Nossa rede

Mundo

COP25 debate clima em Madri e mira avanço concreto

Publicado

dia

Um dos focos é a criação de um mecanismo para que países transacionem créditos de emissão de carbono, o que pode vir a ser a base de um mercado global

Amazônia: países têm falhado em ampliar redução da emissão de gases causadores do efeito estufa (Gustavo Basso/Getty Images)

A Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a COP25, começa nesta segunda-feira (2), em Madri reunindo especialistas e políticos de todo o mundo em torno de uma pauta que, surpreendentemente, segue cercada de controversa: as alterações climáticas.

O evento, que vai até 13 de dezembro, estava marcado inicialmente para o Chile, mas foi transferido por causa das incertezas geradas com a onda de protestos que toma conta do país desde o início de novembro.

A COP é realizada desde 1994, sempre reunindo debatedores e agentes políticos para tratar de medidas capazes de mitigar as alterações climáticas. Nesta edição, será aberta pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, para quem as alterações climáticas são “o maior problema da humanidade”.

Guterres deve fazer um apelo para que líderes mundiais aumentem sua ambição para alcançar as metas estabelecidas no Acordo de Paris, em 2015, quando os signatários se comprometeram a manter o avanços das temperaturas abaixo de 2 graus Celsius na comparação com os índices pré-revolução industrial.

Um dos focos do evento de Madri deve ser a criação de um mecanismo para que países transacionem créditos de emissão de carbono, o que pode vir a ser a base de um mercado global.

A falta de medidas mais concretas, como essa, e a falta de um envolvimento mais direto dos grandes países estão entre os fatores que fazem as emissões seguirem crescendo. Em 2017, a emissão de gases do efeito estufa cresceu 1,7%; em 2018, 2,7%; este ano, o índice deve voltar a crescer.

Entre os eventos que seguem impulsionando as emissões estão as queimadas, uma das pautas mais relevantes do Brasil em 2019. O desmatamento na Amazônia cresceu quase 30% entre agosto de 2018 e julho de 2019, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O governo brasileiro, como se sabe, está no grupo daqueles que ignoram a importância do combate às alterações climáticas. Na semana passada, voltou a culpar ONGs pelo desmatamento após a prisão sem provas de ambientalistas que atuam no Pará. Além disso, Jair Bolsonaro afirmou que o ator Leonardo Di Caprio teria financiado queimadas na Amazônia.

O governo brasileiro será representado em Madri por uma dupla que não empolga ambientalistas: o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o chanceler, Ernesto Araújo.

Enquanto isso, novos líderes assumiram o comando da União Europeia neste domingo com a promessa de colocar as mudanças climáticas no topo da agenda. A alemã Ursula von der Leyden assumiu como presidente da Comissão Europeia e, nesta segunda-feira, já estará em Madri. “A Europa está liderança esse tópico e sabemos que precisamos ser ambiciosos”, afirmou. A COP 25, ao menos, voltará a mostrar quem está de fato comprometido. Mas avanços concretos são bem-vindos.

 

Comentário

Mundo

Explosão de gás deixa 8 mortos em resort de esqui na Polônia

Publicado

dia

Corpos de quatro crianças e quatro adultos, que provavelmente eram de duas famílias, foram encontrados sob os escombros do resort em Szczyrk

Polônia: desabamento de prédio provocou uma explosão de gás e matou oito pessoas em um resort (Radio Bielsko/Reuters)

O desabamento de um prédio de três andares provocado por uma explosão de gás matou oito pessoas em um resort polonês de esqui na quarta-feira, disseram autoridades locais nesta quinta.

Os corpos de quatro crianças e quatro adultos, que provavelmente eram de duas famílias, foram encontrados sob os escombros do resort em Szczyrk, cidade no sul da Polônia.

Cerca de 200 pessoas, incluindo bombeiros e policiais, participaram do resgate.

A operação de busca será reduzida nesta quinta-feira, disseram autoridades, e máquinas pesadas foram trazidas para vasculhar os escombros. Não se espera encontrar mais vítimas.

“É uma operação muito difícil. Não me lembro de um número tão alto de mortes em uma explosão de gás”, disse o chefe do Corpo de Bombeiros da região, Jacek Kleszczewski.

Uma empresa local de gás informou que a explosão provavelmente fou causada por um buraco na instalação.

 

Ver mais

Mundo

Membro da Marinha dos EUA mata duas pessoas na base de Pearl Harbor

Publicado

dia

Funcionários da base disseram que as vítimas eram civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa

Pearl Harbor: incidente ocorreu três dias antes do 78º aniversário do ataque de 7 de dezembro de 1941 à base naval (Hugh Gentry/Reuters)

Um militar da Marinha dos Estados Unidos matou a tiros dois civis que trabalhavam na histórica base de Pearl Harbor, no Havaí, na noite de quarta-feira, e feriu um terceiro antes de se matar, disseram autoridades militares.

As autoridades não identificaram as vítimas ou o atirador, descrito por uma testemunha como vestindo um uniforme da Marinha norte-americana, mas a mídia local informou que todos eram homens.

Funcionários da base disseram que as vítimas eram civis que trabalhavam para o Departamento de Defesa.

A motivação do atirador não estava imediatamente clara.

Ele morreu de “um aparente ferimento à bala auto-infligido”, e a terceira vítima estava em condições estáveis no hospital, disseram autoridades militares em entrevista coletiva.

“Confirmamos que duas (vítimas) estão mortas”, disse o comandante regional, contra-almirante Robert Chadwick.

O atirador “foi provisoriamente identificado como um marinheiro de serviço ativo designado para o USS Columbia SSN 771”, acrescentou.

O incidente ocorreu três dias antes do 78º aniversário do ataque de 7 de dezembro de 1941 à base naval, que levou os Estados Unidos a declararem guerra ao Japão e a entrar na Segunda Guerra Mundial.

A base, uma instalação combinada da Força Aérea e da Marinha dos EUA, localizada a 13 quilômetros da capital do Havaí, Honolulu, foi colocada em isolamento por cerca de duas horas após o incidente, sendo liberada e reaberta no final da quarta-feira.

Um porta-voz da Casa Branca disse que o presidente Donald Trump foi informado sobre o incidente.

Ver mais

Mundo

Fraude eleitoral na Bolívia a favor de Morales foi “imensa”, diz OEA

Publicado

dia

Relatório de quase 100 páginas descreveu várias violações, incluindo o uso de um computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales

Evo Morales: líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, (David Mercado/Reuters)

Santiago — A Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou na quarta-feira detalhes de medidas apontadas como “deliberadas” e “mal-intencionadas” para fraudar a eleição boliviana de outubro a favor do então presidente Evo Morales, que renunciou e deixou a nação andina em meio a uma crise política.

Um relatório de quase 100 páginas da OEA descreveu várias violações, incluindo o uso de um servidor de computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales.

Líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales tentou a reeleição apesar de um referendo de 2016 que rejeitou uma proposta para lhe permitir concorrer a um quarto mandato consecutivo.

Ele pôde se candidatar depois que um tribunal repleto de figuras leais lhe deu sinal verde para concorrer indefinidamente.

“Dados os imensos indícios que encontramos, podemos confirmar uma série de operações mal-intencionadas que visaram alterar a vontade dos eleitores”, disse o relatório da OEA.

Entres as descobertas da OEA estão “ações deliberadas para manipular o resultado da eleição” que tornam “impossível validar” os resultados oficiais, segundo o relatório.

Morales fugiu para o México pouco após a divulgação do relatório inicial da OEA, no início de novembro. Ele descreveu as alegações de fraude eleitoral como um golpe político, dizendo que a OEA está “a serviço do império norte-americano”.

No final de novembro, o Congresso boliviano sancionou uma legislação para anular as eleições contestadas e abrir caminho para uma nova votação sem Morales, um grande avanço na crise política.

Ex-parlamentar conservadora, a presidente interina, Jeanine Áñez, também prometeu novas eleições.

 

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade