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quarta-feira, 06/05/2026

Fila do INSS diminui 16% com programa Acelera INSS

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Em Brasília

A fila para receber benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu 16% entre fevereiro e abril de 2026, reduzindo de 3,1 milhões para 2,6 milhões de pedidos. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou essa melhora na 324ª reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), realizada em Brasília.

Para continuar essa redução, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, lançou o programa Acelera INSS, que traz ações práticas para acelerar o atendimento aos beneficiários. O objetivo é diminuir para menos de 400 mil os benefícios que estão parados há mais de 45 dias, dentro de 90 dias. O programa conta com oito frentes, focando em mutirões nacionais, contratação de pessoal e avanços tecnológicos.

As ações incluem quatro mutirões até o fim de junho, com foco em perícias médicas e análise de casos mais complexos. Na área de pessoal, está prevista a nomeação imediata de 300 assistentes sociais, pedido para 300 servidores extras do cadastro de reserva e um concurso para 2 mil novas vagas. Nas melhorias tecnológicas, haverá revisão dos processos de trabalho e modernização dos sistemas para automatizar análises.

Na mesma reunião, o ministro anunciou que 4,5 milhões de aposentados e pensionistas receberam de volta valores descontados indevidamente nos últimos cinco anos, de março de 2020 a março de 2025.

Quem teve descontos pode contestar o valor pelo aplicativo ou site Meu INSS, pelo telefone 135 (funcionamento de segunda a sábado, das 7h às 22h) ou nas agências dos Correios até 20 de junho. Depois da contestação, a entidade associativa tem 15 dias úteis para responder. Se não responder ou enviar documentos errados, o valor é depositado na conta do beneficiário em até três dias úteis. Para indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos, o ressarcimento é feito automaticamente.

Essa situação dos descontos indevidos foi descoberta pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). A operação encontrou fraudes em acordos entre o INSS e entidades associativas, o que levou à saída de parte da liderança do instituto em abril do ano passado.

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