O Distrito Federal expandiu e consolidou uma ampla rede de ensino rural, contando atualmente com 85 escolas distribuídas em áreas como Planaltina, Paranoá, Brazlândia e Ceilândia. Esta infraestrutura reforça a presença da educação pública em regiões onde a distância para centros urbanos pode ser um desafio, promovendo segurança, continuidade dos estudos e o fortalecimento dos laços comunitários locais.
As atividades realizadas em comemoração ao Dia do Campo mobilizaram estudantes, professores e famílias, ressaltando a importância dessas unidades como espaços de aprendizagem e convivência. No Centro de Ensino Fundamental Bonsucesso, por exemplo, mais de 500 estudantes participaram de caminhada coletiva e ações voltadas para a conscientização ambiental e qualidade de vida.
O estudante Miguel Gonçalves destacou a relevância de aprender em contato direto com o meio ambiente, ampliando a visão sobre o território onde vivem. A proposta aproxima o ensino das vivências práticas, valorizando o lugar de origem dos estudantes.
Em Samambaia, na Escola Classe Guariroba, os alunos criaram maquetes que representavam moradias e elementos do cotidiano local, proporcionando uma aproximação entre conhecimento pedagógico e experiência prática, reunindo familiares e moradores da região.
Para Luciete Moura, mãe de um estudante da rede, a existência da escola na área rural traz mais segurança e fortalece o vínculo com professores e comunidade. No âmbito de Ceilândia, todas as escolas rurais promoveram atividades temáticas, reforçando o papel dessas instituições na valorização cultural e territorial.
Segundo a coordenadora das Instituições de Ensino do Campo de Ceilândia, Thailisa Katiele Batista de Oliveira, as celebrações reconhecem a trajetória dessas comunidades e valorizam uma educação alinhada à cultura local e às experiências dos estudantes, sendo fundamental para garantir acesso, permanência e aprendizado.
A rede vai além dos números ao integrar práticas pedagógicas que dialogam com a realidade rural, promovendo educação ambiental e valorização do território, o que contribui para a redução das desigualdades e fortalecimento do vínculo entre estudante e escola.
Assim, o Distrito Federal mantém a educação do campo como uma política estruturante, essencial para o presente e futuro das comunidades rurais, garantindo que o ensino esteja próximo de casa e alinhado às necessidades locais.
