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Polícia Federal apura uso de R$ 2,2 bi do SUS em 23 estados

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As investigações tiveram início em abril de 2020, a partir de denúncias de superfaturamento em contratos envolvendo recursos federais

(crédito: PIERRE-PHILIPPE MARCOU)

Alvo da CPI da Covid no Senado, o uso de verbas federais para combate ao coronavírus por Estados e municípios já rendeu 75 operações especiais da Polícia Federal desde o início da pandemia. As irregularidades investigadas atingem prefeituras ou governos de 23 Estados e somam quase R$ 2,2 bilhões, valor que representa 3,5% dos R$ 64 bilhões repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
As investigações tiveram início em abril de 2020, a partir de denúncias de superfaturamento em contratos envolvendo recursos federais. A prefeitura de Aroeiras (PB) foi alvo da primeira ação, que teve como foco a compra, sem licitação, de livros e cartilhas educativas sobre o vírus – material que, na época, era oferecido pelo Ministério da Saúde sem custo.
De lá para cá, mais 93 municípios entraram na mira da PF e de outros órgãos federais, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF), que geralmente participam das operações. Em um ano, foram cumpridos 1.160 mandados de busca e apreensão, que levaram à prisão temporária de 135 pessoas e à prisão preventiva de outras 12.
A lista de detidos inclui até um senador. Chico Rodrigues (DEM-RR), que naquela época era vice-líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado, acabou preso em outubro do ano passado por suspeita de participar de um esquema que teria desviado recursos de emendas parlamentares destinadas ao enfrentamento da doença em Roraima. Durante a abordagem dos policiais, Rodrigues escondeu R$ 33 mil na cueca. Rodrigues, que nega as acusações, pediu licença do mandato e ficou quatro meses afastado, retomando a atividade parlamentar em fevereiro. Ele afirmou que o dinheiro encontrado é lícito e seria usado para o pagamento de funcionários de uma empresa familiar.
Rodrigues não integra a CPI, mas casos como o dele devem ser abordados ao longo da Comissão Parlamentar de Inquérito que deve ser instalada na próxima terça-feira. Com a ampliação do escopo da investigação – após pressão do governo Jair Bolsonaro -, denúncias de irregularidades no uso de verba federal por Estados e municípios podem levar governadores e prefeitos a compor a lista de “convidados” pelo grupo.
O prefeito de Manaus, David Almeida (PSC), deve ser um dos primeiros a serem ouvidos no subgrupo da CPI que terá como alvo a crise de oxigênio no Amazonas. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello já responde a processo aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) no Estado por improbidade administrativa derivada de suposta omissão durante o colapso.
‘Iceberg’
Defensor da ampliação do escopo da CPI, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou que “as operações da PF são de muita relevância por permitir que os recursos alocados no combate à covid cheguem ao povo brasileiro”. Sobre o fato de as apurações policiais alcançarem apenas 3,5% do total de repasses feitos pelo SUS, o parlamentar disse que o valor pode ser apenas a “ponta do iceberg”.
“Apurar o destino de R$ 64 bilhões requer mais tempo, é um valor considerável.” Girão se coloca como candidato a presidir a CPI da Covid. Pelo acordo feito entre os partidos, porém, o posto de presidente deve ficar com Omar Aziz (PSD-AM) e a relatoria, com Renan Calheiros (MDB-AL). Os cargos serão oficializados na primeira reunião do colegiado, na terça-feira.
O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) acredita que a quantidade de operações policiais e o volume de recursos sob investigação justifica a ampliação do escopo da CPI. “É justo que se apure tudo mesmo. Os indícios são muito fortes de irregularidades no uso de recursos federais por Estados e municípios não só pelo governo federal.”
Para o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), autor do pedido de CPI, mesmo que o valor identificado em operações da PF não seja tão importante quando se olha o total, ainda assim diz respeito a recursos públicos, o que justifica fazer a investigação. “A CPI só vai poder atuar naquilo que for conexo com o fato principal, ou seja, aquilo que tiver repercussão nacional. Identificando algum indício de movimentação atípica ou indícios de crime ou infração administrativa, o relatório da CPI poderá fazer o encaminhamento aos órgãos de controle.”
Segundo a PF, apenas o Rio tem sob investigação R$ 850 milhões de recursos enviados pelo governo federal em razão da pandemia. A operação desencadeada no Estado provocou o afastamento do governador Wilson Witzel (PSC), que foi denunciado pelo MPF, acusado de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e de organização criminosa. Ele alega inocência.
Os governadores do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e do Pará, Helder Barbalho (MDB), também já foram alvo de operações. Ambos são investigados pela compra de respiradores. Em fevereiro, a PF pediu o indiciamento de Barbalho pela transação fracassada de compra de 400 aparelhos por R$ 50 milhões. Segundo a polícia, o contrato dos equipamentos se deu sem licitação e com pagamento de metade do valor adiantado, mesmo com atraso na entrega. Há suspeitas de direcionamento na licitação. O governador nega.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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No DF, 17 pessoas são presas por fraude bancária e lavagem de R$ 3 milhões

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Grupo criminoso fraudava transações nas contas das vítimas e sacava dinheiro em contas de passagem

(crédito: Divulgação/PCDF)

 

Na segunda fase da Operação Testa de Ferro, a Polícia Civil prendeu 17 pessoas no Distrito Federal na manhã desta quarta-feira (12/5) e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão, sendo três deles em Goiás. As investigações apontam que o grupo criminoso causou um prejuízo de R$ 3 milhões às vítimas.

Segundo a corporação, os suspeitos eram especializados em lavagem de dinheiro. Eles acessavam invadiam as contas bancárias das vítimas e faziam várias transações para aumentar o saldo deles próprios. Em seguida, esses valores eram repassados a contas provisórias. O dinheiro depositado tinha dois destinos: ou era sacado ou simulavam compras para dissimular a origem dos recursos.

A Polícia Civil ainda ressaltou que o nome da operação faz referência ao fato de uma pessoa se apresentar em nome de outra, e foi deflagrada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC)

Em 4 de maio do ano passado, a PCDF havia prendido outros dois integrantes da organização no âmbito dessas investigações que começaram em junho de 2019, e seis deles foram denunciados pelo Ministério Público. À época, os mandados foram cumpridos no Riacho Fundo e Samambaia, e o golpe somava mais de R$ 824 mil.

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Senado aprova MP que define estrutura básica da Polícia Civil do DF

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Texto permite ao governo do DF conceder assistência de saúde a policiais e dependentes, com recursos de fundo. Proposta segue para a sanção presidencial.

Policiais Civis do DF isolam rua onde houve crime, em Taguatinga, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução

O Senado aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (11) uma medida provisória (MP) que define a estrutura básica da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O texto segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A medida passou pela Câmara na semana passada e perderia a validade se não fosse aprovada pelo Senado até a próxima quinta-feira (13).

Ao editar a MP, em dezembro de 2020, o Palácio do Planalto citou uma decisão de 2018, do Supremo Tribunal Federal (STF), que invalidou normas distritais, de 2001 a 2005, que alteraram a organização da PCDF. Na ocasião, a Corte deu prazo de dois anos para a edição de nova norma pelo Executivo federal.

Pela proposta aprovada nesta terça-feira, a Polícia Civil do DF deve ter a seguinte estrutura básica:

  • Delegacia-Geral de Polícia Civil
  • Gabinete do Delegado-Geral
  • Conselho Superior de Polícia Civil
  • Corregedoria-Geral de Polícia Civil
  • Até oito Departamentos
  • Escola Superior de Polícia Civil

O texto mantém os cargos em comissão e as funções de confiança que existiam no órgão no dia em que a MP foi editada, isto é, dia 4 de dezembro do ano passado.

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Colisão entre carro e micro-ônibus deixa criança e idoso em estado grave, no DF

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Homem, de 63 anos, ficou preso às ferragens; vítimas foram levadas para Hospital de Base. Acidente aconteceu em rodovia no Paranoá.

Carro colide de frente com micro-ônibus na DF-015, no Paranoá — Foto: CBMDF/Divulgação

Um acidente de trânsito deixou uma criança e um idoso em estado grave na DF-015, no Paranoá. Por volta das 20h30 desta terça-feira (11), o veículo em que as vítimas estavam colidiu de frente com um micro-ônibus.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o idoso, de 63 anos, que conduzia o carro foi identificado apenas como Odílio. A criança, segundo os militares, aparenta ter três anos. Os dois foram socorridos e levados ao Hospital de Base, na Asa Sul.

O idoso, que precisou ser removido das ferragens do automóvel, apresentava suspeita de traumatismo craniano e hemorragia interna. Após o acidente, ele estava inconsciente e “potencialmente instável”, segundo bombeiros. A menina também está em estado grave e o quadro de saúde é considerado “instável”.

Além disso, havia outra criança dentro do carro. Segundo os militares, ela aparenta ter 7 anos. A vítima, no entanto, sofreu apenas ferimentos leves, estava consciente, orientada e estável, mas também foi levada ao Hospital de Base.

Idoso e criança ficaram feridas após se envolverem em acidente de trânsito na DF-015, no DF — Foto: CBMDF/Divulgação

Idoso e criança ficaram feridas após se envolverem em acidente de trânsito na DF-015, no DF — Foto: CBMDF/Divulgação

 

O motorista do micro-ônibus, de 34 anos, foi atendido pelos militares, mas não teve lesões aparentes. Por isso, não foi transportado ao hospital. Ele foi orientado que, se passasse mal, deveria procurar uma unidade de saúde.

Os bombeiros ainda informaram que não tinham detalhes sobre a dinâmica do acidente. Ao todo, 18 militares e cinco veículos da corporação participaram do atendimento.

Outro acidente

 

Carro capota em Taguatinga e deixa jovem de 20 anos ferido, no DF — Foto: CBMDF/Divulgação

Carro capota em Taguatinga e deixa jovem de 20 anos ferido, no DF — Foto: CBMDF/Divulgação

Ainda na noite desta terça, outro acidente aconteceu nas vias do Distrito Federal. Em Taguatinga Norte, próximo à unidade de pronto atendimento (UPA), um carro capotou e deixou um jovem de 20 anos ferido.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima perdeu o controle da direção, o carro capotou e parou fora da via. O condutor foi levado ao Hospital de Base com ferimentos superficiais pelo corpo, edemas na face e, no momento do atendimento, se queixava de dores no quadril. O jovem estava consciente, orientado e estável.

O passageiro do automóvel, também de 20 anos, foi atendido pelos militares, mas não precisou ser levado ao hospital. Segundo os bombeiros, ele não teve lesões aparentes, mas também foi orientado a procurar uma unidade de saúde.

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Mãe de adolescente morto em Samambaia cobra explicação para o crime

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Kennedy Juan de Farias, 14 anos, foi assassinado com uma facada no tórax durante uma festa, na QR 502. Em entrevista ao Correio, a mãe da vítima, a cozinheira Aleane de Farias, disse que a família está abalada com o caso

Kennedy Juan de Farias pediu dinheiro à mãe como presente de aniversário para completar a compra de um tênis – (crédito: Redes sociais)

Familiares e amigos de Kennedy Juan de Farias, 14 anos, buscam explicações que levaram ao assassinato do adolescente, morto com uma facada durante uma festa, na QR 502 de Samamabaia Sul, na madrugada deste domingo (9/5). A mãe da vítima, a cozinheira Aleane de Farias, 41, conversou com o Correio e disse que a família está abalada com o caso. Kennedy foi sepultado na tarde desta segunda-feira (10/5) no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga.

Na noite do crime, Kennedy saiu com alguns colegas para a festa, que foi organizada clandestinamente por meio de um grupo de WhatsApp. O dono do evento começou a discutir com o adolescente e ordenou que ele deixasse a residência. “Dizem que ele (suspeito) tinha inveja do meu filho. Há relatos de que meu filho também tinha ficado com a ex-namorada dele, mas ninguém sabe ao certo o que aconteceu”, relatou Aleane.

Kennedy teria se recusado a sair da casa. Segundo informações, o suspeito entrou no imóvel, pegou uma faca e desferiu golpes contra o tórax da vítima, que não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. O Corpo de Bombeiros Militar do DF foi acionado, mas, ao chegar no local, o adolescente estava sem vida.

O adolescente, morador de Samambaia, estudava no Centro de Ensino Fundamental 4 de Taguatinga (CEF 04) e juntava dinheiro para comprar um tênis. “Um menino cheio de sonhos, que estava almejando um tênis novo. Até me falou que no dia do aniversário eu não podia ajudar dando um dinheiro de presente, para ele conseguir comprar o calçado. Esse covarde tirou a vida do meu filho. Não sei o que vou fazer sem o meu amor”, lamentou a mãe.

A investigação está a cargo da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul). Até a última atualização dessa reportagem, ninguém havia sido preso.

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Galpão usado como depósito de lixo hospitalar é tomado pelas chamas em Santo Antônio do Descoberto

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No fim da tarde desta segunda, Bombeiros foram acionados para combater o incêndio no edifício do Entorno do DF

(crédito: CBMDF/Divulgação)

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), por volta das 18h desta segunda-feira (10/5), atendeu uma ocorrência na avenida principal de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás.

Segundo informações, o CBMDF foi acionado para apoiar a equipe de Bombeiros do Goiás. O galpão era usado como depósito de lixo hospitalar e foi tomado pelas chamas.

Apesar do fogo intenso, as medidas de resfriamento realizadas pelas duas equipes impediu que as chamas afetasse os prédios vizinhos.

Não houve nenhuma vítima e o CBMGO, caso seja necessário perícia, ficará responsável pelas investigações. Ainda não se sabe qual foi a causa do incêndio.

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Polícia combate suspeitos de venda de imóveis ilegais no Rio

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A operação Caixa de Areia tem como alvos empresas e pessoas suspeitas de envolvimento com a exploração ilegal de imóveis na região

Policiais civis cumprem hoje (10) oito mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um grupo criminoso que atua na comunidade da Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. A operação Caixa de Areia tem como alvos empresas e pessoas suspeitas de envolvimento com a exploração ilegal de imóveis na região. 

Segundo a Polícia Civil, pessoas envolvidas com a venda de imóveis construídos irregularmente movimentaram, nos últimos seis meses, recursos incompatíveis com a capacidade financeira declarada.

Esses “empresários” teriam feito depósitos em dinheiro vivo em contas bancárias e investido em empresas de fachada cerca de R$ 12,5 milhões.A comunidade da Muzema é controlada por uma milícia que atua no loteamento de terrenos e construção de prédios ilegais. Em abril de 2019, dois edifícios irregulares desabaram na favela, matando mais de 20 pessoas.

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sábado, 15 de maio de 2021

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