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Até o presidente da Netflix está mais estressado em meio ao coronavírus

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Ferramenta criada por professor de TI mostra quem são os presidentes e líderes de empresas mais estressados segundo seus tuites

Netflix: até o presidente da companhia está mais estressado (Chesnot/Getty Images)

Quem está mais estressado em meio à pandemia do novo coronavírus? Um professor de tecnologia da informação da Universidade de Wolverhampton, no Reino Unido, desenvolveu uma ferramenta capaz de analisar o quão estressados estão os grandes líderes de empresas e países com base em como eles têm tuitado. A inteligência artificial consegue analisar cerca de 150 mil publicações das pessoas no Twitter e, com isso, tenta apontar quem é o líder da lista.

O mais estressado, de acordo com a ferramenta, é o empresário Rupert Murdoch, do grupo midiático News Corporation. Em segundo lugar está o bilionário Bill Gates, fundador da Microsoft. Em terceiro, o presidente do eBay, Pierre Omidyar, seguido pelo presidente da Netflix, Reed Hastings, em quarto. Até o presidente da Apple, Tim Cook, está mais nervoso nos últimos tempos — parece que os 2 trilhões em valor de mercado de sua companhia ainda não foram o suficiente para deixá-lo mais calmo no Twitter.

Já Elon Musk, da Tesla, e Sundar Pichai, do Google, são indicados como dois dos líderes menos estressados.

Os níveis de estresse são apontados em uma escala de -1 a -5, sendo que -1 significa “nenhum estresse” e -5 representa um nível de estresse extremo. Segundo o site da ferramenta, os tuites das 22 contas analisadas foram classificados entre -3 (estresse moderado) e -5 como “estressado”. Segundo a análise, os líderes homens estão mais estressados do que as mulheres.

Os 10 líderes mais estressados
Rupert Murdoch, fundador da News Corp
Bill Gates, fundador da Microsoft
Pierre Omidyar, presidente do eBay
Reed Hastings, presidente da Netflix
Tim Cook, presidente da Apple
David Einhorn, presidente da Greenlight Capital
Ayah Bdeir, presidente da littleBits
Evan Kirstel, co-fundador da eViRa Health
Sarah Kunst, fundadora da Cleo Capital
Richard Branson, fundador do Virgin Group
Os 10 líderes menos estressados
Tory Burch, executiva da Tory Burch LLC
Satya Nadella, presidente da Microsoft
John Hall, co-fundador do Calendar.com
Jon Oringer, presidente do Shutterstock
Sherry Chris, presidente do realogy.com
Marissa Mayer, co-fundadora do Lumi Labs
David Gold, presidente do West Ham FC
Elon Musk, presidente da Tesla
Sundar Pichai, presidente do Google
David Meltzer, empreendedor

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Cientistas desenvolvem baterias automotivas mais ecológicas e eficientes

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A bateria que alimenta esses veículos tem reciclagem e descarte complexos. Nova técnica, desenvolvida por cientistas britânicos, recupera materiais usados nesses dispositivos de forma mais ecológica e 100 vezes mais rápida que os métodos atuais

Veículo é carregado em rua da Noruega: testes de bateria reciclada com nova tecnologia mostram que eficiência não muda – (crédito: Jonathan Nackstrand/AFP – 30/4/19)

Carros elétricos são, muitas vezes, apontados como a solução para reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa de um dos setores que mais emitem: o de transportes. Porém, nem tudo é tão verde quando se pensa nesses veículos que não precisam de combustíveis fósseis diretamente para funcionar. Um dos problemas está nas baterias de íon-lítio (as Li-Íon), cuja produção emprega uma quantidade muito grande de materiais e que, no fim da vida útil, acabam contribuindo para aumentar um outro problema ambiental cada vez mais grave: o lixo eletrônico.

Para contornar esses entraves, pesquisadores do projeto Instituição Faraday, das universidades britânicas de Leicester e Birmingham, desenvolveram uma tecnologia de recuperação dos materiais usados nas baterias em fim de vida. Com isso, podem utilizá-los na fabricação de novas pilhas. Segundo os pesquisadores, o novo método, que usa ondas ultrassônicas para separar material valioso dos eletrodos, é 100 vezes mais rápido, mais ecológico e leva a uma maior pureza em relação às tecnologias atuais de separação. A pesquisa foi publicada na revista Green Chemistry.

Para garantir que os benefícios ambientais e econômicos das baterias sejam totalmente atingidos, os pesquisadores da Faraday se concentram no ciclo de vida dessas peças — desde sua primeira produção até a reutilização em aplicações secundárias e, por fim, a eventual reciclagem. Um grande obstáculo, segundo eles, é o processo de segregação dos materiais, ou seja, como remover e separá-los — como lítio, níquel, manganês e cobalto — das pilhas usadas de forma rápida, econômica e ecologicamente correta.

A equipe desenvolveu uma nova técnica de delaminação (separação de materiais) ultrassônica que explode os componentes ativos dos eletrodos, deixando alumínio ou cobre virgem. Esse processo se mostrou altamente eficaz na remoção de óxidos de grafite e lítio-níquel manganês-cobalto, comumente conhecidos como NMC.

Os materiais recuperados usando a técnica demonstraram maior pureza nos testes e, portanto, maior valor, do que aqueles recuperados em abordagens convencionais de reciclagem. Além disso, segundo os cientistas, são potencialmente mais fáceis de serem usados na fabricação de novos eletrodos. A abordagem é rápida e adapta a tecnologia amplamente utilizada em outras indústrias.

Segundo Andrew Abbott, especialista da Universidade de Leicester, que lidera a pesquisa, a nova técnica funciona da mesma forma que o descalcificador ultrassônico de um dentista, quebrando as ligações adesivas entre a camada de revestimento e o substrato. “É provável que o uso inicial da tecnologia use a sucata de produção das instalações de fabricação de baterias como matéria-prima e alimente o material reciclado de volta à linha de produção da bateria, possivelmente no mesmo local. Isso pode ser uma mudança real na reciclagem de pilhas.”

Pureza

Os métodos de reciclagem atuais para a reciclagem de bateria de íon-lítio normalmente alimentam baterias no fim de vida em um triturador ou reator de alta temperatura. Um conjunto complexo de processos físicos e químicos é necessário, em seguida, para produzir fluxos de materiais utilizáveis de lítio, cobalto, níquel e cobre que eles contêm. Essas rotas de reciclagem pirometalúrgica e hidrometalúrgica consomem muita energia e são ineficientes, diz Abbott.

Se uma abordagem alternativa for tomada e as baterias em fim de vida forem desmontadas em vez de fragmentadas, há o potencial de recuperar mais material, em um estado mais puro. No estudo britânico, a desmontagem das pilhas usadas em carros elétricos conseguiu um alto rendimento (cerca de 80% do material original) e com maior pureza do que seria obtida com o uso de material triturado.

Além disso, técnicas atuais de reciclagem de delaminação usam ácidos concentrados em um processo de imersão em lote. A nova tecnologia ultrassônica é um processo contínuo de alimentação que utiliza água ou ácidos diluídos, como solvente, de modo que é mais ecológica e menos cara de operar. Ele pode delaminar 100 vezes mais material do eletrodo em um determinado tempo e volume do que as técnicas de delaminação em lote existentes.

Economia

“Devemos nos concentrar em todo o ciclo de vida — da mineração de materiais essenciais à fabricação de baterias e à reciclagem — para criar uma economia circular que seja sustentável para o planeta e lucrativa para a indústria”, comenta o professor Pam Thomas, presidente da Faraday Institution. “Esse esforço para gerar impacto comercial, social e ambiental está se mostrando uma grande promessa. É imperativo que a academia, a indústria e os governos redobrem seus esforços para desenvolver a infraestrutura tecnológica, econômica e legal para obter todos os benefícios de um setor de transporte descarbonizado.”

Os pesquisadores estão em discussões iniciais com vários fabricantes de baterias e empresas de reciclagem para colocar um demonstrador de tecnologia em um parque industrial ainda neste ano. A equipe de pesquisa das universidades de Leicester e Birmingham testou a tecnologia nos quatro tipos de pilhas para carros elétricos mais comuns e descobriu que ela funciona com a mesma eficiência em cada caso.

Segundo a equipe do Faraday, alguns fabricantes de automóveis já estão percebendo a importância de considerar a reciclagem no projeto dos veículos, como uma necessidade na criação de uma economia circular para as matérias-primas das baterias. “O projeto para reciclagem visa trabalhar com os fabricantes para realizar pequenas alterações nas estruturas do produto, de modo que as matérias-primas possam ser devolvidas mais facilmente ao processo de fabricação pela metade do custo em comparação com as fontes primárias”, escreveram no artigo da Green Chemistry.

Foco no uso e na produção

crédito: Universidade Chal
 (crédito: Universidade Chalmers de Tecnologia/Divulgação)

crédito: Universidade Chalmers de Tecnologia/Divulgação

Além do desafio no reaproveitamento de baterias, carros elétricos têm sido criticados, nos últimos tempos, devido ao processo de fabricação, que exige uso intensivo de energia, e porque, atualmente, a eletricidade usada para carregá-los é parcialmente produzida a partir de combustíveis fósseis. Porém, para Anders Nordelöf, pesquisador da Universidade Chalmers de Tecnologia, na Suécia, é hora de parar de discutir se esses veículos são mocinhos ou vilões. “Em vez disso, a indústria, as autoridades e os formuladores de políticas precisam trabalhar juntos para torná-los o mais ecologicamente corretos possível”, diz.

Nordelöf, especialista em análise de sistemas ambientais, é autor de uma tese recente na qual aponta ferramentas que ensinam como a avaliação do ciclo de vida pode auxiliar no desenvolvimento de carros elétricos mais sustentáveis. Para ele, é preciso focar na solução dos problemas que surgem na transição para a nova tecnologia. Dessa forma, comparar carros elétricos com veículos movidos a diesel ou gasolina é relevante, mas não a questão mais importante — nem o que resolverá os problemas em longo prazo.

“Sabemos que os combustíveis fósseis devem ser eliminados gradualmente. O mais importante, então, é encontrar o melhor caminho a seguir. Se carregarmos o carro a partir de uma fonte limpa de eletricidade e combinarmos isso com as emissões de dióxido de carbono mais baixas possíveis durante a produção, o carro elétrico será revolucionário. Mas não podemos esperar encontrar uma solução pronta imediatamente”, destaca.

Segundo o pesquisador, a avaliação do ciclo de vida (ACV), técnica que mensura os possíveis impactos causados como resultado da fabricação e utilização de um produto, pode ser usada para minimizar o impacto ambiental a longo prazo.

“É importante perceber que a fabricação de componentes representará uma proporção cada vez maior do impacto ambiental do carro elétrico à medida que nossos desenvolvimentos progridem, especialmente se você adotar uma perspectiva mais ampla do que apenas os gases de efeito estufa”, diz. “Existem grandes desafios ambientais na extração de metais, colocando muitos requisitos na cadeia de abastecimento.”

Na tese, o pesquisador comparou o impacto ambiental geral de três motores elétricos diferentes e indicou como projetar essas peças produzindo o mínimo impacto ambiental possível. Por fim, o cientista ressalta que a eficiência energética e a maior produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis são a chave para reduzir o impacto ambiental dos carros elétricos em fase de operação, em nível global.

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O Facebook tem um novo plano: ser o canal digital das igrejas

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Líderes religiosos afirmaram ao The New York Times que estavam em contato com o Facebook para realizar eventos ao vivo e até mesmo um modelo de assinaturas de conteúdo exclusivo

Facebook: empresa tem firmado parceria com igrejas para ferramentas de captação de fundos e transmissão de cultos (Toby Melville/Reuters)

O Facebook está, de fato, diversificando seus negócios. Uma reportagem do The New York Times traz detalhes sobre a investida da empresa sobre igrejas nos Estados Unidos, dialogando para melhorar transmissão de eventos, canais e até mesmo formas de rentabilização.

De acordo com a reportagem, o Facebook está desde 2018 tentando uma aproximação com as igrejas, mas intensificou esses esforços no último ano. Alguns líderes confirmaram que estavam em contato com a rede social para estabelecer até mesmo um modelo de assinaturas, que permitiria conteúdo exclusivo das igrejas e até mensagens de bispos por 9,99 dólares.

Desenvolvedores da empresa teriam se encontrado com representantes de igrejas como a Hillsong, que estreou um megatemplo em junho em Atlanta, para pensar em ferramentas de transmissão ao vivo, criar aplicações de doações virtuais e melhorar qualidade de vídeo. Durante o lançamento da nova igreja em junho, a Hillsong chegou a divulgar que o evento era uma parceria com o Facebook, que transmitiria a cerimônia com exclusividade.

Em entrevista ao jornal, Nona Jones, a diretora global de parcerias de fé, cargo dentro da estrutura do Facebook, afirmou que o Facebook é um lugar em que as pessoas podem ir quando se sentirem deprimidas ou isoladas e “imediatamente se conectar com um grupo de pessoas que se importam com elas”.

O interesse em organizações religiosas foi confirmado por Sherryl Sandberg, uma das principais pessoas no Facebook e diretora de operações da empresa. Em uma conferência virtual com diversos grupos religiosos ela teria dito que “organizações de fé e mídias sociais são um par natural porque ambos fundamentalmente são sobre conexão”.

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YouTube ganha opção de ‘gorjeta’ para remunerar criadores

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Recurso batizado de ‘Valeu Demais’ dá a opção para espectadores enviar dinheiro para autor do vídeo e ter um comentário destacado.

Logo do YouTube — Foto: REUTERS/Lucy Nicholson

O YouTube anunciou na última terça-feira (20) uma opção de “gorjeta”, que permite que os usuários enviem dinheiro para criadores de conteúdo.

Batizado de “Valeu Demais” (ou “Super Thanks, em inglês), o recurso permite enviar R$ 2, R$ 5, R$ 10 ou R$ 50 para um canal por meio de um botão que fica ao lado do “like”. Em troca, o espectador que manda a quantia fica com o comentário destacado no vídeo.

Os valores são debitados a partir de um cartão de crédito cadastrado nas plataformas do Google, dono do YouTube.

Essa opção vinha sendo testada por alguns canais da plataforma e agora será disponibilizado para mais pessoas em 68 países, inclusive no Brasil.

No entanto, ela ainda permanece em fase “beta”, mas o YouTube diz que irá disponibilizá-la para todos os criadores qualificados em seu programa de parcerias. Ao G1, a empresa disse que fica com uma parte do dinheiro, mas que a “maior parte é do criador”, sem especificar as porcentagens.

Exemplo da opção 'Valeu Demais' do YouTube — Foto: Reprodução

Exemplo da opção ‘Valeu Demais’ do YouTube — Foto: Reprodução.

O “Valeu Demais” se soma a outras iniciativas do YouTube com o objetivo de diversificar a fonte de renda dos canais da plataforma.

Atualmente, é possível cobrar por conteúdo exclusivo por meio do “Clube do Canal” e receber outras “gorjetas” no “Super Chat”, que destaca comentários em transmissões ao vivo.

Outras plataformas também estão investindo na dinâmica de oferecer opções para remunerar criadores de conteúdo. Em maio passado, o Twitter adicionou um recurso de “gorjetas”, por exemplo.

Sites como o OnlyFans e o Patreon, que viram sua popularidade crescer durante a pandemia, permitem que criadores de conteúdo cobrem por conteúdos exclusivos.

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Instagram adiciona controle para permitir ‘conteúdo sensível’ na aba Explorar

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Posts que retratem violência ou possam ser sexualmente explícitos terão mais chances de ser promovidos em seção do app caso usuário ative opção.

Ícone do Instagram. — Foto: REUTERS/Thomas White

O Instagram anunciou na última terça-feira (20) o “controle de conteúdo sensível”, uma opção nas configurações da conta que muda quais posts podem aparecer na aba Explorar do app.

A rede social explicou que considera conteúdo sensível publicações que não violam suas regras, mas que podem ter um impacto negativo para algumas pessoas.

Entre os exemplos do Instagram estão:

  • posts que contenham conotação sexual, como fotos de pessoas com roupas transparentes;
  • que retratam violência, como pessoas lutando;
  • que promovam o uso de determinados produtos regulamentados, como tabaco, produtos e serviços para adultos ou medicamentos.

 

Esse tipo de post não era promovido pelo algoritmo de recomendação na aba Explorar – que fica no ícone de lupa do app e mostra publicações de contas que o usuário não segue mas que podem interessá-lo.

Uma página de suporte da plataforma inclui outros itens considerados sensíveis, como posts que contenham discussões sobre “suicídio e automutilação'” ou “conteúdo que tenha sido verificado como desinformação”. Ao G1, a rede social afirmou que não irá promover na aba Explorar posts sobre esses temas, o que torna confusa a lista de exemplos que consta em sua documentação oficial.

Configuração opcional

A mudança dos limites dos conteúdos que aparecem na aba Explorar é opcional e fica na opção “Conta”, dentro das configurações do Instagram. Há três alternativas:

  • Limitar, que é o padrão atual e que pode conter “alguns vídeos e fotos que podem ser desagradáveis ou ofensivos”;
  • Limitar ainda mais, para restringir os conteúdos que o Instagram considera sensível;
  • Permitir, que relaxa as restrições de promoção de posts da rede.

 

A plataforma disse que os usuários podem alterar essa seleção a qualquer momento, mas que opção “permitir conteúdo sensível” não estará disponível para usuários menores de 18 anos.

Recurso 'Controle de Conteúdo Sensível' do Instagram — Foto: Divulgação

Recurso ‘Controle de Conteúdo Sensível’ do Instagram — Foto: Divulgação

O Instagram afirmou que o recurso vai dar ‘maior controle’ sobre experiência de cada usuário.

A moderação de conteúdo e a promoção de posts por sistemas automatizados é um dos desafios enfrentados pelas redes sociais.

O Facebook, dono do Instagram, criou um conselho de supervisão independente que faz recomendações sobre o tema. Em abril, foi anunciado que os usuários poderiam solicitar remoção de conteúdos para esse comitê.

As polêmicas não são restritas somente aos posts que deixam de ser removidos. Em outubro passado, o Instagram mudou as regras para fotos de seios após protesto de influenciadora plus size.

A decisão aconteceu após uma campanha realizada por uma modelo do Reino Unido que teve um post removido. Ela contestou a remoção da rede social de manter imagens similares de mulheres magras.

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França multa Google em 593 milhões de euros por violar acordo com imprensa

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Multa vem após ordem das autoridades francesas ser ignorada pelo Google. Nela, reguladores determinaram que a empresa precisaria negociar acordos de licenciamento com sites de notícias do país

Google: a gigante se encontra em uma luta global com empresas midiáticas (SOPA Images/Getty Images)

Google: a gigante se encontra em uma luta global com empresas midiáticas (SOPA Images/Getty Images)

 

Nesta terça-feira, 13, o Google foi multado em 593 milhões de euros pela Autoridade da Concorrência francesa por não negociar “em boa fé” com sites jornalísticos para veicular notícias em resultados de busca.

A multa vem após uma ordem das autoridades da França, feita em abril de 2020, ser ignorada pelo Google.

Nela, reguladores determinaram que a empresa precisaria negociar acordos de licenciamento com editoras para mostrar matérias nos resultados de busca.

Enquanto o Google argumenta que está divulgando o conteúdo dos sites, as empresas do ramo acusam o gigante é responsável pela queda na receita de publicidade.

Até abril, a empresa de Sundar Pichai já havia feito acordos com a Le Monde e a Le Figaro, editoras de notícias francesas, enquanto outras não seguiram o mesmo caminho. O Google disse que está “prestes a finalizar” um acordo global com a francesa AFP.

“Agimos de boa fé em todo o processo”, disse o Google em comunicado. “A multa ignora nossos esforços para chegar a um acordo e a realidade de como as notícias funcionam em nossas plataformas.”

Como ocorreu na Austrália, a proposta do Google é pagar pelas notícias através do Google News Showcase, novo programa que “paga editores por conteúdo de alta qualidade”.

Portanto, em vez de pagar por conteúdos que apareceriam nos resultados de pesquisa, a empresa faria isso por meio de sua própria plataforma voltada para notícias.

“Quando a autoridade impõe ordens às empresas, elas são obrigadas a aplicá-las escrupulosamente, respeitando sua letra e seu espírito”, disse Isabelle de Silva, presidente do órgão antitruste francês, em comunicado.

Agora, a empresa de serviço de busca tem dois meses para apresentar novas ideias para compensar os sites de notícias. Caso não faça isso, corre o risco de receber multas diárias de até 900 mil euros.

Google contra o mundo

A empresa-filha da Alphabet está em uma luta global para determinar como (e se) as empresas de tecnologia devem pagar pelas notícias veiculadas.

A União Europeia é um dos blocos principais na batalha, mas a Austrália foi a última a aprovar legislação que deu aos sites jornalísticos do país mais poder de negociação.

Antes da lei ser aprovada, o Google chegou a alterar resultados de busca na Austrália. De acordo com a própria empresa, links de notícias locais foram removidos e atingiram “cerca de 1% dos usuários australianos”.

Depois, a companhia de Sundar Pichai ameaçou fechar completamente o serviço de busca no país caso o governo aprovasse a legislação, mas nada foi feito.

Agora, o Google tenta fechar acordos com editoras individuais pelo mundo, tal como já estava fazendo na França.

De acordo com informações do Wall Street Journal, a empresa disse em outubro que gastaria 1 bilhão de dólares para licenciar conteúdo de sites de notícias. Em fevereiro, fechou acordo de três anos com a News Corp., dona de gigantes como o New York Post e o próprio WSJ.

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Elon Musk reserva vaga em voo espacial de Richard Branson

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No último domingo, o fundador da Space X visitou as instalações de lançamento da Virgin Galactic no Novo México para assistir ao voo e desejar “boa sorte” para Branson

Hoje, já há 600 interessados confirmados em viajar ao espaço pela Virgin, incluindo celebridades como Tom Hanks, Justin Bieber e Lady Gaga (Agência France-Presse/AFP).

Antes de levar humanos para marte, o bilionário Elon Musk deve ir para o espaço, mas não pela sua empresa, a Space X. Depois da bem sucedida viagem espacial, a Virgin Galactic, fundada pelo bilionário britânico Richard Branson, informou que o fundador da Tesla reservou uma vaga para viajar ao espaço a bordo de um dos foguetes da companhia.

Musk pagou um depósito de US$ 10.000 para garantir um assento em uma futura viagem da Virgin Galactic, disse Branson em uma entrevista ao portal The Sunday Times.

Um porta-voz da empresa confirmou a informação ao The Wall Street Jornal, no entanto, não revelou qual é a posição de Musk na fila de espera por vagas.

No último domingo, 11, Elon Musk visitou as instalações de lançamento da Virgin Galactic no Novo México para assistir ao voo e desejar “boa sorte” para Branson. “Elon é um amigo e talvez eu viaje em um de seus navios um dia”, disse o bilionário de 70 anos.

 

Branson voou com mais cinco pessoas, um marco para o turismo espacial numa empreitada que ele começou há 17 anos e que consumiu mais de US$ 1 bilhão de sua fortuna pessoal.

Hoje, já há 600 interessados confirmados em viajar ao espaço pela Virgin, incluindo celebridades como Tom Hanks, Justin Bieber e Lady Gaga. A companhia pretende retomar as vendas de bilhetes após novos testes a preços acima de US$ 250 mil por pessoa, valor inicialmente anunciado.

Após mais dois testes neste ano, as viagens com passageiros pagantes devem começar em 2022. Segundo o presidente-executivo da companhia, Michael Colglazier, a meta é de 400 voos por ano.

O tipo de voo espacial realizado pela empresa é chamado de suborbital, no qual a aeronave consegue viajar além da atmosfera. Estes aviões cruzam o limite definido como espaço — os EUA consideram a fronteira aos 80 quilômetros—, mas não alcançam velocidade suficiente para permanecer nesta região quando chegam lá.

Outro bilionário que deve ir ao espaço nos próximos dias é Jeff Bezos, que fará o primeiro voo a bordo de um foguete de sua empresa espacial, a Blue Origin.

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