Nos muros das unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal, cores e histórias ganham vida com o Programa de Oficinas e Práticas de Muralismo. Esta iniciativa inovadora une saúde, cultura e arte, promovendo o bem-estar da população e valorizando os locais de cuidado.
Nesta semana, a UBS 1 da Asa Sul recebeu uma nova oficina que reuniu usuários e profissionais de saúde em um ambiente de criação coletiva. Durante o encontro, os participantes expressaram suas vivências e memórias por meio de desenhos que refletem experiências com a unidade, práticas integrativas e hortos agroflorestais.
De acordo com Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas em Saúde da Secretaria de Saúde (SES-DF), os murais têm papel fundamental na construção de um sentimento de pertencimento e identidade em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Buscamos criar imagens que transmitam esse sentimento de vínculo e memória para as pessoas que utilizam as unidades”, destaca.
A oficina é um processo conduzido pelas pesquisadoras da SES-DF em parceria com a Fiocruz Brasília. Os desenhos coletados são transformados em arte permanente para as paredes das UBSs, como já aconteceu na UBS 2 do Guará.
Entre os participantes, Ilza Santos, de 69 anos, destacou a importância do projeto para a comunidade. Em seu desenho, ela retratou plantas e pessoas exercitando-se, elementos que farão parte do mural naquela unidade. “Fico feliz em deixar um pedaço da minha história registrado aqui”, disse.
Ao longo do segundo semestre, o programa será levado a dez UBSs em todas as regiões de saúde do DF, combinando atenção primária, agroecologia e arte para tornar os espaços de saúde mais acolhedores e fortalecer sua relação com a comunidade local.
Erika Hurtado, que lidera o processo de sistematização do projeto, ressalta que cada oficina traz desafios e aprendizagens únicos, enriquecendo o processo colaborativo e criativo.
Além de contribuir para a melhoria dos ambientes, o programa busca integrar ações da saúde com projetos educativos agroecológicos locais, ampliando assim o alcance e o impacto social das iniciativas.
No futuro, todo o processo será registrado e disponibilizado para consulta pública, consolidando este importante método que une arte, saúde e participação comunitária.

