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sábado, 06/06/2026

BC é responsável por fiscalizar bancos, afirma Haddad

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Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, revelou que já sabia das irregularidades no Banco Master desde o segundo semestre de 2024. Ele destacou que comunicou a Procuradoria-Geral da República sobre o caso, ressaltando que a fiscalização do sistema financeiro é função do Banco Central (BC).

Haddad explicou que, através do Tesouro Nacional e da Febraban, já tinha informações detalhadas sobre a fraude bancária em andamento no país. Ele lembrou que o Ministério da Fazenda não supervisiona bancos, e sim o Banco Central, que tem a responsabilidade de acompanhar o que acontece nas instituições financeiras. Ele também mencionou que a gestão do presidente indicado por Bolsonaro, Roberto Campos Neto, foi avisada várias vezes sobre o problema.

Além disso, Haddad afirmou que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, estava ciente da fraude ao assumir o cargo em janeiro de 2025, pois um processo administrativo contra o Banco Master já havia sido iniciado no último mês da gestão anterior.

De acordo com ele, a situação piorou significativamente no segundo semestre de 2024, especialmente no último trimestre, momento em que o caso foi levado à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal, resultando na prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Haddad negou ter recebido ou se reunido com Vorcaro ou qualquer representante do Banco Master, apesar de ter sido procurado várias vezes por terceiros para tal encontro.

O ex-ministro também comentou que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos EUA é frequentemente usada como distração para desviar a atenção da situação envolvendo o Banco Master.

Estadão Conteúdo

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