Um grupo de criminosos, conhecidos como piratas do combustível, foi preso em Ceilândia pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após um esquema de furto de derivados de petróleo. Os suspeitos foram identificados como José Marle de Queiroz Lucena, Antonio Marcos da Silva Seurinho e Paulo Batista de Oliveira.
O grupo é acusado de desviar cerca de 100 mil litros de combustível, causando um prejuízo estimado em R$ 2,1 milhões. A ação foi interrompida durante a Operação Estige, liderada pela 19ª Delegacia de Polícia (P Norte). O esquema envolvia a retirada ilegal de gasolina e diesel diretamente de um oleoduto da Petrobras sem interromper o fluxo do produto.
Esquema planejado
Os criminosos alugaram um imóvel no condomínio Vista Bela, às margens da DF-180, sob o pretexto de abrir uma borracharia, porém nenhum negócio funcionava no local. Moradores notaram sinais suspeitos, como terra acumulada na loja, intenso movimento noturno, cheiro forte de combustível e caminhões circulando durante a madrugada.
Técnica sofisticada
Foi confirmado que o grupo escavou um túnel dentro do imóvel até chegar ao oleoduto, onde utilizavam a técnica de perfuração chamada “trepanação” para retirar o combustível clandestinamente. Em 1º de junho, retiraram cerca de dois metros cúbicos de gasolina e diesel, repetindo a ação três dias depois.
Além do prejuízo financeiro, especialistas da Transpetro alertam para o risco de uma explosão causada pela perfuração, que poderia atingir uma área de até três quilômetros, colocando vidas em risco.
Investigação segue
A operação continua para identificar outros membros da organização, incluindo os responsáveis pela logística, os receptadores do combustível furtado e os veículos usados no transporte. Os investigados responderão por furto qualificado, associação criminosa e outros crimes relacionados ao risco à população.
A PCDF também verifica se o grupo tem ligação com quadrilhas especializadas em furto de combustíveis que atuam em outras regiões do país.

