O mês de março marca o começo de uma época em que as doenças respiratórias virais são mais comuns, deixando muitos pais e responsáveis preocupados. Isso significa que sintomas como tosse, coriza, dor na garganta, catarro e febre aparecem com mais frequência, exigindo mais cuidado e prevenção.
Esta época não está ligada a uma única doença, mas a um aumento nas chamadas síndromes gripais, que incluem sintomas como tosse, coriza, dor de garganta, congestão nasal, febre, dor de cabeça, dores no corpo e calafrios que surgem nos últimos sete dias.
Nos casos mais sérios, a situação pode evoluir para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quando a pessoa apresenta dificuldade para respirar, respiração rápida e baixa oxigenação no sangue.
Camila Damasceno, médica especialista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, orienta a ficar atento a sinais como dificuldade para respirar, respiração rápida ou chiado, fraqueza intensa e sensação de desmaio.
Também destaca que a febre persistente por mais de 72 horas ou que volta após ter passado por 48 horas deve ser avaliada. Sintomas como convulsões ou confusão mental são graves e precisam de atenção imediata.
Para sintomas leves, o ideal é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e orientação. Em casos graves, é importante buscar atendimento emergencial em uma UPA ou pronto-socorro, especialmente quando a UBS estiver fechada.
Aumento dos casos
Recentemente, houve mais de 21 mil casos de SRAG no Distrito Federal. Entre 2024 e 2025, os casos aumentaram 25%, com 6.500 em 2024 e 8.000 em 2025, mostrando que os vírus estão circulando novamente.
O aumento ocorre principalmente entre março e julho, devido ao clima frio e seco, que facilita a propagação dos vírus e resseca as vias respiratórias, tornando o corpo mais vulnerável. O fato de as pessoas se manterem em ambientes fechados e pouco ventilados também favorece a transmissão.
Crianças menores de cinco anos e idosos são os mais vulneráveis ao agravamento das doenças respiratórias, pois têm o sistema imunológico mais fraco ou menos desenvolvido.
Prevenção e cuidados
A vacinação é a melhor forma de evitar casos graves e diminuir o número de infecções e mortes causadas pelos vírus respiratórios.
Além da vacina, hábitos diários são essenciais para evitar a transmissão, como lavar as mãos frequentemente, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações e isolar quem estiver doente.
Na rede pública de saúde do Distrito Federal, as vacinas contra essas doenças são oferecidas gratuitamente para a população.
