20.4 C
Brasília
sexta-feira, 12/06/2026

Dólar cai e Bolsa sobe com inflação e Oriente Médio em foco

Brasília
chuva fraca
20.4 ° C
20.4 °
20.4 °
73 %
1.1kmh
100 %
sex
20 °
sáb
27 °
dom
26 °
seg
29 °
ter
28 °

Em Brasília

O dólar recuou nesta sexta-feira (12), com a expectativa de um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto a Bolsa de Valores subiu.

Os investidores também analisam os novos dados de inflação divulgados pelo IBGE. Até as 12h14, o dólar caiu 0,56%, cotado a R$ 5,070, e a Bolsa avançou 0,31%, atingindo 172.045 pontos.

O mercado está animado com a possibilidade de um cessar-fogo na guerra do Oriente Médio. O presidente Donald Trump anunciou que cancelou ataques contra Teerã, pois o acordo foi aprovado pelos líderes iranianos e outros países envolvidos.

Donald Trump afirmou que o acordo é ótimo e garante que o Irã não terá armas nucleares. No entanto, a agência iraniana Irna e o porta-voz Esmaeil Baghaei alertam que ainda não há uma decisão final sobre o acordo e que detalhes serão discutidos após a assinatura.

O levantamento do programa nuclear persa continua sendo um ponto crítico entre os países, gerando dúvidas sobre a efetividade do acordo.

Donald Trump declarou que os comentários do Irã são falsos e que não há negociação honesta com eles.

Esse possível cessar-fogo trouxe otimismo global, valorizando ativos de risco, incluindo a estreia da SpaceX na Bolsa de Nova York, cujo IPO foi o maior da história. A empresa deve iniciar negociações no meio do pregão para equilibrar oferta e demanda.

Samuel Kerr, diretor global de mercados de capitais, espera que as ações da SpaceX tenham um aumento imediato nas negociações, talvez acima de 20%.

Esse evento serve para avaliar o interesse do mercado em novas empresas, especialmente no setor de inteligência artificial, onde empresas como OpenAI e Anthropic planejam abrir capital.

Os índices norte-americanos S&P500, Nasdaq e Dow Jones fecharam com altas de 0,1%, 0,3% e 0,9%, respectivamente.

No Brasil, o IPCA mostrou que a inflação desacelerou para 0,58% em maio, menor que abril, mas ainda a maior para o mês em cinco anos, devido ao aumento dos preços de alimentos e energia elétrica.

O acumulado dos últimos 12 meses até maio chegou a 4,72%, ultrapassando o teto da meta de inflação do Banco Central de 4,5%, algo não visto desde outubro do ano passado.

Segundo o economista sênior André Valério, com o petróleo abaixo de US$ 100, a principal pressão na inflação vem dos alimentos, especialmente com a expectativa de acordo entre Irã e EUA que afete o estreito de Hormuz.

A inflação dos alimentos deve continuar alta devido ao início do fenômeno climático El Niño, que pode causar desastres naturais.

Para a próxima reunião do Copom em junho, a previsão é de corte de 0,25 ponto na taxa Selic, que atualmente está em 14,5% ao ano.

André Valério também comentou que após essa reunião o cenário será analisado caso a caso, com possibilidade de cortes graduais até o fim do ano, mas com risco de interrupção precoce.

Veja Também