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Cinco municípios em quatro estados elegem novos prefeitos

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Mandatos irão até 31 de dezembro de 2024

© Antonio Augusto/Ascom/TSE.

Cinco municípios brasileiros elegeram nesse domingo (12) novos prefeitos em eleições suplementares. Além de Silva Jardim e Santa Maria Madalena, no Rio de Janeiro, foram realizadas novas eleições para o executivo municipal em Campo Grande (AL), Pedra do Anta (MG) e Gado Bravo (PB).

Em Silva Jardim, foram constatadas irregularidades em um dos partidos integrantes da chapa vencedora na eleição municipal de 2020. Nos demais municípios, os vencedores em 2020 tiveram suas candidaturas indeferidas.

Em Santa Maria Madalena, Nilson José (DEM) foi eleito com 3.527 votos (50,82% dos votos válidos). Já em Silva Jardim, Maira de Jaime (PROS) venceu a disputa com 5.273 votos (37,99%).

Na cidade mineira de Pedra do Anta, Eduardo José Viana (PL) elegeu-se com 1.849 votos (72,23%). Em Gado Bravo, o eleito foi Marcelo Jorge (PL), com 3.613 votos (62,58%). Já na alagoana Campo Grande, Teo Higino (Republicanos) conquistou 3.270 votos (49,83%) e foi eleito prefeito.

Os prefeitos eleitos ontem exercerão seus mandatos até 31 de dezembro de 2024. Agência Brasil

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Alerta para a negligência no cuidado ao câncer de mama em idosas

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Especialistas afirmam que elas não recebem a atenção necessária e traçam diretrizes para o combate do tumor que mais mata a população feminina mais velha

Em pacientes idosas, o tumor costuma ser diagnosticado em estágio mais avançado iStock/Getty Images.

O risco de câncer de mama é proporcional à idade e com o envelhecimento da população é cada vez mais frequente o aparecimento da doença após os 70 anos. Existem tendências a diminuir o tratamento neste grupo e isto pode prejudicar as chances de cura. Na maioria das vezes, a mulher dita “idosa” pode ser tratada da mesma forma que aquelas mais jovens.

A primeira questão a ser respondida é: quem é a idosa? Segundo a lei brasileira, as pessoas acima de 60 anos já estão idosas. Já a Organização Mundial de Saúde sugere 65 anos. Na maior parte dos estudos médicos, as pacientes com mais de 70 anos são consideradas idosas.

Porém, a grande questão não é a quantidade de anos vividos. O aspecto a ser levado em conta é a presença de doenças associadas, pois isto que realmente impacta a vida. Obviamente, as pessoas mais velhas tendem a ter maior número de doenças e usar maior quantidade de medicações.

Frequentemente os médicos se deparam com casos em pessoas de idade avançada em que a própria família questiona se o tratamento será mesmo necessário ou se não irá causar mais danos que a própria doença. Este conceito, de modo geral, está errado. A maioria destas pacientes irá se beneficiar do tratamento e as eventuais omissões podem diminuir a expectativa e a qualidade de vida.

Outra lenda sobre o assunto é que independente do tratamento, a pessoa idosa tenderia a morrer de outras causas e isto não seria alterado. Na verdade, mesmo as pacientes acima de 70 anos com tumores mamários iniciais têm risco quase 20% de morte por câncer de mama. Em média, metade das mulheres idosas com câncer de mama morrem desta doença e não de outras moléstias.

Para piorar, ao avaliarmos exclusivamente a mortalidade por câncer de mama, notamos que as mulheres idosas têm menor chance de cura que as jovens. Isto ocorre principalmente por 2 razões: atraso no diagnóstico e omissão de tratamentos.

De modo geral, as mulheres acima de 70 anos não costumam fazer mamografia de rotina. E muitas vezes tendem a não reportar sintomas mamários, tais como nódulos. Isto faz com que grande parte dos tumores nesta idade seja detectada em estágios maiores que as mulheres mais jovens.

O tratamento deve seguir os mesmos preceitos das mulheres mais jovens, exceto obviamente em situações de impossibilidade clínica. As cirurgias conservadoras da mama são sempre preferenciais. Nos casos de mastectomia a reconstrução pode ser discutida.

A radioterapia apresenta poucos efeitos colaterais e reduz consideravelmente o risco de um novo câncer na mesma mama. As chances de cura não se alteram com este tratamento, que pode ser dispensado em pessoas com mobilidade reduzida e tumores de bom prognóstico.

O tratamento com medicamentos é mais complexo. As pessoas idosas têm maior risco de problemas cardíacos e na medula óssea, onde são produzidos glóbulos vermelhos e brancos. Sendo assim, a quimioterapia é bastante discutida, pois os efeitos colaterais podem ser graves. Já o bloqueio hormonal e as terapias alvo são geralmente bem toleradas e usadas rotineiramente.

De modo geral o tratamento do câncer de mama na mulher idosa deve seguir as mesmas diretrizes usadas na população geral. Obviamente, quando existirem limitações clínicas, podemos fazer adaptações e diminuição desta terapia.

 

 

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Camil compra Seleto e entra no ramo do café

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Empresa fechou acordo para aquisição da marca com a holandesa JDE, dona dos cafés Pilão, Pelé e Caboblo

Café: Camil entrou para o setor com a compra da marca de cafés Seleto. (Nacho Doce/Reuters)

A gigante do ramo de alimentos não perecíveis Camil anunciou ao mercado na noite desta segunda-feira a aquisição da marca de cafés Seleto, até então de propriedade da JDE (Jacobs Douwe Egberts) Brasil. Os valores da transação não foram divulgados.

A compra ainda precisa ser aprovada pelo Cade (órgão antitruste brasileiro). A transação marca a entrada da Camil no ramo do café, e ocorre um mês após outro movimento similar: o da aquisição, por R$410 milhões, da fabricante de massas Santa Amália. Com o negócio, a Camil ingressou na cadeia do trigo.

A Camil hoje atua nas áreas de grãos, pescados (com a marca Coqueiro), e açúcar (é dona das marcas União, Barra, Neve e Duçula), além da recente incursão no segmento de massas.

A empresa registrou em 2020 receita de R$ 7,47 bilhões e lucro líquido de R$ 462 milhões, a operação anunciada marca a entrada da companhia nos ramos de massas, achocolatados e molhos.

A companhia já havia anunciado em agosto a intenção de atuar no ramo cafeeiro. Luciano Quartiero, presidente da Camil, já disse ao GLOBO que a empresa está interessada também em ampliar sua atuação na cadeia do trigo e poderá fazer aquisições em outros subsetores da área, como farinhas e biscoitos.

O executivo já havia dito em agosto que o setor de café tem similaridades com os de arroz, feijão, trigo e açúcar. – Faz sentido para a Camil entrar no (negócio de) café, é um mercado que como os que já atuamos tem alto giro, e possibilidade de grandes sinergias, como o uso do mesmo time de vendas e as mesmas equipes de promoção em supermercados que os segmentos em que já atuamos – disse Quartiero à época.

A JDE é uma companhia especializada em cafés e chás sediada na Holanda. No Brasil, a empresa é a dona de marcas como Pelé, Caboclo, Pilão, Café do Ponto, Damasco e L’OR.

É da marca Seleto um dos jingles publicitários mais icônicos da publicidade brasileira nos anos 1970. O produto, que chegou a ser um dos líderes de vendas, perdeu participação no mercado ao longo das décadas.

No início dos anos 2000, a marca já fazia parte do portfólio da americana Sara Lee (posteriormente Douwe Egberts). Em 2012, foi vendida ao grupo mineiro Foods Alimentos e, quatro anos depois, foi comprada pela JDE, conglomerado que resultou da fusão entre a divisão de café da Mondelez e a Douwe Egberts.

 

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Solução salina pode inibir replicação da covid, indica estudo da USP

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Em testes com células pulmonares infectadas, o uso de solução hipertônica de cloreto de sódio a 1,1% reduziu em 88% a reprodução do novo cornavírus

Novo Coronavírus SARS-CoV-2 Renderização criativa de partículas de vírus SARS-CoV-2. Nota: não está à escala. Crédito: NIAID(FotosPúblicas)

 

Caso a eficácia seja comprovada em testes clínicos, o achado pode contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias profiláticas ou mesmo tratamentos para a COVID-19.

“Dada a gravidade da pandemia, acreditamos que seria importante avançar nesse estudo e realizar testes clínicos para verificar a eficácia do uso de spray e de nebulização com solução hipertônica de cloreto de sódio [NaCl] como forma de profilaxia, ajudando a diminuir a disseminação do vírus no organismo infectado e a reduzir as chances de uma inflamação mais grave”, diz Cristiane Guzzo, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

A investigação teve apoio da FAPESP e contou com a participação dos pesquisadores Edison Durigon , também do ICB-USP, e Henning Ulrich, do Instituto de Química (IQ-USP).

Os autores ressaltam que, embora as evidências sugiram que o uso da solução de cloreto de sódio iniba a replicação do vírus, o achado não representa uma proteção total contra a infecção – muito menos a cura da doença. “Trata-se de uma medida muito simples e barata, já utilizada como profilaxia para outras doenças respiratórias e que poderia minimizar a gravidade da COVID-19 ao reduzir a carga viral. Ela poderia ser adicionada aos protocolos de segurança, sem substituir o uso de máscaras, distanciamento social ou a necessidade de vacinação”, destaca Guzzo.

Concentração certa

Ao comparar diferentes concentrações do produto, os pesquisadores descobriram que o uso da solução a 1,5% de NaCl inibiu a replicação do SARS-CoV-2 em 100% nas células vero – linhagem de células renais de macaco usadas como modelo de estudo do novo coronavírus. Já nos testes com células epiteliais de pulmão humano, a solução a 1,1% foi suficiente para inibir a replicação do vírus em 88%.

A solução hipertônica de cloreto de sódio tem sido utilizada como medida profilática adicional em casos de gripe, bronquiolite, rinite, sinusite e uma variedade de problemas nas vias aéreas. O tratamento com sprays tem efeito nas vias aéreas superiores, já a nebulização atinge também o pulmão. Embora essas medidas apresentem bons resultados, minimizando os efeitos das doenças, pouco se sabe sobre seu mecanismo de ação.

“Ao conseguir explicar esse mecanismo intracelular de resposta à solução hipertônica, realizamos um estudo de ciência básica com aplicações claras na saúde e na compreensão de diferentes doenças respiratórias. O que foi observado no caso do SARS-CoV-2 é provável que se repita com outros vírus, pois se trata de um mecanismo da célula hospedeira”, afirma Ulrich.

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Melhor vacinar a todos que aplicar dose extra, dizem cientistas

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Revisão de dados publicada na revista The Lancet afirma que reforços devem mirar pessoas com imunidade comprometida e levar em consideração suprimento de vacinas e dados disponíveis

(Fotos Públicas)Foto: Jefferson Peixoto/Secom

 

Uma revisão de dados publicados até o momento, feita por um grupo de cientistas internacionais e publicada na renomada revista científica de medicina The Lancet, afirma que doses de reforço das vacinas contra a covid-19 não são necessárias no momento.

Os cientistas incluem dois oficiais sênior da FDA (agência que equivale à Anvisa nos EUA), além de outros pesquisadores, e afirmam que os imunizantes atualmente aprovados, de acordo com os dados, permanecem altamente efetivos contra casos graves da doença e hospitalização, inclusive quando causadas pela variante Delta.

De acordo com os cientistas, embora a efetividade das vacinas caia com o tempo, a proteção contra casos graves de covid-19 ainda persiste e é preciso considerar o suprimento de vacinas, garantindo imunidade para mais pessoas, antes de reforçar as que já têm o esquema vacinal completo.

“Escrutínio cuidadoso e público da evolução dos dados será necessário para garantir que decisões sobre novas doses sejam informadas por ciência confiável mais do que por política. Mesmo que o reforço venha, eventualmente, mostrar declínio no risco de contrair um caso grave da doença no longo prazo, os suprimentos de vacina atuais poderiam salvar mais vidas se usados em pessoas ainda não vacinadas”, disseram os autores.

Os autores do estudo, no entanto, afirmam que o reforço seria apropriado para casos específicos, como indivíduos cuja vacinação inicial não tenha induzido proteção adequada, como vacinas de eficácia menor ou mesmo pessoas com sistema imunológico comprometido.

Embora haja ampla oferta de doses das vacinas contra a covid-19, apenas 53,3% dos americanos estão imunizados com duas doses e o sentimento anti-vacina encontra eco na sociedade americana, com estados que chegam a menos de 40% da população imunizada.

“As vacinas atuais são seguras, efetivas e salvam vidas. O suprimento limitado dessas vacinas vai salvar mais vidas se estiver disponível para pessoas que estejam em risco de doença grave e ainda não receberam qualquer imunização”, afirmaram os autores.

O texto é publicado em meio a uma nova etapa do combate à pandemia nos EUA. Na semana passada, o presidente Joe Biden havia anunciado medidas de vacinação para empresas e funcionários públicos federais. O governo também esperava começar em uma semana a administrar um reforço para quem já se vacinou nos Estados Unidos.

Um grupo conselheiro da FDA deve se reunir na sexta-feira, 17, para discutir os dados disponíveis e definir se uma estratégia de reforço é adequada para o país.

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Indígenas marcham pelo centro de Brasília e fazem reivindicações

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Marcha das Mulheres Indígenas reuniu-se com o movimento Luta pela Vida

.© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Indígenas realizam hoje (10) um ato na região central de Brasília. O grupo reúne participantes da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas. Segundo os organizadores, cerca de 5 mil mulheres de mais de 172 etnias indígenas estão acampadas próximo à Fundação Nacional de Artes (Funarte), a 5 quilômetros da Praça dos Três Poderes.

Com faixas contra o governo federal e pela manutenção de seus direitos constitucionais, o grupo deixou o acampamento por volta das 9h de hoje e seguiu em caminhada pelo Eixo Monumental até a avenida W3 Sul, de onde foi para a Praça do Compromisso. Na praça, o grupo homenageou a memória do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, morto, no local, por cinco jovens de classe média que, em 1997, atearam fogo em seu corpo. Durante o ato, um boneco alusivo ao presidente Jair Bolsonaro foi queimado.

A marcha pela região central de Brasília estava prevista para ontem (9), mas, por segurança, os coordenadores decidiram adiá-la. Ainda por segurança, os indígenas optaram por caminhar até a Praça do Compromisso, e não mais até a Praça dos Três Poderes.

“As forças de segurança do Distrito Federal recomendaram que, por precaução, as mulheres ficassem aqui mesmo, no acampamento. Decidimos não fazer a marcha até a Praça dos Três Poderes por entender que ainda há muita gente armada na cidade”, disse ontem Danielle Guajajara à Agência Brasil.

Luta Pela Vida

Desde a última terça-feira (7), os participantes da 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas se somam aos remanescentes do movimento Luta Pela Vida, acampamento indígena que, nas últimas semanas, chegou a reunir 6 mil pessoas na capital federal para acompanhar o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do futuro das demarcações das terras indígenas.

O movimento indígena reivindica pressa na demarcação de novas reservas, com a conclusão dos processos de reconhecimento em fase avançada. E, principalmente, cobra que os ministros do STF refutem o chamado Marco Temporal, tese segundo a qual só teriam direito às terras pertencentes a seus ancestrais as comunidades que as estavam ocupando ou já as disputavam na Justiça em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

Os índios também se opõem às propostas de liberar a mineração em seus territórios e flexibilizar as normas de licenciamento ambiental em todo o país e ainda cobram ações públicas contra a violência contra as mulheres indígenas e a favor da saúde dos povos tradicionais. Agência Brasil

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Após STJ negar habeas corpus, caminhoneiros que ocupam Esplanada dos Ministérios há 5 dias, em Brasília, começam a sair

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Caminhões de manifestantes pró-Bolsonaro estacionados na Esplanada dos Ministérios nesta quinta-feira (9). — Foto: TV Globo/Reprodução

Caminhoneiros e manifestantes que apoiam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ocupam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, há cinco dias, iniciaram a saída do local na noite desta quinta-feira (9). Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), foi firmado um acordo para que o grupo deixe o espaço até a manhã desta sexta (10).

No final da tarde, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Paciornik negou um pedido de habeas corpus feito pelos manifestantes, no qual solicitavam que a Corte proibisse o governo do Distrito Federal de usar forças policiais para retirá-los do local. O pedido é de autoria de Wilson Issao Koressawa, que se apresenta como servidor público aposentado, em seu favor e de outros 224 manifestantes.

De acordo com o processo, o grupo pediu “prazo razoável para negociação” e afirma ser “absolutamente constrangedora qualquer ação, escrita ou verbal, das autoridades coatoras [forças de segurança do DF], no sentido de inviabilizar o exercício desses direitos [de manifestação].”

Em protesto antidemocrático, favorável ao presidente Bolsonaro, o grupo invadiu uma área restrita na Esplanada dos Ministérios na noite de segunda-feira (6), véspera das manifestações de 7 de Setembro.

Habeas corpus

Ao negar a liminar, o ministro Joel Ilan Paciornik citou que há “inadmissibilidade da ingerência prévia do Judiciário para impedir ou restringir a atuação do Poder de Polícia”

O magistrado afirmou ainda que não há “prova da existência de ordem de retirada dos manifestantes da Esplanada dos Ministérios, nem tampouco de que autoridade teria partido a determinação”.

Ocupação na Esplanada

Manifestação  na Esplanada dos Ministérios, em Brasília — Foto: TV Globo/ Reprodução

Manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília — Foto: TV Globo/ Reprodução

Em protesto antidemocrático e favorável ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), os manifestantes invadiram área restrita na Esplanada há cinco dias e, desde então, bloquearam as vias e se recusavam a deixar o local.

Até o começo da noite desta quinta, caminhões continuavam na via que dá acesso aos ministérios e à Praça dos Três Poderes, onde ficam as sedes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Desde quarta-feira (8), as pessoas que trabalham na região precisam se deslocar a pé.

No pedido de habeas corpus, o grupo afirma que pretende realizar manifestações em Brasília até o dia 20 de setembro.

Negociação

Em nota divulgada na noite desta quinta, a Secretaria de Segurança Pública do DF disse que ” maior parte das estruturas e dos caminhões foi retirada do local”. A pasta afirma ainda que “a desobstrução teve início na madrugada desta quinta-feira (9)” e que “a operação segue em andamento”.

Veja o comunicado da SSP-DF na íntegra:

“A região central de Brasília permanece sob monitoramento da Secretaria de Segurança Pública (SSP/DF) e forças de segurança do DF, por meio do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) e equipes em campo, com objetivo de garantir a segurança de todos que circulam na região. O policiamento em toda a região segue reforçado.

As negociações para retirada de estruturas e veículos da Esplanada dos Ministérios, iniciadas na tarde de quarta-feira (8), seguem avançando. A maior parte das estruturas e dos caminhões foram retirados do local. A desobstrução teve início na madrugada desta quinta-feira (9). A operação segue em andamento.

Com o avanço das tratativas, a previsão é que as vias N1 e S1 – entre a Catedral e a Avenida José Sarney – sejam desobstruídas até a manhã desta sexta-feira (10). O acesso à Praça dos Três Poderes segue restrito, protegidos por gradil e por policiais militares.

O gabinete de gestão de crises da Segurança Pública, que integra representantes da SSP/DF, Polícias Militar e Civil do DF, Corpo de Bombeiros Militar e Departamento de Trânsito do DF (Detran), entre outros órgãos envolvidos, está instalado no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), com o objetivo de coordenar as ações”.

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