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quinta-feira, 16/04/2026

Chrys Dias anunciava rifa de apartamento pouco antes de ser detido pela PF

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FRANCISCO LIMA NETO
São Paulo, SP (FolhaPress)

O influenciador Chrys Dias, preso na Operação Narco Fluxo da Polícia Federal na manhã de quarta-feira (15), estava promovendo no Instagram a rifa de um apartamento poucas horas antes de sua detenção.

Ele oferecia um apartamento mobiliado no valor de R$ 200 mil por apenas R$ 0,19. Além do prêmio principal, os participantes tinham a chance de ganhar prêmios menores em raspadinhas disponíveis para os compradores da rifa.

Além do apartamento, três carros seriam sorteados: um Toyota Corolla, um VW Golf TSI e um VW Jetta TSI.

A divulgação da apuração dos prêmios estava marcada para as 18h da quinta-feira (16), conforme anunciado por Chrys. Essas rifas e raspadinhas eram alvo da investigação da Polícia Federal.

A investigação também chamou atenção para o valor baixo dos investimentos em relação aos possíveis prêmios oferecidos.

Nas redes sociais, Chrys Dias exibia um estilo de vida luxuoso, com propriedades caras, viagens internacionais e carros de alto padrão. Ele também se apresentava como empresário de Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan, e outros influenciadores.

Chrys foi detido junto com a esposa, a influenciadora Débora Paixão, na cidade de Itupeva, interior de São Paulo.

Os perfis dos dois foram retirados do ar.

Além deles, a Polícia Federal prendeu também os músicos MC Ryan, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, proprietário do site Choquei, entre outros 30 suspeitos, em uma operação contra uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O esquema teria movimentado mais de R$ 1,63 bilhão.

Segundo as investigações, os recursos ilegais provinham principalmente da exploração de jogos de azar irregulares, apostas online não autorizadas, rifas digitais ilegais e fraudes digitais. Há ainda indícios de que o esquema servia para lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

MC Ryan foi apontado como o líder e principal beneficiário do esquema. De acordo com decisão judicial em processo na 5ª Vara Federal de Santos, litoral paulista, o artista usava empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar receitas legais com dinheiro arrecadado em apostas e rifas ilegais.

A Operação Narco Fluxo é uma continuação das operações Narco Bet e Narco Vela. Foram cumpridos 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em 45 locais em nove estados diferentes.

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