O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, disse hoje que aceitará o cessar-fogo previsto para começar à noite, apenas se Israel interromper os ataques contra o Líbano.
Essa informação foi dada à CNN Internacional por Ibrahim Moussawi, que faz parte do lado político do grupo militar.
“Nós seguiremos o cessar-fogo, desde que as forças israelenses parem suas ações e não o quebrem”, declarou Moussawi.
Cessar-fogo entre Israel e Líbano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo de cessar-fogo é resultado de conversas feitas em Washington, mediatizadas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e contou com representantes dos dois países.
Trump também disse que pediu ao vice-presidente, JD Vance, e à equipe de segurança nacional para trabalharem em uma solução que dure mais tempo.
Michel Aoun, presidente do Líbano, chamou o cessar-fogo de um “ponto inicial” para que o Líbano e Israel possam ter negociações diretas, algo que não acontece desde 1983.
Aoun ressaltou que é preciso parar ataques contra civis e evitar mais destruição no sul do país.
O acordo também tem consequências para a região: o Irã indicou que a parada das lutas no Líbano é um passo para avanços em negociações maiores no Oriente Médio.
No entanto, Naim Qassem, líder do Hezbollah, criticou as conversas, dizendo que são “inúteis” e que qualquer decisão deve ser aceita por todos no Líbano.
