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terça-feira, 12/05/2026

Defesa afirma que Ministério Público reconheceu a inocência dos jovens no caso do cão Orelha

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CARLOS VILLELA
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS)

A equipe de defesa do jovem acusado pela Polícia Civil de Santa Catarina de agredir o cão chamado Orelha se pronunciou na tarde desta terça-feira (12) sobre o pedido do Ministério Público para encerrar o processo.

A Promotoria destacou que não existem provas suficientes que liguem o jovem ao episódio e garantiu que não foi comprovada agressão ao animal.

“Desde o começo das apurações, nunca apareceram provas — vídeo, fotos, depoimentos ou exames técnicos — que sustentassem as sérias acusações feitas contra os adolescentes”, afirmou a defesa em comunicado enviado à imprensa.

De acordo com o advogado Alexandre Kale, que representa o jovem, o pedido do Ministério Público mostra que os adolescentes investigados são inocentes, inclusive aqueles que foram investigados mas não receberam nenhuma acusação formal ao fim do inquérito.

A defesa também relatou que os jovens e suas famílias tiveram suas identidades expostas ilegalmente e foram vítimas de notícias falsas, sofrendo ataques virtuais.

“A pressa em fazer acusações, sem provas sólidas, criou uma história falsa que prejudicou profundamente a vida dos jovens e de suas famílias”, diz o comunicado.

Na terça-feira (12), o Ministério Público de Santa Catarina confirmou que pediu o encerramento das investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, em janeiro deste ano.

Mais de 2.000 provas foram analisadas e indicaram que os adolescentes e o cão não estavam juntos no momento em que a Polícia Civil alegou que a agressão teria acontecido.

O órgão também informou que a morte do cachorro está relacionada a problemas de saúde que ele já tinha, e não por agressão.

A Polícia Civil havia solicitado, em fevereiro, que o jovem fosse internado por suspeita da agressão. Entretanto, essa punição não é prevista na lei para menores de idade.

Além disso, dois pais e um tio dos jovens foram investigados sob suspeita de pressionar testemunhas, especificamente um porteiro de condomínio.

A Promotoria esclareceu que as provas mostraram que não houve essa pressão e que a suposta discussão teve origem em um desentendimento antigo entre o porteiro e dois adolescentes, não ligado à morte do cão Orelha.

A Polícia Civil, procurada, afirmou que concluiu as investigações e entregou os documentos à Promotoria. “Assim, qualquer posicionamento sobre o arquivamento do caso é responsabilidade exclusiva do Ministério Público”, informou em nota.

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