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quarta-feira, 03/06/2026

Carteira de identificação facilita acesso a direitos para pessoas com autismo

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Em Brasília

Aline Campos, de 45 anos, recebeu em 2022 o diagnóstico de que seu filho, João Campos, então com 13 anos, tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). No mesmo ano, exames confirmaram que ela também faz parte do espectro autista. Foi nesse contexto que Aline descobriu a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), um importante instrumento que vai além de um simples documento.

A Ciptea oferece um reconhecimento oficial para pessoas com TEA, garantindo prioridades e acesso a diversos benefícios sociais e políticas públicas. No Distrito Federal, por exemplo, mais de 21 mil pessoas estão cadastradas e podem usufruir das vantagens que o documento proporciona.

Com a carteira, os portadores de TEA têm acesso facilitado a serviços como o transporte porta a porta, isenção de impostos na compra de veículos e atendimento prioritário em órgãos públicos e privados. Além disso, o documento permite registrar contatos de emergência, fundamental em situações de crise para pessoas autistas.

Segundo o secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Willian Cunha, a Ciptea representa mais do que um comprovante, é um símbolo de cidadania que promove a visibilidade e o respeito aos direitos das pessoas com autismo, impactando positivamente a vida das famílias.

Aline relata que a carteira transformou o dia a dia dela e do João, proporcionando maior autonomia e inclusão. O benefício de estacionamento especial, por exemplo, simplifica a rotina, oferecendo o suporte necessário para quem requer atenção adicional.

Além dos aspectos práticos, a carteira contribui para fortalecer a conscientização e o respeito da sociedade, ajudando a combater o bullying enfrentado por pessoas com TEA.

Como solicitar a Ciptea

A solicitação da carteira é feita de forma simples pela internet, mediante preenchimento de um formulário e anexação de documentos como RG, CPF, foto 3×4, comprovante de residência e laudo médico detalhado emitido por psiquiatra ou neurologista.

Após a análise e aprovação, a carteira digital estará disponível para download, acelerando e facilitando o acesso aos direitos de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

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