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quarta-feira, 03/06/2026

EUA propõem 12,5% de taxa extra para produtos do Brasil

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Em Brasília

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) finalizou uma investigação comercial que envolve o Brasil e sugeriu a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

A investigação atingiu 60 países, avaliando falhas para impedir a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado nos EUA.

Essa decisão surge um dia após o órgão recomendar uma taxa de 25% para produtos brasileiros, visando práticas comerciais consideradas injustas, conforme anúncio divulgado no dia anterior.

Ambas as propostas ainda passarão por audiências públicas em julho antes da decisão final ser tomada.

As investigações, iniciadas em março, basearam-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, que combate práticas comerciais injustas ou discriminatórias.

Segundo o USTR, a ausência de mecanismos eficazes para barrar produtos feitos com trabalho forçado gera concorrência desleal para empresas e trabalhadoes americanos, justificando a taxa.

O Brasil está entre 54 países que, na avaliação dos EUA, não aplicam adequadamente a proibição à importação desses bens.

Outros países na lista incluem China, Argentina, Austrália, Japão, Reino Unido, Índia e África do Sul.

Lista completa dos países selecionados pelo USTR:

  1. Argélia
  2. Angola
  3. Argentina
  4. Austrália
  5. Bahamas
  6. Bahrein
  7. Bangladesh
  8. Brasil
  9. Camboja
  10. Chile
  11. República Popular da China
  12. Colômbia
  13. Costa Rica
  14. República Dominicana
  15. Egito
  16. El Salvador
  17. Guatemala
  18. Guiana
  19. Honduras
  20. Hong Kong
  21. Índia
  22. Iraque
  23. Israel
  24. Japão
  25. Jordânia
  26. Cazaquistão
  27. Kuwait
  28. Líbia
  29. Malásia
  30. Marrocos
  31. Nova Zelândia
  32. Nicarágua
  33. Nigéria
  34. Noruega
  35. Omã
  36. Peru
  37. Filipinas
  38. Catar
  39. Rússia
  40. Arábia Saudita
  41. Cingapura
  42. África do Sul
  43. Coréia do Sul
  44. Sri Lanka
  45. Suíça
  46. Taiwan
  47. Tailândia
  48. Trinidad e Tobago
  49. Turquia
  50. Emirados Árabes Unidos
  51. Reino Unido
  52. Uruguai
  53. Venezuela
  54. Vietnã

Além disso, seis outras regiões – Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão – não implementaram adequadamente a legislação contra o trabalho forçado.

Para os países com alguma medida contra esses produtos, a taxa sugerida é de 10%. Para os demais, como o Brasil, é de 12,5%.

O governo brasileiro já acompanhava a investigação e apresentou defesa em abril.

O relatório reconhece que o Brasil possui legislação e compromissos para combater o trabalho forçado, mas conclui que falta uma proibição clara para a importação desses bens no mercado interno.

Investigação Paralela Sobre o Pix

Um dia antes, o USTR concluiu outra investigação sobre o Brasil, recomendando uma taxa de 25% por práticas comerciais consideradas injustas, incluindo questões relacionadas ao Pix, sistema de pagamento instantâneo brasileiro.

Essa investigação avaliou temas como comércio digital, combate à corrupção, e políticas ambientais.

O relatório cita que o Brasil teria prejudicado empresas americanas que oferecem serviços de pagamento concorrentes ao Pix e mencionou questionamentos sobre decisões judiciais e políticas tarifárias brasileiras.

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