A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) uniram forças para garantir o uso correto e seguro das chamadas canetas para emagrecer, que possuem medicamentos que agem nos receptores GLP-1.
Esses órgãos pretendem evitar problemas causados por produtos e práticas irregulares, como importação, manipulação e venda fora das regras dessas canetas. A Anvisa explicou que o trabalho conjunto incluirá troca de informações, alinhamento técnico e ações educativas, com foco na prescrição responsável, acompanhamento de efeitos colaterais e campanhas para orientar profissionais de saúde e o público.
O documento destaca a preocupação com o crescente uso desses medicamentos, originalmente criados para tratar diabetes e obesidade, mas que têm sido usados de formas inadequadas, colocando em risco a saúde dos pacientes.
Ainda esta semana, a Anvisa deve divulgar regras para criar dois grupos de trabalho: um para governança e outro para discutir as questões técnicas com representantes dos conselhos.
Também recentemente, a Anvisa proibiu a venda e uso dos medicamentos Gluconex e Tirzedral por não terem registro e origem confiável, garantindo a segurança dos consumidores.
Além disso, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um casal com mil frascos contrabandeados dessas canetas e outros produtos, em ação contra o comércio ilegal.
Em fevereiro, a Anvisa alertou sobre os riscos do uso indevido de medicamentos como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Mesmo indicados nas bulas, os efeitos sérios como pancreatite aguda têm aumentado, exigindo acompanhamento médico rigoroso e uso somente com prescrição adequada.
