Em caso de sintomas da doença causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2, o cidadão deve procurar a UBS mais próxima de sua residência. Após avaliação criteriosa, o profissional de saúde indicará o exame ideal a ser feito. O teste RT-PCR é recomendado para pacientes que apresentam sintomas a partir do terceiro dia até o sétimo.

O sorológico é feito a partir do décimo dia dos sintomas, porque a produção de anticorpos IgM contra a Covid-19, pelo organismo humano, começa entre o sétimo e o décimo dia após a exposição viral, sendo o décimo quarto o pico do nível de IgM, que começa a diminuir posteriormente.

Por isso, é orientado que as coletas com esse tipo de exame ocorram, preferencialmente, nesse período após a exposição viral, em que há maior concentração desse anticorpo.


Teste Swab
É utilizado um cotonete para colher amostra da mucosa do fundo do nariz. Já o sorológico, diferente do teste rápido em que se colhe uma gota de sangue, é feito a partir da coleta de sangue venoso em um frasco para que a amostra seja processada em centrífuga de laboratório. Todas as unidades básicas de saúde estão abastecidas com os testes swab.


Resultado

O resultado do teste sorológico será disponibilizado após 48 horas. A equipe da UBS referência da região de residência também entrará em contato, por telefone, para informar o resultado, como já é feito com os testes RT-PCR.


Análise
Os 300 mil testes sorológicos que foram doados pela Receita Federal ao DF requerem processamento em laboratório para se obter o resultado. Como a maioria das unidades básicas não dispõe de estrutura para centrifugação, a Secretaria de Saúde organizou o fluxo de coleta na Atenção Primária.

Antes de serem distribuídos aos laboratórios, uma amostra dos testes foi encaminhada para análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para avaliação.

As unidades testadas apresentaram desempenhos de sensibilidade e especificidade satisfatórios, conforme laudo encaminhado à Secretaria de Saúde. Dessa forma, estão de acordo com os valores declarados pelo fabricante, que são: sensibilidade de 91,29% (variando entre 87,58% e 94,18%); especificidade de 98,34 % (variando entre 95,81 e 99,55%).

Com informações da Secretaria de Saúde/DF

 

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Sarampo: dose zero da vacina está disponível para bebês de seis a 11 meses

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Essa faixa etária é mais suscetível a casos graves e mortes pela doença

No primeiro quadrimestre do ano, 8.208 crianças com menos de um ano foram vacinadas contra o sarampo no DF. Foto: Divulgação | Secretaria de Saúde

crianças com idade entre seis a 11 meses para tomarem a chamada “dose zero” da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, mais suscetível a casos graves e óbitos pela doença. Devido ao surto de sarampo no país, é necessário que as crianças sejam vacinadas o quanto antes nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF.

“Essa faixa etária tem risco de maior complicação e óbito em decorrência do sarampo, por isso é muito importante que sejam vacinadas. Todas as crianças menores de um ano têm potencial maior de gravidade. Lembrando que a ‘dose zero’ é indicada somente para os bebês de seis a 11 meses de idade”, diz Fernanda Ledes, enfermeira da área técnica da Secretaria de Saúde.

A tríplice viral está disponível na rotina dos serviços de todas as salas de vacinas. Ela previne também contra rubéola e caxumba.

Um agravante da situação tem sido a baixa cobertura vacinal desse público-alvo no DF devido à pouca procura pelo serviço, mesmo antes da pandemia do novo coronavírus.

No primeiro quadrimestre do ano, 8.208 crianças com menos de um ano foram vacinadas contra o sarampo no DF, o que representou apenas 55,8% de cobertura vacinal. “O ideal é que, pelo menos, 95% dos bebês estejam vacinados”, ressaltou Fernanda Ledes.

A “dose zero” foi instituída pelo Ministério da Saúde em agosto de 2019 e não tem período determinado para acabar. A ação é uma resposta imediata em decorrência do aumento de casos da doença em alguns estados.

O Ministério da Saúde tem um planejamento de compra da vacina, tendo como base o número de pessoas que devem ser vacinadas, considerando as ações de rotina; as ações de bloqueio para interromper a cadeia de transmissão; e as doses adicionais para crianças de seis a 11 meses.

Dose zero

A “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a tríplice viral aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses.

A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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Sanear-DF higienizará 97 escolas públicas de Ceilândia

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Mais de 50% dos colégios já foram sanitizados por equipes do programa

Das 686 escolas públicas espalhadas pelo DF, 355 foram sanitizadas em apenas uma semana | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

As 97 escolas públicas de Ceilândia recebem nesta semana a higienização necessária para combater o novo coronavírus. Responsável pela ação preventiva, o programa Sanear-DF começou, nesta segunda-feira (3), pela Escola Classe 12. Mesmo sem alunos, os colégios continuam recebendo servidores e pais de estudantes que buscam atividades para os filhos, além da Cesta Verde – arranjo composto de frutas e vegetais, juntamente com produtos básicos não perecíveis.

Veja mais no vídeo:

Das 686 escolas públicas espalhadas pelo Distrito Federal, 355 foram sanitizadas em apenas uma semana nas seguintes regiões administrativas: Candangolândia, Estrutural, Gama, Guará, Lago Sul, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria e Taguatinga. A sanitização das unidades escolares será feita a cada 15 dias, em ciclos. Quando chegar a vez da última escola, o serviço retornará para a primeira e assim por diante, até o fim do ano letivo.

“Nosso objetivo nesta parceria é preparar todos os ambientes escolares para a retomada das atividades presenciais com segurança sanitária para os estudantes, professores e toda a comunidade escolar”, afirma o secretário de Educação, Leandro Cruz.

O coordenador Regional de Ensino de Ceilândia, Marcos Antônio de Sousa, adianta que a previsão é sanitizar todos os centros de ensino ainda nesta semana. “Essa medida é associada a outras, como tapetes sanitizantes, álcool gel, máscaras, lavatórios e armários que desinfeccionam atividades recebidas por professores”, comenta.

Para o vice-diretor da Escola Classe 12, Paulo César de Almeida, a ação traz tranquilidade para a comunidade escolar que continua frequentando o colégio. “Estamos organizando tudo o que acontece aqui, como a entrega de materiais e alimentos, para que não ocorram aglomerações. Com esse tipo de medida, ficamos mais seguros e, consequentemente, mais confortáveis no ambiente”, destaca Paulo.

Cerca de 70 agentes do programa se revezam pelas cidades e utilizam hipoclorito de sódio para combater o coronavírus | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Sanear/DF nas escolas

Ao todo, 15 equipes do Sanear-DF atuam nas escolas do DF. São cerca de 70 agentes que utilizam hipoclorito de sódio, princípio ativo da água sanitária, para combater o coronavírus.

O primeiro colégio a receber a ação foi o Centro de Ensino Médio Urso Branco, no Núcleo Bandeirante. O secretário-executivo das Cidades, Valmir Lemos, explica que o Sanear-DF nas escolas faz parte de uma série de ações que o governo local tem executado para combater a doença.

“Estamos trabalhando para minimizar as possibilidades de contagem. Nosso objetivo é oferecer segurança para toda a comunidade escolar do DF”, salienta.

O programa foi proposto pela Secretaria Executiva das Cidades e pela Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), em virtude do Decreto nº 40.550, de 23 de março de 2020.

Também fazem parte desse projeto as administrações regionais do DF; as secretarias de Comunicação, Transporte e Mobilidade, Segurança Pública, Políticas Públicas, Educação e DF Legal; o Serviço de Limpeza Urbana (SLU); o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF); o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF); e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

* Com informações da Secretaria de Educação

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Transplantes de medula óssea estão suspensos no DF por falta de medicamento

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Instituto de Cardiologia confirma falta de insumos e diz que procedimentos devem ser retomados em agosto. Unidade é única do Centro-Oeste a atender pelo SUS.

Fachada do Instituto de Cardiologia do DF — Foto: TV Globo/Reprodução

O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF) suspendeu a realização de transplantes de medula óssea em pacientes com câncer devido à falta de medicamentos. O hospital é o único a realizar o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em toda região Centro-Oeste.

De acordo com o ICDF, o serviço está mantido apenas para procedimentos que não envolvem doadores, no caso de transplantes “autólogos”. Já os “alogênicos” – quando o paciente recebe células de familiares – e os “não aparentados”, células do banco de doadores de medula, estão suspensos desde abril.

“[Os transplantes] foram interrompidos temporariamente […] para adequação de insumos específicos para sua realização”, disse a direção do instituto em nota . O ICDF é administrado pela Fundação Universitária de Cardiologia (FUC). A estimativa de retorno é para o “final de agosto de 2020”.

Já a Secretaria de Saúde afirmou que, em janeiro, foi informada pelo ICDF de que o instituto “estava com dificuldades em adquirir alguns insumos e custear alguns procedimentos necessários ao transplante de medula óssea (TMO) alogênico”.

Falta remédio

O GDF também informou que a ala que seria usada para receber pacientes com leucemia, linfomas e mielomas foi destinada para o tratamento de pessoas com a Covid-19 durante a pandemia.

A secretaria disse ainda que os procedimentos de transplante são pagos pelo Ministério da Saúde e, após o faturamento, a secretaria do DF repassa o valor do serviço executado ao Instituto de Cardiologia. A reportagem aguarda um posicionamento da pasta federal sobre a falta da Filgrastima.

Longa espera

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

UTI Móvel estacionada em frente ao Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) — Foto: TV Globo/Reprodução

Com o procedimento suspenso, os pacientes com câncer e que necessitam de um transplante de medula óssea no Distrito Federal enfrentam a incerteza da espera. Já quem entrou na Justiça devido à urgência do procedimento foi encaminhado para a realização do transplante em São Paulo.

De acordo com fontes ouvidas , até este sábado (1º), cerca de 20 pessoas aguardavam por um transplante de medula óssea no DF. Se o procedimento clínico não for feito em tempo hábil, o paciente pode ir a óbito.

O ICDF não informou, no entanto, o total de pessoas à espera do transplante. De acordo com médicos hematologistas, o paciente pode ser curado caso tenha a possibilidade de receber células do próprio corpo. Já para pacientes que necessitam de doadores, a substituição das células do sangue, feita por meio do transplante, é a única chance de cura.

ICDF em crise

Em outubro de 2018 o Instituto do Coração do Distrito Federal suspendeu a marcação e a execução de procedimentos eletivos – aquele sem urgência, agendados previamente. À época, o hospital disse enfrentar instabilidade financeira e um “sério desabastecimento de insumos”.

Ao G1, o ICDF responsabilizou o governo do DF. Em um ofício enviado à Secretaria de Saúde, o hospital acusa a pasta de não realizar os pagamentos dos dois contratos vigentes. Já o GDF negou essa falha nos repasses.

Outros transplantes

O Instituto de Cardiologia do DF é uma instituição sem fins lucrativos que realiza atendimentos de alta complexidade cardiovascular e transplantes desde 2009.

Apesar da interrupção do atendimento a pacientes com câncer, o ambulatório e a enfermaria do ICDF seguem funcionando.

De janeiro a julho deste ano, o instituto realizou 90 procedimentos de transplantes. Neste período, 38 passaram por cirurgia de fígado, outros 24 de medula óssea, 14 de rim, 9 de coração e 5 de córneas.

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Enem 2020: pré-vestibular no DF abre 180 vagas gratuitas para estudantes de baixa renda

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Aulas serão pela internet. Oportunidade é para alunos de todo país; inscrições vão até dia 12 de agosto.

Caderno de provas do Enem 2019 – 1º dia — Foto: Ana Carolina Moreno/G1

Um curso pré-vestibular do Distrito Federal está com 180 vagas abertas para estudantes de baixa renda estudarem de maneira gratuita. Desta vez, a preparação dos alunos será para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previsto para os meses de janeiro e fevereiro de 2020.

As aulas do Galt Vestibulares serão online, nos períodos matutino, vespertino e noturno, por conta da pandemia do novo coronavírus. Candidatos de todo o país podem se inscrever pela internet, até o dia 12 de agosto. O processo seletivo é limitado a até 1 mil inscritos, segundo a organização.

O curso preparatório atua no DF desde 2015. As aulas são voltada para alunos da rede pública e para bolsistas de escolas particulares (veja abaixo como participar). As aulas começam no dia 29 de agosto.

Pré-requisitos

Para participar da seleção, os candidatos devem pagar a quantia de R$ 15 para cobrir os custos operacionais. Depois disso, o aluno não precisará pagar mais nenhuma taxa.

Para concorrer a uma vaga no cursinho é preciso atender aos seguintes critérios:

  • Ter concluído ou estar matriculado no último ano do ensino médio em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral, e ter cursado os dois primeiros anos em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral.
  • Ter finalizado ou estar matriculado no último ano do ensino médio, tendo estudado em escola particular sem bolsa integral durante o ensino médio, desde que esteja inscrito no Cadastro Único.
  • Possuir celular, tablet ou computador com acesso à internet para acompanhar as aulas na modalidade a distância, realizar simulados e outras atividades.

Processo seletivo

O processo seletivo para escolha dos novos alunos será composto por duas etapas: avaliação e entrevista – ambos acontecerão pela internet. Os candidatos classificados na avaliação, ou seja, que estiverem entre os 360 primeiros classificados, passarão por uma entrevista social.

As entrevistas ocorrem no dia 23 de agosto, e os horários de cada candidato serão disponibilizados no site e nas redes sociais, bem como enviados por e-mail.

Após a seleção, os estudantes aprovados terão acesso, de graça, às aulas de todas as disciplinas, atendimento com psicólogos, simulados, monitorias e acesso a plataformas de ensino de instituições parcerias do cursinho.

Vagas para todo país

Segundo um dos fundadores do Galt, Rubenilson Cerqueira, a ideia de expandir o processo seletivo para todo país surgiu depois que a pandemia do coronavírus exigiu que o cursinho adotasse o ensino à distância.

“Acreditamos que podemos ajudar outros brasileiros que não têm condições de preparo. Além do fato de estarmos na modalidade EAD desde o início da pandemia”, explica.

Serviço:

Curso preparatório para o Enem

  • Inscrições: até 12 de agosto pelo site do Galt Vestibulares
  • Taxa: R$15
  • Entrevista para seleção: 23 de agosto
  • Total de vagas: 180
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Síndrome rara que acomete crianças com covid-19 é registrada no Brasil

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Pelo menos dois hospitais do Rio de Janeiro trataram crianças com a recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica causada pelo coronavírus

Síndrome rara: a medicina vem registrando uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2 (Andre Coelho / Correspondente/Getty Images)

No último 2 de julho, uma quinta-feira, Alice, de 3 anos, acordou cheia de manchas pelo corpo e com febre. Os pais, preocupados, ligaram imediatamente para a pediatra que, pelos sintomas descritos, excluiu a possibilidade de ser covid-19.

“Nem me passou pela cabeça que pudesse ser o novo coronavírus por conta de todos os cuidados que estávamos tomando”, diz a mãe da menina, que preferiu não se identificar. “E a própria médica também não achou que fosse. Mesmo assim, resolveu pedir um exame PCR, que deu negativo.”

Pelas particularidades de sua profissão, a mãe da Alice continuava indo ao trabalho diariamente. Seguia, porém, todas as medidas de segurança preconizadas, como uso de máscara e de álcool gel. “Eu só entrava em casa depois de tirar o sapato, não tocava em nada”, conta. “Minha roupa ia para a máquina de lavar e eu, para o banho.”

O pai da Alice ficou em home office, isolado com a filha. E até para pedir comida em casa a família foi parcimoniosa. Eles receberam poucas refeições por delivery. Mesmo assim, seguindo todos os cuidados recomendados. “Realmente, seguimos a quarentena.”

De fato, nenhum dos dois apresentou sintoma da doença. Por isso mesmo, eles não se surpreenderam quando o PCR da filha deu negativo. Mas o estado de saúde da menina começou a se agravar, sem que ninguém conseguisse chegar a um diagnóstico.

Também surgiram outros sintomas incomuns, como olhos vermelhos, barriga inchada, pés e mãos descamando e febre intermitente.

No sétimo dia consecutivo de febre, um exame de sangue revelou uma inflamação generalizada e Alice foi internada na UTI pediátrica de um hospital particular da zona oeste do Rio. Ela tinha uma síndrome inflamatória rara ligada à infecção pelo novo coronavírus.

Gravidade

Os casos confirmados de covid-19 em crianças e adolescentes chegam, no máximo, a 3,5% do total de registros. Essa faixa etária é a menos afetada e a grande maioria das ocorrências é muito branda.

Ainda assim, um pequeno número tem problemas sérios relacionados à infecção. Esses casos muito graves que, invariavelmente, acabam nas UTIs são provocados pela recém-descrita Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMIP).

Trata-se de uma reação inflamatória grave que só acomete crianças e está associada a uma resposta tardia ao Sars-CoV-2. Até agora, foram descritos pouco mais de 200 casos no mundo. A OMS e o CDC já emitiram alertas sobre esses episódios.

“A síndrome não ocorre na fase aguda da covid-19. Em geral, aparece depois e pode ocorrer mesmo em crianças que apresentaram um quadro brando da doença”, explicou a pediatra Tania Petraglia presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj).

Primeiros relatos

As manifestações raras da doença em crianças não foram observadas na China, onde a epidemia surgiu, no fim do no passado. Foi só em abril que médicos do Reino Unido relataram os primeiros casos. Em maio, a Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu nota de alerta sobre a síndrome e seus riscos.

No Brasil, ainda não há números oficiais sobre a doença, mas os pediatras confirmam a ocorrência de casos como o de Alice. Somente na UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, no Rio, referência para o tratamento da covid-19, já foram atendidas oito crianças. O hospital onde Alice ficou internada registrou outros dois casos.

Os relatos indicam a apresentação de um quadro muito parecido com o da raríssima Síndrome de Kawasaki, uma inflamação sistêmica de causa desconhecida, mais comum na Ásia.

Entre os sintomas mais frequentes, febre, conjuntivite, manchas no corpo, vermelhidão na sola dos pés e na palma das mãos. A principal complicação é a ocorrência de aneurismas na artéria coronária. Se não for tratada adequadamente, a doença pode levar à morte.

Dúvidas

Os especialistas não sabem por que a síndrome só ocorre em crianças, nem por que acomete algumas e poupa outras. Um grande estudo do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA está no início e vai acompanhar 6 mil crianças para tentar chegar a algumas respostas.

“Ela costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico do coronavírus”, disse a chefe da UTI Pediátrica do Hospital Pedro Ernesto, Raquel Zeitel, presidente do Departamento de Emergências da Soperj.

“Trata-se de uma resposta imunológica exacerbada, com febre persistente, sintomas abdominais, diarreia vômito, lesões cutâneas, conjuntivite. E pode evoluir para quadro semelhante a um choque, com aumento dos marcadores inflamatórios, anomalias coronarianas e disfunções cardíacas.”

Alice ficou quatro dias internada. “Como não sabíamos o estágio da evolução da doença e havia preocupação com a parte cardíaca, achamos melhor interná-la”, contou a mãe da menina.

“Por 24 horas ininterruptas, ela recebeu infusão de imunoglobulina (anticorpos que agem neutralizando o patógeno). E teve os sinais vitais monitorados a cada 15 minutos.”

A infusão, que previne aneurismas coronarianos, é o tratamento padrão para a síndrome de Kawasaki. Ele vem sendo usado também nessas complicações em crianças pós-covid, juntamente com corticoides (anti-inflamatórios).

“Como se trata de uma doença que resulta em manifestações inflamatórias intensas, o tratamento inclui medicamentos para controlar esse processo e evitar comprometimento do coração”, explicou o médico Leonardo Campos, integrante do Comitê de Reumatologia da Soperj e do Hospital Antonio Pedro, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

Alice chegou a ter febre de 40 graus, mas, depois, a inflamação cedeu, sem comprometer o coração. “Mesmo assim, nos próximos dois meses, ela vai fazer exames frequentes e, depois, uma vez por ano”, disse a mãe da menina. “Foi um susto, mas acho importante falar para que as pessoas fiquem atentas.

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

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