O Distrito Federal se destaca nacionalmente pela maior oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e de médicos intensivistas. Levantamento recente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) revela que a região possui cerca de 76,68 leitos de UTI para cada 100 mil habitantes, ultrapassando em mais do que o dobro a média do país. Além disso, apresenta a maior concentração de especialistas, com 14,06 médicos intensivistas por 100 mil habitantes.
Esse resultado positivo está diretamente ligado à ampliação constante da rede pública de saúde, com apoio de credenciamentos na iniciativa privada, o que fortalece o atendimento de casos graves de forma eficiente e organizada. Raquel Mesquita, subsecretária de Atenção à Saúde, destaca que, nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 83% nos leitos de UTI adulto e 52% nos pediátricos.
O reforço na pediatria é especialmente importante no período entre março e julho, quando ocorre aumento de doenças respiratórias em crianças. O DF implementa um planejamento antecipado para esse período, com ações específicas voltadas para o monitoramento e o aumento da capacidade de atendimento da rede. Raquel Mesquita comenta que essa expansão garante que a assistência pediátrica suporte o período de maior pressão sobre os leitos.
No dia a dia dos hospitais, profissionais da área comprovam o funcionamento eficiente da rede. O médico intensivista Diogo Tobias, que atua no Hospital Regional de Santa Maria, relata que a infraestrutura e a regulação do sistema funcionam de maneira organizada, permitindo que pacientes em situação grave tenham acesso rápido e justo aos leitos necessários.
A modernização dos equipamentos chamou a atenção, como a aquisição de um novo tomógrafo no Hospital Regional de Santa Maria, que realiza até 200 exames diários, contribuindo para diagnósticos ágeis e tomadas de decisão rápidas.
Em relatos pessoais, familiares de pacientes destacam o atendimento humanizado e multidisciplinar. A fisioterapeuta Raquel Schmidt Dewes conta que o pai, Irineu José Dewes, recebeu atendimento rápido e integrado após um infarto, envolvendo médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, técnicos e assistentes sociais, o que foi fundamental para sua recuperação. O ambiente seguro e profissional transmitiu confiança e tranquilidade à família.
Outras histórias, como a de Jamile Eduarda de Sousa Rosa, evidenciam a qualidade da rede em cuidados prolongados. Seu filho prematuro, com 23 semanas, passou meses na UTI e unidades intermediárias neonatais, recebendo um atendimento qualificado e suporte completo para mãe e bebê durante todo o período.
Esses avanços evidenciam como o DF não apenas investiu em infraestrutura, mas também promoveu o desenvolvimento de uma equipe capacitada e dedicada, consolidando-se como referência na assistência intensiva no Brasil.
