FRANCISCO LIMA NETO
FOLHAPRESS
Uma trabalhadora de um hospital público em Campinas, São Paulo, foi presa na manhã de quinta-feira (7) por supostamente ter proferido palavras racistas contra uma colega. Durante uma discussão, ela teria chamado a colega de “negra suja e com mau cheiro”.
O incidente aconteceu na Unidade Pediátrica Mário Gattinho, localizada na avenida das Amoreiras, no Parque Itália.
Conforme o registro policial, a vítima, uma técnica de enfermagem de 27 anos, estava na cozinha do hospital tomando café quando conversava com Dulcineia Aparecida Pires. Elas tiveram uma desavença e Dulcineia teria insultado a colega.
A Guarda Municipal foi chamada e Dulcineia confessou as agressões verbais. Mesmo na presença dos agentes, as ofensas continuaram.
As duas mulheres foram levadas ao 1º DP, no centro, onde o caso foi oficializado. Dulcineia foi presa em flagrante, sem possibilidade de fiança.
No dia seguinte (8), durante audiência de custódia, a liberdade provisória foi concedida a Dulcineia, com exigência de cumprir medidas cautelares. Ela deve comparecer a todas as etapas do processo, não pode deixar a cidade sem permissão e deve evitar contato com a vítima, direta ou indiretamente.
A Rede Mário Gatti anunciou o afastamento da funcionária e afirmou que ela enfrentará um processo ético e disciplinar, que pode resultar em demissão conforme a investigação da Polícia Civil.
A gestão do prefeito Dário Saadi garantiu suporte completo à vítima por meio dos serviços especializados da prefeitura.
A Prefeitura de Campinas condenou qualquer tipo de discriminação e disse que mantém políticas e canais para ações contra o racismo.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado como crime de injúria racial no 1º DP de Campinas, com investigação em andamento.
