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Nova orientação do Ministério da Saúde deve aumentar quantidade de imunizados

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Avanço da pandemia leva o Ministério da Saúde a mudar a orientação: estados devem usar na primeira dose as vacinas já entregues pelo governo federal. A ideia é que mais pessoas possam ser imunizadas

(crédito: Lillian Suwanrumpha/AFP )

A escalada de mortes e infecções pelo novo coronavírus no Brasil forçou o Ministério da Saúde a modificar a orientação para a aplicação das vacinas contra a covid-19 por parte de estados e municípios. A ideia é que mais pessoas possam ser imunizadas. Agora, a pasta orienta que os entes federativos utilizem imediatamente todas as doses já distribuídas pelo governo federal, inclusive as que vem sendo armazenadas para atender à segunda etapa do esquema vacinal contra a enfermidade.

No sábado, ao anunciar que entregaria aos governos estaduais mais 5 milhões de doses da CoronaVac, produzida pela farmacêutica Sinovac com o Instituto Butantan, e da Covishield, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o ministério pediu que todo esse lote fosse aplicado como primeira dose e que as secretarias de Saúde não fizessem reserva de segunda dose. Ontem, foi a vez de a pasta recomendar que vacinas distribuídas em fases anteriores e que, porventura, estejam destinadas para a segunda dose, sejam logo aplicadas.

“Com a liberação para aplicação de imediato de todo o estoque de vacinas guardadas nas secretarias municipais, vamos conseguir dobrar a aplicação esta semana, imunizando uma grande quantidade da população brasileira, salvando e protegendo mais vidas”, afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em nota.

De acordo com a pasta, a estratégia não vai comprometer a imunização completa dos pacientes que receberem a primeira dose das vacinas. No caso da CoronaVac, o intervalo recomendado de aplicação entre as duas doses é de 14 a 28 dias. Já para a Covishield/Astrazeneca, o espaço de tempo da primeira para a segunda dose é de três meses. O ministério acredita que haverá segunda dose para todos porque tanto o Butantan quanto a Fiocruz sinalizaram que devem acelerar a produção dos imunizantes em solo nacional por conta da importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima usada na fabricação das doses.

“A medida vinha sendo estudada há cerca de duas semanas, e foi atendida após garantia da segurança das entregas por parte dos fornecedores, garantido assim a estabilização das distribuições aos estados por parte do Ministério”, informou a Saúde, também em nota.

A Fiocruz deve receber da AstraZeneca, ainda neste mês, quatro lotes de IFA. A carga total da matéria-prima será de 1.024 litros, quantidade de insumo suficiente para a fabricação de cerca de 30 milhões de doses. Com isso, segundo o instituto, a produção de imunizantes estará garantida até o fim de maio. No início de março, por sua vez, o Butantan recebeu 8,2 mil litros de IFA da Sinovac. À época, o instituto informou que o insumo seria utilizado na produção de 14 milhões de doses.

Só em março, de acordo com o cronograma apresentado pelas duas instituições, serão entregues ao Ministério da Saúde pelo menos 27,1 milhões de doses, sendo 3,8 milhões da Covishield e 23,3 milhões da CoronaVac — a estimativa está sujeita a alterações de acordo com o ritmo de produção das vacinas. E até o fim de 2021, Fiocruz e Butantan devem oferecer ao Programa Nacional de Imunização (PNI), no mínimo, 310,4 milhões de doses.

Prós e contras

O aumento na quantidade de brasileiros vacinados, com o uso de mais vacinas na primeira dose, é uma estratégia bem avaliada por alguns especialistas. Infectologista do Hospital de Águas Claras, Ana Helena Germóglio destaca que “a ampliação da vacina é uma forma de reduzir o aparecimento de novas variantes e evita que as pessoas fiquem doentes, desafogando o sistema de saúde, que não terá de lidar com pacientes com uma forma grave da covid-19”.

De todo modo, ela alerta que o governo deve intensificar os acordos para importar vacinas e acelerar os processos para garantir uma maior produção dos imunizantes em solo nacional. “Isso não só para garantir as vacinas que serão aplicadas como segunda dose, mas para vacinar a maior parte possível da população no menor tempo plausível. Quanto mais pessoas a gente tiver vacinadas, independentemente da idade, teremos menos vírus circulando. A vacinação é um ato coletivo.”

Integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o médico infectologista Julival Ribeiro é mais cético com a nova diretriz do Ministério da Saúde. Ele frisa que o Executivo federal tem demonstrado dificuldades para concretizar a compra de vacinas e que, por isso, é difícil acreditar que haverá imunizantes suficientes para atender o esquema vacinal com as duas doses.

“Apesar da gravidade do momento, não concordo com essa atitude. Meu medo é que as pessoas recebam a primeira dose e, quando chegar a data de aplicação da segunda dose, não haja vacina disponível para completar o cronograma. A quantidade de doses que temos atualmente diminui a cada dia. Diante da falta de planejamento do governo, quem garante que teremos segunda dose?”, pondera.

Entrega

Neste ano, a estimativa é de que 210,4 milhões de doses sejam produzidas pela Fiocruz e disponibilizadas para o Ministério da Saúde. Segundo a fundação, 100,4 milhões devem ficar prontas até o fim do primeiro semestre e, até dezembro, outros 110 milhões. Já o Butantan tem um planejamento de entregar 100 milhões de doses: 46 milhões até abril e, entre maio e dezembro, outros 54 milhões.

Remessa da Covax Facility

O Brasil recebeu, ontem, a primeira remessa de vacinas contra a covid-19 adquiridas por meio do consórcio global Covax Facility. Foram entregues, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, 1.022.400 de doses da Covishield, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, fabricadas na Coreia do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, mais 1,9 milhão de doses desse imunizante devem chegar ao país até o final de março.

As vacinas foram disponibilizadas ao país por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). De acordo com a pasta, o cronograma inicial, sujeito a alterações, prevê 2,9 milhões de doses em março e outras 6,1 milhões até maio. O acordo do Brasil com a aliança global de vacinas prevê 42,5 milhões de doses para 2021.

O governo pretende garantir outras 138 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus graças a acordos assinados na semana passada com as empresas Pfizer e Janssen. A negociação com a Pfizer garante 100 milhões de doses, com 13,5 milhões sendo entregues entre abril e junho e outros 86,5 milhões de julho a setembro. Já o contrato com a Janssen prevê 38 milhões de doses, que deverão ser enviadas ao Ministério da Saúde entre agosto e novembro.

Atraso

Por outro lado, 8 milhões de doses da Covishield que foram compradas no início do ano pelo governo federal junto ao Instituto Serum, da Índia, não chegarão ao Brasil no prazo previsto. Por meio de nota à imprensa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela vacina no país, informou que foi avisada pelo laboratório indiano que a importação das vacinas vai atrasar.

“A negociação com a AstraZeneca e o Instituto Serum inclui a aquisição de um total de dez milhões de vacinas importadas, além dos dois milhões de vacinas entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) em 24 de janeiro. O restante de oito milhões de doses será importado ao longo dos próximos meses, em cronograma ainda a confirmar. A Fundação foi informada, por meio de uma carta em 4 de março, sobre o atraso na importação das remessas das vacinas prontas”, diz o comunicado da instituição.

Apesar disso, também em nota, o Ministério da Saúde respondeu que o contrato firmado com o Serum está dentro do tempo previsto, pois “prevê a entrega de oito milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia até julho de 2021, com entregas mensais de 2 milhões de doses a partir de abril”.

“É importante esclarecer que o cronograma de entregas de doses, enviado pelos laboratórios fabricantes para o Ministério, pode sofrer constantes alterações, de acordo com a produção dos insumos”, disse a pasta. (AF)

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Pandemia pode manter níveis críticos ao longo de abril, diz Fiocruz

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Medidas restritivas produziram “êxitos localizados”

Agência Brasil

A manutenção da tendência de alta transmissão da covid-19 no Brasil na semana passada (4 a 10 de abril) indica que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo deste mês. O alerta foi feito hoje (16), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no boletim Observatório Covid-19.

Os pesquisadores apontam que as medidas restritivas adotadas por alguns estados e municípios produziram “êxitos localizados”, que podem resultar na redução de casos graves da doença nas próximas semanas.

Apesar disso, a flexibilização dessas medidas nesse momento pode fazer retornar o ritmo acelerado de transmissão, em um cenário em que o isolamento social mais rigoroso ainda não teve impacto sobre o número de óbitos e a demanda hospitalar dos pacientes com covid-19.

O boletim também aponta o risco de a pandemia se estabilizar em um patamar muito mais elevado que no ano passado. Indicam esse quadro a estabilização na incidência de novos casos da doença e a permanência de níveis críticos na ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) na maior parte do país.

Média diária de mortes e UTI

Na semana passada, o Brasil voltou a superar a média diária de mais de 3 mil mortes, e, em 12 de abril, chegou ao recorde de 3.123 mortes na média móvel de sete dias, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fiocruz.

A ocupação de UTIs para pacientes com covid-19 permanece acima de 80% em 22 estados e no Distrito Federal. Apesar disso, a fundação destaca a saída do Maranhão da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário, com 78% de ocupação; além de quedas significativas do indicador no Pará (de 87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%), Paraíba (de 77% para 70%) e São Paulo (de 91% para 86%).

O boletim mostra ainda que, até a sexta-feira da semana passada, 30,2% das pessoas vacinadas contra a covid-19 haviam recebido as duas doses do imunizante, enquanto 69,8% receberam apenas uma dose.

A Fiocruz reforça que tanto a CoronaVac quanto a Oxford/AstraZeneca preveem duas doses para que o esquema vacinal seja completo. Diante disso, é recomendado planejamento da imunização, monitoramento e busca ativa dos faltosos na segunda dose, o que é necessário para alcançar a proteção pretendida pela vacinação e não desperdiçar recursos. Agência Brasil

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Pirassununga, Araras e Rio Claro têm 3 mortes por Covid-19; outras 14 cidades também têm óbitos

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Saúde

Terceira dose de Coronavac? Butantan explica a hipótese

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Mal-entendido gerou a ideia de que a imunização completa contra o coronavírus só seria possível com três doses da vacina Coronavac, o que não é verdade

A CoronaVac é segura e eficaz após o ciclo de duas doses e mais 15 dias, conforme apontam vários estudos (Amanda Perobelli/Reuters).

Na segunda-feira (12), junto da divulgação de um estudo preliminar de novos testes com a Coronavac, feito pelo Instituto Butantan, foi levantada pelo direitor de pesquisa clínica do Butantan, Ricardo Palacios, a hipótese de que uma dose de reforço para ampliar a ação da vacina contra o coronavírus poderia ser necessária.

 

“Existem grandes preocupações sobre como melhorar a duração da resposta imune, e uma das alternativas que tem sido considerada é uma dose de reforço, seja com a própria CoronaVac, seja com outros imunizantes”, afirmou Palacios.Logo, se instaurou a impressão de que a Coronavac em somente duas doses não seria o sufiente para gerar uma proteção contra o vírus. Contudo, o próprio Instituto Butantan se posicionou contrário a essa interpretação.

“O Butantan esclarece que não será necessária uma terceira dose da vacina contra a COVID-19. Afirmar isso é disseminar fake news. A Coronavac é segura e eficaz após o ciclo de duas doses e mais 15 dias, conforme apontam vários estudos”, publicou em sua página no Twitter.

 

O que foi defendido pelo instituto é uma dose reforço, imaginada para daqui um ano. Ainda assim, uma das possibilidades estudadas é complementar a coronavac com alguma outra vacina. O Instituto trabalha internamente no desenvolvimento de um imunizante contra a covid-19, a chamada ButanVac, que ainda está em fase de desenvolvimento e aguarda aprovação da Anvisa para ser testada em humanos.

 

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Equipe da UPA de Samambaia passa por treinamento sobre ventilação mecânica

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Ação fez parte de treinamento para enfermeiros da unidade de pronto-atendimento. Objetivo é capacitá-los para prestar atendimento mais rápido e eficiente a pacientes internados com covid-19

Posteriormente, enfermeiros participantes vão orientar o restante das equipes – (crédito: Davidyson Damasceno/Iges-DF)

Enfermeiros da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Samambaia receberam treinamento para reforçar os conhecimentos sobre manipulação de ventiladores pulmonares, aparelhos que aumentam a capacidade respiratória de pacientes com falta de ar. Com a atividade, a equipe poderá oferecer atendimento de maneira mais rápida a pacientes internados com covid-19.

As orientações partiram de fisioterapeutas do Hospital Regional de Samambaia (HRSam), gerido pela Secretaria de Saúde (SES-DF), para sete profissionais da UPA, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). A equipe recebeu treinamento sobre como identificar um quadro de necessidade dos aparelhos, como usar os botões e para manipulação correta do oxigênio.

Após a atividade, a equipe vai repassar as informações para outros 23 enfermeiros que trabalham na UPA. Atualmente, a unidade de Samambaia conta com sete ventiladores pulmonares, além de dois aparelhos de retaguarda disponibilizados pelo HRSam, em caso de necessidade.

Importância

Também conhecidos como ventiladores mecânicos, esses aparelhos permitem administrar a quantidade de ar necessária aos pulmões de pacientes com insuficiência respiratória. Eles ajudam a controlar a entrada de oxigênio e a saída de gás carbônico do organismo.

A indicação de uso do recurso varia de acordo com o nível de saturação de oxigênio do paciente, verificada por meio de um aparelho chamado oxímetro. Ventiladores pulmonares são necessários em casos de taxa abaixo de 94%.

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Saúde

Queiroga: Brasil terá 15,5 milhões de doses de vacina da Pfizer até junho

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Previsão subiu de 14 milhões de doses até junho para 15,5 milhões somando abril, maio e junho

Pfizer: a vacina já obteve o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser aplicada no país (Dado Ruvic/Reuters)

O Brasil receberá entre abril e junho 15,5 milhões de doses da vacina contra covid-19 da Pfizer, um aumento de 2 milhões de doses em relação ao previsto inicialmente, disse nesta quarta-feira o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“Uma boa notícia que é justamente a antecipação de doses da vacina Pfizer, fruto de uma ação direta do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o executivo principal da Pfizer, que resulta em 15,5 milhões de doses da Pfizer já em abril, maio e junho”, disse Queiroga em pronunciamento no Palácio do Planalto, após reunião do comitê de combate à pandemia de Covid-19.

“Ou seja, conseguimos antecipar no calendário anteriormente previsto das 100 milhões de doses, 2 milhões de doses da vacina da Pfizer que vai fortalecer o nosso calendário de vacinação”, acrescentou o ministro.

Nesta segunda-feira, 12, os ministérios das Relações Exteriores e da Saúde anunciaram em nota conjunta que o Brasil irá receber 842.800 doses da vacina contra covid-19 da Pfizer em junho por meio do consórcio global de acesso a imunizantes Covax Facility, da OMS.

A vacina da Pfizer já obteve o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicada no país, mas, por enquanto, o Brasil ainda não tem nenhuma dose do imunizante.

No inicio de 2020, a Pfizer disse ter oferecido 70 milhões de doses da vacina ao governo brasileiro, mas a oferta foi recusada. O Ministério da Saúde disse que as doses oferecidas pela Pfizer causariam “frustração” aos brasileiros.

Um dos impasses citados pelo Ministério da Saúde foi a exigência da farmacêutica em não ser responsabilizada por efeitos adversos graves do imunizante.

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Saúde

Butantan adia para maio entrega de 46 milhões de doses da CoronaVac

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Houve um atraso na chegada do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina importado da China, inicialmente previsto para a semana passada, mas que, segundo informação dada pelo presidente do Butantan na coletiva no palácio, chegará na próxima segunda-feira.

Funcionária coleta frascos contendo Coronavac, vacina da Sinovac contra coronavírus fabricada pelo Butantan. (Amanda Perobelli/Reuters)

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse nesta quarta-feira que a conclusão da entrega do primeiro contrato de 46 milhões de doses da CoronaVac para o Ministério da Saúde será feita em maio, não mais em abril como previsto inicialmente.

“Em maio, até o dia 10, nós entregaremos as 46 milhões, e já iniciamos a entrega dos 54 milhões adicionais”, disse Covas em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, ao qual o Butantan é vinculado.

O contrato do Butantan com o ministério prevê a entrega de 46 milhões de doses da vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac até o final de abril. Desse total, o instituto entregou até o momento 40,7 milhões de doses à pasta.

Entretanto, houve um atraso na chegada do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina importado da China, inicialmente previsto para a semana passada, mas que, segundo informação dada pelo presidente do Butantan na coletiva no palácio, chegará na próxima segunda-feira.

“Hoje nós recebemos a confirmação da chegada de 3 mil litros de matéria-prima para o dia 19, e isso permitirá a produção de mais de 5 milhões de doses que serão entregues para completar o primeiro contrato com o ministério e já iniciar o segundo contrato de 54 milhões”, afirmou.

O contrato do Butantan com o ministério prevê, após a conclusão da entrega de 46 milhões de doses, a venda de mais 54 milhões de doses da CoronaVac, que devem ser entregues contratualmente até setembro, mas que o instituto promete antecipar para agosto.

Mais cedo, em entrevista coletiva na sede do instituto, Covas disse que o Butantan também aguarda autorização do governo da China para a importação de um segundo lote de 3 mil litros de IFA, suficientes para mais de 5 milhões de doses. Inicialmente, o Butantan afirmava que esse segundo lote chegaria ainda em abril, mas como ainda não há autorização por Pequim, esse prazo não deve ser cumprido.

A CoronaVac responde atualmente pela esmagadora maioria das doses sendo aplicadas na campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, já que o envase de doses da vacina da AstraZeneca pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao governo federal, está atrasado.

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sexta-feira, 16 de abril de 2021

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