Gloria Arizabaleta, presidente da Comissão de Investigação e Acusações do Congresso da Colômbia, emitiu nesta quarta-feira (10/6) uma ordem para suspender temporariamente o mandato do presidente Gustavo Petro até o dia 21 de junho, quando ocorre o segundo turno das eleições presidenciais.
A suspensão se baseia em uma suposta ‘falta grave’, alegando envolvimento de Petro em atividades políticas durante o período eleitoral no país.
A decisão foi tomada de forma individual pela parlamentar, mesmo a Comissão de Acusações sendo um órgão coletivo. O ministro do Interior, Armando Benedetti, declarou que essa decisão não tem respaldo legal na Colômbia.
Segundo Benedetti, somente o Senado pode suspender o presidente depois que a Câmara atue como ente acusador, e a Comissão de Acusações não tem autoridade para isso, especialmente não por decisão de um único membro.
O ex-presidente do Senado, Roy Barreras, reforçou que a Comissão de Acusações não tem poder para essa decisão e que ela não terá efeito prático.
Eleição presidencial na Colômbia
O segundo turno das eleições na Colômbia será entre o candidato de direita Abelardo de la Espriella e o candidato de esquerda Iván Cepeda, apoiado por Petro.
No primeiro turno, ocorrido em 31 de maio, Espriella liderou com 43,7% dos votos, enquanto Cepeda obteve 40,9%.
Gustavo Petro afirmou ter evidências de possível fraude na apuração dos votos, embora Cepeda tenha reconhecido o resultado após uma semana.
A votação do segundo turno será realizada no dia 21 de junho.

