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ECMO: o aparelho que ajuda a salvar vidas na pandemia de coronavírus

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A tecnologia é utilizada em casos gravíssimos e funciona como um pulmão artificial

Um paciente com Covid-19 é é tratado em UTI do Centro ECMO em um hospital de Moscou, na Rússia. Reprodução/Reuters

A Covid-19 é uma doença sistêmica, ou seja, afeta várias partes do corpo. Entretanto, sua ação inicial e principal é nos pulmões. Em muitos pacientes, o vírus danifica o órgão de um jeito em que a pessoa não consegue respirar sozinha. É nessa fase que entram os equipamentos de suporte, como a cânula de oxigênio e o respirador.

O problema é que o ventilador mecânico apenas ajuda o paciente a respirar ao facilitar a entrada de oxigênio até os pulmões e a retirada do gás carbônico na expiração. Mas, em alguns casos, os alvéolos – pequenos sacos de ar responsáveis pela troca gasosa que oxigena o sangue – estão tão afetados que nem o ventilador mecânico é suficiente.

Nesses casos, há um último recurso: o ECMO, sigla em inglês para o procedimento chamado oxigenação por membrana extracorpórea. “Esse procedimento é usado em casos extremos, quando o doente não respondeu a nenhum recurso disponível anteriormente e esse é um dos últimos ou o último para mantê-lo vivo. Ele não é a cura, mas ajuda a manter a pessoa viva até que a doença passe”, explica o cirurgião cardíaco pediátrico do Incor Luiz Fernando Caneo, ex-presidente da Organização para Suporte Vital Extracorpóreo (Elso, na sigla em inglês) latino americana, responsável por interligar centros que oferecem o ECMO na América Latina.

O equipamento pode exercer simultaneamente a função do pulmão e do coração em pacientes em que um desses órgãos ou ambos – perdeu temporariamente a capacidade de realizar estas funções. “O equipamento tem uma bomba, que faz a vez do coração e um oxigenador que faz a vez do pulmão.”, Caneo.

Essa tecnologia já era usada em serviços de saúde de referência pelo Brasil e pelo mundo, mas era utilizada em situações específicas, como em cirurgias cardíacas, operações de grande porte ou durante transplantes de pulmão e coração. Agora, o equipamento ganhou nova importância e está sendo usado com frequência em pacientes com Covid-19 em serviços como o Hospital Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital das Clínicas. Estima-se que cerca de 50 pacientes com Covid-19 tenham sido submetidos ao procedimento em todo o Brasil.

O Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo diagnóstico do primeiro caso brasileiro do novo coronavírus em fevereiro e referência no tratamento da Covid-19 no país, adquiriu recentemente mais três equipamentos de ECMO. “São equipamentos de alta tecnologia e de grande complexidade. […]  Estes não estão presentes em todas as UTIs — nem do mundo, nem do nosso país. Já tínhamos algo semelhante, mas agora estamos ainda mais preparados para poder oferecer aos pacientes mais graves pela Covid-19 ou por outra doença que deteriore o pulmão uma chance maior de recuperação”, explica Sidney Klajner, presidente da instituição.

Como funciona

Praticamente, é como se a máquina “respirasse” pelo paciente. Ela drena o sangue de uma veia, remove o dióxido de carbono, acrescenta oxigênio, aquece o sangue e depois retorna o sangue para uma artéria. Ao oxigenar o sangue externamente, a máquina permite que o pulmão se recupere e o paciente tenha possibilidade de melhora. “O ventilador mecânico não substitui a função do pulmão do paciente, ele só fornece um fluxo de ar para o interior dos pulmões. Já este equipamento funciona como um pulmão adicional”, explica Celso Freitas, diretor médico da LivaNova, empresa global de tecnologia médica, que forneceu os novos equipamentos ao Hospital Albert Einstein.

Tão importante quanto o equipamento, é o treinamento dos profissionais de saúde em sua utilização. É necessário um cirurgião para inserir os dispositivos no pacientes, uma equipe clínica altamente treinada para operar a máquina e equipe de suporte para monitorar o paciente o tempo todo. “O maior problema hoje é a demanda aumentada por esses dispositivos e o treinamento das equipes multiprofissionais para usarem essa tecnologia. Isso não é uma coisa que pode ser feita da noite para o dia, tão pouco por centros que não se prepararam para oferecer esse tratamento antes da pandemia”, afirma Caneo.

Por ser um procedimento complexo e invasivo, sua principal indicação é para pacientes jovens, com lesão pulmonar grave. E é um tratamento longo. Os pacientes costumam ficar pelo menos 15 dias nesse suporte.

“A ECMO ocupa hoje um importante papel no aumento da sobrevida dos pacientes. Em todas as pandemias anteriores, a ECMO surgiu como apoio para pacientes com insuficiência respiratória aguda grave. Na pandemia de H1N1, por exemplo, hospitais que ofereceram ECMO ao paciente tiveram maior taxa de recuperação do que aqueles sem essa tecnologia.”, diz o cirurgião cardíaco Luiz Caneo.

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Saúde

Novo coronavírus causa alterações anormais no coração dos infectados

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Dos analisados, 55% apresentaram problemas no coração, e um em cada sete apresentou sinais de “anormalidades severas, diz pesquisa

Coração: órgão pode ser severamente afetado em casos de covid-19 (MEHAU KULYK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

Um estudo conduzido pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, descobriu que o novo coronavírus é capaz de causar alterações anormais no coração dos infectados. Em casos mais graves, a doença foi capaz de atrapalhar a capacidade do órgão de bombear sangue, o que levou algumas pessoas a ter falhas ameaçadoras no coração.

A pesquisa foi feita por meio da análise de ecocardiogramas de mais de 1.200 pacientes em 69 países. Dos analisados, 55% apresentaram problemas no coração, e um em cada sete apresentou sinais de “anormalidades severas”. A maioria deles não tinha nenhum problema prévio no órgão.

Segundo o estudo, mais de 1/3 dos pacientes sofre problemas nos ventrículos, as câmaras do coração, 3% sofrem ataques do coração e outros 3% passam por inflamações nos tecidos do órgão. As análises também mostraram que um em cada três doentes passou por mudanças no tratamento contra a covid-19 por conta dos efeitos cardíacos.

As descobertas, portanto, podem ajudar os médicos a considerar tratamentos adicionais para impedir que os pacientes sofram problemas cardíacos graves, e também trazem luz ao fato de que o SARS-CoV-2 é capaz de afetar outros órgãos além dos pulmões.

Os pesquisadores publicaram as descobertas no site da fundação British Heart Foundation.

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Como uma pessoa isolada em quarentena passou covid-19 para 71 pessoas

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Segundo um artigo publicado no site do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, provável de contaminação foi o elevador do prédio

Coronavírus: elevador pode ser a fonte de contágio (Getty Images/Getty Images)

Uma pessoa voltou à China após uma viagem para outro país. Sem sintoma algum do novo coronavírus, ela fez quarentena e distanciamento social dentro de casa, apenas para prevenir. Apesar disso, conseguiu infectar 71 pessoas.

Mas como isso aconteceu?

Segundo um artigo publicado na revista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, a provável fonte de contaminação foi o elevador do prédio no qual eles moravam. Um dos infectados foi o vizinho de baixo do assintomático. Eles não usaram o elevador ao mesmo tempo e também não tiveram contato próximo. Pouco tempo depois, a mãe dessa pessoa e o namorado dormiram na casa do segundo infectado. Depois disso, a mãe e o namorado foram para uma festa juntos e infectaram outras três pessoas.

Dessas três, uma teve um AVC e foi internada — sem saber que tinha coronavírus. No hospital, compartilhou utensílios com outros pacientes e foi responsável pelo contágio de outras 28 pessoas. No fim das contas, 71 ficaram doentes — o que mostra a alta capacidade da covid-19 de se espalhar e permanecer nas superfícies.

Em alguns prédios em São Paulo, o uso de máscaras se tornou obrigatório. Em 2 de julho, a Secretária de Saúde do Estado de São Paulo confirmou que condomínios residenciais e comerciais poderão ser multados se moradores ou funcionários não utilizarem máscaras de proteção. A multa só será aplicada em casos de denúncia.

Seria o caso de um superespalhador?

Essas pessoas de contágio mais alto têm nome e definição. São os superspreaders (“superespalhadores” na tradução livre). Por fatores genéticos não identificados, se tornam mais contagiosas do que as outras e dessa forma podem contaminar um número maior de indivíduos.

Para entender o conceito é bastante simples: basta pensar em uma carona hipotética, na qual o motorista está infectado, mas não sabe ou tem sintomas muito leves, e outras quatro pessoas estão no carro com ele. Em um passeio rápido, todos ficam doentes também.

Esse superspreader, então, vai à festa de um colega de trabalho e, entre uma cerveja e outra, contamina mais dez pessoas. Entre essas 14 contaminadas, alguma outra pode ter o mesmo alto poder de espalhamento da doença. Aí essa outra pessoa pega um metrô cheio em São Paulo e, sem máscara, consegue contaminar todo mundo que está no mesmo vagão.

De tal forma, todos ficam infectados em uma reação em cadeia. É como quando você derruba uma fileira de peça de dominós.

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Mistério no mar: como 57 marinheiros isolados pegaram coronavírus

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O caso aconteceu na Argentina. Contaminação da equipe que tinha 61 integrantes é um mistério para o país

Argentina: contaminação de marinheiros é um mistério para o país (Carol Smiljan/Getty Images)

Um mistério acerca do novo coronavírus está dominando a Argentina. Tudo porque um grupo de 61 marinheiros passou mais de 35 dias no mar e, quando desembarcaram, todos tiveram testes negativos para a covid-19 e foram colocados em quarentena de 14 dias em um hotel na cidade argentina de Ushuaia. Depois de alguns dias, 57 dos 61 marinheiros estavam infectados pela doença.

Dois outros tiveram testes negativos novamente, enquanto outros dois ainda estão aguardando os resultados. Outros dois foram hospitalizados por conta dos efeitos do vírus.

“É díficil saber como essa equipe foi infectada, considerando que por 35 dias eles não tiveram contato com a terra e que todos seus suprimentos foram trazidos pelo porto de Ushuaia”, disse Alejandra Alfaro, diretora de saúde da área da Tierra Del Fogo em entrevista à agência de notícias AFP.

Segundo ela, um time está estudando como foi a cronologia do contágio e dos sintomas dos 57 infectados.

Para o chefe da área de doenças infecciosas do Hospital Regional de Ushuaia, Leandro Ballatore, também em entrevista à agência de notícias AFP, esse é um caso “que escapa todas as descrições em publicações porque um período de incubação tão longo não foi descrito em nenhum lugar”.

Em média, o tempo de incubação da covid-19 é de cinco dias, com intervalos de até 12 dias. Durante esse período, os sintomas já aparecem.

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Saúde

OMS: hidroxicloroquina só deve ser usada sob estrita supervisão médica

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Medicamento contra malária não tem eficácia cientificamente comprovada para tratar a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus

Cloroquina: OMS suspendeu no mês passado por falta de benefícios para os pacientes (Brasil2/Getty Images)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou nesta sexta-feira um aumento recorde diário em casos de coronavírus no mundo, com 228.102 novas infecções em 24 horas.

Os países com os maiores números de novos casos foram Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul, de acordo com um relatório diário.

O recorde anterior da OMS para novos casos em 24 horas era de 212.326 infecções, em 4 de julho. As mortes permaneceram estáveis, em cerca de 5.000 por dia.

Os casos globais de coronavírus excederam 12 milhões na quarta-feira, de acordo com uma contagem da Reuters, superando outra marca na disseminação de uma doença que já matou mais de 555.000 pessoas em sete meses.

OMS também registrou nesta sexta-feira um aumento recorde diário em casos de coronavírus no mundo, com 228.102 novas infecções em 24 horas.

Os países com os maiores números de novos casos foram Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul, de acordo com um relatório diário.

O recorde anterior da OMS para novos casos em 24 horas era de 212.326 infecções, em 4 de julho. As mortes permaneceram estáveis, em cerca de 5.000 por dia.

Os casos globais de coronavírus excederam 12 milhões na quarta-feira, de acordo com uma contagem da Reuters, superando outra marca na disseminação de uma doença que já matou mais de 555.000 pessoas em sete meses.

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China alerta para nova pneumonia mais mortal que a covid-19

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Nova epidemia já teria matado 1.772 pessoas e infectado mais de 100.000 pessoas no Cazaquistão. Governo local diz que alerta é equivocado

China: segundo a embaixada, mais de 100 mil pessoas já foram contaminadas por essa nova pneumonia (cnsphoto/Reuters)

Um novo surto de doença respiratória, potencialmente mais letal que a covid-19, pode estar começando na Ásia.

A embaixada chinesa no Cazaquistão alertou ontem seus cidadãos no país sobre uma nova “pneumonia desconhecida”.

Segundo a China, no primeiro semestre deste ano 1.772 pessoas morreram da doença este ano, 628 delas apenas em junho. Cerca de 100.000 pessoas já teriam sido contaminadas.

“Essa taxa de mortalidade da doença é muito maior que a da covid-19 e as autoridades do Cazaquistão estão conduzindo um estudo comparativo do vírus sobre o qual ainda não há definição”, afirmou a embaixada chinesa, segundo o jornal South China Morning Post

O ministro da Saúde do Cazaquistão respondeu nesta sexta-feira, pelo Facebook. Alexei Tsoi afirmou que a informação divulgada pela China é “incorreta”.

Segundo ele, a conta oficial inclui todos os tipos de pneumonias já conhecidas, incluindo as causadas por vírus e bactérias.

Ele não especificou quantos dos casos tratados como pneumonia podem na verdade ser de covid-19, nem entrou em detalhes sobre se há ou não uma nova doença em circulação no país.

A Organização Mundial da Saúde afirmou ao diário chinês que tem conhecimento apenas da circulação da covid-19 no Cazaquistão, e que a doença causada pelo novo coronavírus pode explicar o aumento nos casos de pneumonia no país.

Segundo a CNN, a capital do país, Nursultan, mais que dobrou os casos de pneumonia em relação a junho de 2020. A China afirmou que pretende trabalhar junto com o país no combate ao surto.

O Cazaquistão tem oficialmente 50.000 casos de covid-19, e recentemente adotou medidas mais rigorosas de distanciamento social após um avanço no contágio — a quinta-feira foi o dia com mais novos casos, 1.962.

Romper a cortina de fumaça em torno do Cazaquistão não deve ser fácil. O país é um dos mais fechados do mundo. A capital foi rebatizada com o atual nome ano passado, em homenagem a Nursultan Nazabayev, que deixou o cargo um dia antes após governar o país desde o fim da União Soviética, 30 anos atrás.

Ele ainda é presidente do Conselho de Segurança e chefe do partido que domina o parlamento, o que lhe garante poder total sobre o país da Ásia Central. O Cazaquistão tem 17 milhões de habitantes e faz fronteira, entre outros, com a China e a Rússia (onde o atual presidente, Vladimir Putin, acabou de passar uma lei que lhe permite ficar no poder por mais duas décadas).

 

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Remdesivir reduziu mortalidade de coronavírus em 62%, diz Gilead

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Com a novidade, as ações da Gilead subiram em 17% e impulsionaram o Ibovespa; teste clínico ainda será realizado para confirmar efeitos

Frasco de remdesivir: indicação para quem já foi infectado pelo coronavírus (Ulrich Perrey/Reuters)

 

A biofarmacêutica americana Gilead Sciences anunciou nesta sexta-feira (10) dados adicionais sobre o antiviral experimental remdesivir, primeiro tratamento promissor na luta contra o novo coronavírus.

Entre eles está o fato de que o remédio apresentou uma redução de 62% no risco de mortalidade em casos do vírus, dado que ainda precisa ser confirmado em estudos clínicos — uma vez que ele foi totalmente comparativo com dados do que é chamado de Real-World Cohort (grupo do mundo real, em tradução livre). Ou seja, que não estavam sendo controlados pelos pesquisadores.

A análise feita pela Gilead foi do ensaio SIMPLE-Grave, em Fase 3 de testes, que incluiu 312 pacientes tratados com a medicação e outros 818 com características parecidas, mas que receberam os tratamentos padrão contra a covid-19.

Em pacientes tratados com a droga, a a taxa de mortalidade ficou em 7,4% no 14º dia da infecção. Já o outro grupo teve uma taxa de mortalidade de 12,5%.

Os resultados da análise comparativa também mostraram que 74,4% dos pacientes tratados com remdesivir se recuperaram na segunda semana, versus 59% dos pacientes que recebem tratamento padrão.

A maioria dos pacientes estava na América do Norte, na Europa e na Ásia. A pesquisa também verificou os efeitos da medicação nos pacientes que são de grupos considerados marginalizados nos Estados Unidos, como hispânicos e negros.

A pesquisa criou uma escalda de 0 a 7 que mediu a progressão da recuperação desses pacientes. Se houvesse uma melhora de dois pontos, poderia ser considerado que o remdesivir gerou algum resultado positivo.  Entre esses grupos, as taxas de melhora clínica no dia 14 foram de 84% em pacientes afro-americanos, 76% em pacientes brancos hispânicos, 67% em pacientes asiáticos, 67% em pacientes brancos não-hispânicos e 63% por cento em pacientes que não se identificaram com nenhum desses grupos.

Com a novidade, as ações da Gilead subiram em 17% e impulsionaram o Ibovespa.

Empresa apresentará os resultados na Conferência Virtual COVID19 como parte da 23ª Conferência Internacional sobre Aids.

O que é o remdesivir?

O remdesivir é um produto antiviral que está sendo estudado em vários ensaios clínicos internacionais em andamento. Em reconhecimento à atual emergência de saúde pública e com base nos dados clínicos disponíveis, o status de aprovação do remdesivir varia de acordo com o país.

Nos países em que o remdesivir não foi aprovado pela autoridade regional de saúde, o remdesivir é um medicamento experimental e a segurança e eficácia do remdesivir não foram estabelecidas.

No Estados Unidos, o remdesivir recebeu uma autorização emergencial apenas para o tratamento de pacientes com suspeita ou infecção por covid-19 grave.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

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