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sexta-feira, 12/06/2026

Toxina botulínica ajuda a melhorar movimentos e vida no SUS do DF

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A toxina botulínica, popularmente conhecida por seu uso em tratamentos estéticos, é também uma importante opção terapêutica para pacientes no Distrito Federal que sofrem com tremores, espasmos musculares e sequelas neurológicas. No Hospital de Base, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o ambulatório especializado oferece cerca de 240 atendimentos mensais e é um ponto de referência para esse tipo de tratamento no sistema público de saúde.

Este procedimento é recomendado para pessoas que têm transtornos dos movimentos, incluindo tremores, distonias e espasmos involuntários, bem como para aqueles que apresentam sequelas após acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumas cranianos e paralisia cerebral. Conforme explica o neurologista Flávio Faria, do Hospital de Base, a aplicação da toxina não cura a condição original, mas ajuda a reduzir a atividade muscular exagerada, alivia sintomas, diminui dores e melhora a funcionalidade e autonomia dos pacientes.

Entre os pacientes que se beneficiam do tratamento está Darlan Souza Sobrinho, de 44 anos, que passou a ter sérias dificuldades de movimento após ser vítima de um tiro na cabeça em 2011. Sua mãe, Maria Gonçalves de Souza, acompanha de perto o tratamento e relata progressos em cada sessão. Outro paciente, Vilmar Neres de Sousa, que está em tratamento desde 2020 por causa de espasmos faciais, principalmente na região da mandíbula, também notou melhorias na fala, alimentação e na rotina diária após o uso da toxina.

O tratamento com a toxina botulínica precisa ser repetido periodicamente, geralmente a cada três meses, pois os efeitos da medicação duram esse período em média. Pessoas que apresentam tremores, espasmos ou outros distúrbios do movimento devem buscar inicialmente uma unidade básica de saúde (UBS) para avaliação médica. Se necessário, elas são encaminhadas para especialistas — como fisiatras, neurologistas ou neurocirurgiões — e, em seguida, para o ambulatório do Hospital de Base.

A medicação é fornecida gratuitamente pela rede pública através das farmácias de alto custo, e os pacientes retiram o medicamento para levá-lo para aplicação pelos profissionais do hospital.

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