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quarta-feira, 03/06/2026

EUA planejam taxar Brasil e outros 59 países por uso de trabalho forçado

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Em Brasília

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou, em 2 de junho, uma taxação extra para produtos importados de 60 países, incluindo o Brasil. As taxas variam entre 10% e 12,5%.

A investigação concluiu que 54 países, entre eles o Brasil, não implementaram medidas legais para impedir a importação de produtos feitos com trabalho forçado, e por isso enfrentarão uma tarifa de 12,5%. Essa lista inclui também China, Colômbia, Chile, Israel, Rússia, Reino Unido e Suíça.

Outros seis países foram considerados falhos na aplicação dessas leis, incluindo investigações e fiscalização, e por isso sofrerão uma taxa de 10%. Esses países são Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão.

Lista dos 54 países com tarifação de 12,5%

  • Argélia
  • Angola
  • Argentina
  • Austrália
  • Bahamas
  • Bahrein
  • Bangladesh
  • Brasil
  • Camboja
  • Chile
  • China
  • Colômbia
  • Costa Rica
  • República Dominicana
  • Egito
  • El Salvador
  • Guatemala
  • Guiana
  • Honduras
  • Hong Kong (China)
  • Índia
  • Iraque
  • Israel
  • Japão
  • Jordânia
  • Cazaquistão
  • Kuwait
  • Líbia
  • Malásia
  • Marrocos
  • Nova Zelândia
  • Nicarágua
  • Nigéria
  • Noruega
  • Omã
  • Peru
  • Filipinas
  • Catar
  • Rússia
  • Arábia Saudita
  • Singapura
  • África do Sul
  • Coreia do Sul
  • Sri Lanka
  • Suíça
  • Taiwan
  • Tailândia
  • Trinidad e Tobago
  • Turquia
  • Emirados Árabes Unidos
  • Reino Unido
  • Uruguai
  • Venezuela
  • Vietnã

Próximos passos e contextos

A recomendação do USTR será discutida em audiências públicas previstas para julho, e a decisão final sobre a aplicação dessas taxas cabe ao presidente Donald Trump.

Esta investigação segue outra que sugeriu uma taxação de 25% para importações brasileiras devido a práticas comerciais consideradas injustas pelos EUA. Segundo o relatório, certas ações e políticas brasileiras aumentam as dificuldades para o comércio dos EUA e podem gerar processos legais com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

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