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domingo, 10/05/2026

Acolhimento melhora o dia a dia de mães diferentes no DF

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No Dia das Mães, histórias de mães que cuidam de filhos com necessidades especiais no Distrito Federal mostram como programas do governo têm trazido melhorias para suas vidas. Essas mães, que dedicam todo o seu tempo aos cuidados dos filhos com deficiências, relatam mudanças positivas graças às ações da Secretaria de Educação do DF.

Cleide Maria Magalhães Matos, 56 anos, mãe de Jessé, 28 anos, que tem autismo severo, encontrou ajuda em um dos 13 centros de educação especial. Após enfrentar momentos difíceis, o apoio recebido permitiu que retomasse sua autonomia. Jessé, que costumava apresentar comportamentos agressivos, agora participa de atividades como pintura e está mais tranquilo. Cleide deixou o trabalho para cuidar do filho, perdeu 34 quilos e recuperou sua saúde física e mental com o suporte escolar. “A escola foi meu refúgio”, conta ela.

Outras mães também compartilham suas experiências. Rute Ferreira de Oliveira, 55 anos, fala sobre sua rotina cansativa cuidando do filho Davi, 12 anos, entre terapias e cuidados em casa. Daniele Lourenço, 43 anos, mãe de Moisés, 4 anos, lembra das dificuldades do começo, com muitas informações e adaptações. Ana Silva, 45 anos, explica como ser mãe de uma criança com necessidades especiais muda a identidade e exige equilíbrio entre o filho e os próprios cuidados.

A Secretaria de Educação do DF atende mais de 27,4 mil alunos em 675 escolas, incluindo 3,5 mil estudantes com deficiências intelectuais, sensoriais, físicas ou múltiplas em centros especializados. Esses centros oferecem educação e apoio emocional às famílias. A secretária Iêdes Braga destaca: “A escola tem um papel social importante ao acolher esses alunos e também apoiar suas mães.”

No Centro de Ensino Especial da 912 Sul, atividades como artes e música ajudam alunos a partir de 15 anos a desenvolver autonomia e socialização. A diretora Ana Paula Ventorim Rodrigues de Oliveira conta que as mudanças beneficiam toda a família, com viagens e organização de rotinas. Mães como Rejane de Freitas Kubiszeski, 62 anos, aprenderam novas habilidades como crochê, ganhando independência. Francisca Alves Brandão, 68 anos, vê o centro como um lugar de lazer e apoio mútuo.

João Pedro Angotti Medeiros Araújo, 19 anos, que tem transtorno do espectro autista, fala sobre seu sentimento de pertencimento: “Aqui me sinto em casa, acolhido e feliz.” Ele parabeniza todas as mães, especialmente a sua.

Além da educação, o programa Melhorias Habitacionais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) tem melhorado as condições de moradia. Maria do Socorro Ferreira, 52 anos, adotou Emanuel, 28 anos, com deficiência intelectual, e vivia em uma casa pequena e inadequada. Com o programa, receberam uma casa maior, de 71,70 m², com quartos separados e melhorias para o conforto, com investimento de R$ 99,8 mil. “Como mãe diferente, sei que tudo aconteceu por causa do Emanuel”, afirma.

Desde 2018, o programa já ajudou 239 pessoas, sendo 62 famílias com membros deficientes, priorizando pessoas com deficiência. Cerca de 95% dos atendimentos são para mulheres responsáveis pelos cuidados. A assistente social Marilurde Lago explica que o processo inclui visitas e critérios como residência no DF há pelo menos cinco anos e renda de até três salários mínimos.

A governadora Celina Leão presta homenagem: “São as nossas mães diferentes, que enfrentam desafios com coragem e amor, acreditando que o amor pode superar todos os obstáculos.” Esses programas mostram o compromisso do governo em promover inclusão e dignidade para essas famílias.

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