A operação para repatriar os passageiros do cruzeiro MV Hondius começou no domingo (10/5) e tem previsão de término na segunda-feira (11/5). O navio enfrentou um surto de hantavírus que resultou na morte de três pessoas.
Os primeiros passageiros desembarcaram no porto de Granadilla, em Tenerife, Espanha, pela manhã, e logo após, os primeiros voos partiram com destino aos países de origem dos passageiros.
Segundo o Ministério da Saúde da Espanha, até as 13h37 (horário de Brasília), 76 pessoas já haviam embarcado para retornar a suas nações.
Como foi a operação
A embarcação, que levava cerca de 150 pessoas, foi escoltada pela Guarda Civil espanhola até a atracação. Passageiros e tripulação passaram por exames médicos ainda a bordo do navio.
Ao todo, mais de 360 agentes participaram da operação, utilizando meios aéreos e marítimos. Também foram convocados especialistas, incluindo biólogos, químicos e radiologistas.
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve presente em Tenerife para supervisionar a chegada dos passageiros.
Depois de uma polêmica com o governo das Ilhas Canárias, que inicialmente não queria receber o navio, o cruzeiro ancorou às 4h (horário de Brasília).
Em entrevista coletiva, a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, considerou a operação um sucesso, mesmo diante das dificuldades enfrentadas.
