O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, viajou nesta quarta-feira (10/6) para a base naval dos EUA na Baía de Guantánamo, em Cuba. A visita acontece em um momento de aumento das tensões entre Washington e Havana e foi confirmada pelo Pentágono.
Após Guantánamo, Hegseth seguirá para Tampa, na Flórida, para visitar a sede do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), que coordena operações militares americanas no Oriente Médio.
Esta visita ocorre em um cenário de desconfiança entre os dois governos, marcado por sanções econômicas e disputas diplomáticas relacionadas ao modelo político adotado por Cuba.
A presença do secretário em Guantánamo, um território controlado pelos Estados Unidos desde o início do século 20, pode intensificar as tensões em um momento de instabilidade geopolítica no continente e no Oriente Médio.
Declarações do presidente Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo está “libertando Cuba” e declarou não saber “o que acontecerá depois” com a ilha.
Essas declarações foram feitas após o Departamento de Justiça dos EUA apresentar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro. As acusações estão relacionadas a um incidente ocorrido em 1996, quando caças da Força Aérea Cubana abateram duas aeronaves civis do grupo Brothers to the Rescue, formadas por exilados cubanos contrários ao governo de Havana.
Quatro pessoas morreram no incidente, incluindo três cidadãos norte-americanos. Fontes do Departamento de Justiça indicam que Raúl Castro teve participação nas decisões que levaram à ação militar.
O governo cubano defende que as aeronaves infringiram o espaço aéreo do país, enquanto os Estados Unidos classificaram o abate como um ataque ilegal a civis.
Este episódio foi uma das maiores crises diplomáticas entre os dois países após a Guerra Fria e levou os EUA a endurecer as sanções contra Cuba.
A recente ação judicial contra Raúl Castro e as declarações do presidente norte-americano reforçam o clima de confronto entre os governos, enquanto autoridades cubanas demonstram preocupação com possíveis medidas mais duras da administração dos Estados Unidos.

